Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

Visita guiada ao novo Museu do Benfica

Visão Se7e

  • 333

Mais do que expor taças e troféus, o clube da Luz propõe uma viagem aos seus 109 anos de existência. VEJA AS FOTOS

.
1 / 20

.

Que inferno é este, que pinta o planalto com o amarelo das ervas secas e o põe como pano de fundo de azinheiras, sobreiros e dos zimbros, tão característicos do Parque Natural do Douro Internacional?
2 / 20

Que inferno é este, que pinta o planalto com o amarelo das ervas secas e o põe como pano de fundo de azinheiras, sobreiros e dos zimbros, tão característicos do Parque Natural do Douro Internacional?

Todos os dias Venâncio Maria Paulo faz caminhadas pela sua aldeia. No bolso leva uma foto dos tempos em que, nos anos 50, os pais descobriram com um arado, um achado da Idade do Ferro
3 / 20

Todos os dias Venâncio Maria Paulo faz caminhadas pela sua aldeia. No bolso leva uma foto dos tempos em que, nos anos 50, os pais descobriram com um arado, um achado da Idade do Ferro

Nas noites quentes, os habitantes da aldeia (bem visto, são quase todos familiares) sentam-se num banco a contar lhonas (histórias em mirandês)
4 / 20

Nas noites quentes, os habitantes da aldeia (bem visto, são quase todos familiares) sentam-se num banco a contar lhonas (histórias em mirandês)

Casimiro Pires foi pauliteiro na juventude, mas não esqueceu os lhaços (cantigas). Emociona-se ao recordá-los na sala de sua casa
5 / 20

Casimiro Pires foi pauliteiro na juventude, mas não esqueceu os lhaços (cantigas). Emociona-se ao recordá-los na sala de sua casa

Ângelo Arribas é gaiteiro desde miúdo. Hoje vê, satisfeito, que há muitos mais gaiteiros do que quando ele começou a tocar, reavivando a tradição.
6 / 20

Ângelo Arribas é gaiteiro desde miúdo. Hoje vê, satisfeito, que há muitos mais gaiteiros do que quando ele começou a tocar, reavivando a tradição.

Fernando Garcia levanta-se cedo para ir pescar para o Douro. Traz bogas, barbos, carpas, lúcios…
7 / 20

Fernando Garcia levanta-se cedo para ir pescar para o Douro. Traz bogas, barbos, carpas, lúcios…

As amigas Angelina e Angélica põe a conversa em dia à sombra de uma casa em ruínas, na parte antiga da aldeia. Aos turistas, que passam a perguntar por um dos miradouros mais conhecidos do Douro Internacional, falam numa mistura de português com mirandês.
8 / 20

As amigas Angelina e Angélica põe a conversa em dia à sombra de uma casa em ruínas, na parte antiga da aldeia. Aos turistas, que passam a perguntar por um dos miradouros mais conhecidos do Douro Internacional, falam numa mistura de português com mirandês.

As irmãs Anabela e Bernardete Galego deixaram os empregos que tinham em Braga para regressar à aldeia natal. É lá que agora estão a montar uma cozinha regional. Para já, cozem pão e doces que desaparecem num abrir e fechar de olhos
9 / 20

As irmãs Anabela e Bernardete Galego deixaram os empregos que tinham em Braga para regressar à aldeia natal. É lá que agora estão a montar uma cozinha regional. Para já, cozem pão e doces que desaparecem num abrir e fechar de olhos

As irmãs Anabela e Bernardete Galego deixaram os empregos que tinham em Braga para regressar à aldeia natal. É lá que agora estão a montar uma cozinha regional. Para já, cozem pão e doces que desaparecem num abrir e fechar de olhos
10 / 20

As irmãs Anabela e Bernardete Galego deixaram os empregos que tinham em Braga para regressar à aldeia natal. É lá que agora estão a montar uma cozinha regional. Para já, cozem pão e doces que desaparecem num abrir e fechar de olhos

Ao fim da tarde, os abutres a planar sobre o Douro são às dezenas
11 / 20

Ao fim da tarde, os abutres a planar sobre o Douro são às dezenas

À volta da aldeia, eram muitos os moinhos de água. Um pode visitar-se graças à Frauga, a Associação criada para perpetuar memórias e desenvolver a aldeia
12 / 20

À volta da aldeia, eram muitos os moinhos de água. Um pode visitar-se graças à Frauga, a Associação criada para perpetuar memórias e desenvolver a aldeia

No Castro de Cigaduenha desafiam-se as vertigens para ver uma paisagem imponente
13 / 20

No Castro de Cigaduenha desafiam-se as vertigens para ver uma paisagem imponente

Do miradouro da Fraga do Puio vê-se o rio Douro formar uma curva apertada entre as imponentes arribas
14 / 20

Do miradouro da Fraga do Puio vê-se o rio Douro formar uma curva apertada entre as imponentes arribas

.
15 / 20

.

A aldeia, com um casario em pedra quartzítica, apesar de integrar a Rota das Aldeias do Xisto, fica na encosta da Serra do Espinhal e preserva ainda alguns costumes comunitários
16 / 20

A aldeia, com um casario em pedra quartzítica, apesar de integrar a Rota das Aldeias do Xisto, fica na encosta da Serra do Espinhal e preserva ainda alguns costumes comunitários

Todas as manhãs, Benilde Vaz ou o vizinho Valdemar Gosinho, abrem a porta dos currais e conduzem as cabras de ambos pelos caminhos que dão acesso à Serra
17 / 20

Todas as manhãs, Benilde Vaz ou o vizinho Valdemar Gosinho, abrem a porta dos currais e conduzem as cabras de ambos pelos caminhos que dão acesso à Serra

Lucília Galha tem em casa a buzina que os pastores antigamente usavam para reunir o gado de toda a aldeia
18 / 20

Lucília Galha tem em casa a buzina que os pastores antigamente usavam para reunir o gado de toda a aldeia

José Vaz é com 83 anos o mais velho habitante da aldeia. Adora falar com os turistas, contar histórias dos tempos em que o rebanho de Ferraria tinha mais de 1000 cabeças de gado. Aqui, está junto aos cerca de 50 currais da aldeia, bem preservados
19 / 20

José Vaz é com 83 anos o mais velho habitante da aldeia. Adora falar com os turistas, contar histórias dos tempos em que o rebanho de Ferraria tinha mais de 1000 cabeças de gado. Aqui, está junto aos cerca de 50 currais da aldeia, bem preservados

Benilde Vaz emigrou para Moçambique, mas não esqueceu como se faz o queijo com o leite da ordenha. Mostra a arte aos turistas, na cozinha de sua casa
20 / 20

Benilde Vaz emigrou para Moçambique, mas não esqueceu como se faz o queijo com o leite da ordenha. Mostra a arte aos turistas, na cozinha de sua casa

Em apenas três semanas, o Museu Benfica Cosme Damião (um dos fundadores) recebeu 9 mil visitantes. O contador eletrónico está mesmo à entrada do edifício de 4 mil metros quadrados que o clube construiu para contar a sua história.

São três pisos, com 29 áreas temáticas, repletos de troféus, documentos, objetos e muita interatividade. Circular pelos corredores é não só ficar a conhecer os mais ínfimos pormenores relacionados com o Benfica - lá está o bocado de relva onde o futebolista Vítor Batista perdeu um brinco, depois de marcar um golo ao Sporting, e pôs todos, incluindo o árbitro, de rabo para o ar - mas também os acontecimentos mais importantes dos últimos cem anos, fruto de protocolos com 78 instituições que cederam ou emprestaram objetos.

Para trás ficou a tarefa que, durante três anos, não deu descanso: restaurar troféus, catalogar e digitalizar imagens e documentos.

Diz António Ferreira, diretor técnico: "Temos um acervo com 30 mil peças, estando expostas cerca de mil." Claro que as taças saltam à vista. Logo à entrada, há uma vitrina com os 84 troféus (de todas as modalidades) ganhos na época passada, incluindo as 24 taças de Portugal e as 32 relativas aos campeonatos do palmarés.

Mas é o enorme paralelepípedo vertical envidraçado, que nos acompanha pelos três andares, que se destaca: estão ali 497 reluzentes taças.

Os adeptos têm um cantinho especial.

Além das suas fotos, que passam em loop, podem entrar numa plataforma elevatória rodeada de video walls onde, durante sete minutos, se veem imagens da afición benfiquista. Este elevador, que sobe até ao terceiro andar e volta a descer, afaga o ego de qualquer "lampião" estão lá frases como "Na verdade somos todos benfiquistas, até prova em contrário" e, não raras vezes, contam-nos, há quem saia com os olhos marejados.

Por fim, na cúpula geodésica do topo do edifício é exibido um filme de 15 minutos sobre o clube. Depois, ainda pode marcar um penalti a um guarda-redes computorizado, jogar consola ou dizer "olá" à águia Vitória (agora "mora" aqui).

  • MUSEU BENFICA COSME DAMIÃO

    - Estádio da Luz, Lisboa. 9h-21h (em dia de jogo encerra à hora de início do mesmo)

PREÇOS - Público em geral €15, €5 (4-17 anos), €8 (+ 65 anos), €30 (2 adultos + 2 crianças ou 1 adulto + 3 criança)Sócios com red pass ou sócio menor pagante grátis, sem red pass €5, sócio menor isento €2,50, família em que 1 adulto é sócio €21