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"Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional Lisboa": Caracteres que contam histórias, para ver em Lisboa

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Em dez núcleos, por ordem cronológica, viaja-se da Impressão Régia aos nossos dias na exposição Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional Lisboa que narra a vida da editora pública e, simultaneamente, a do País. Para ver no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no Príncipe Real, até 24 de novembro

A exposição "Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional" é uma das iniciativas que assinalam as comemorações de dois séculos e meio da editora pública

A exposição "Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional" é uma das iniciativas que assinalam as comemorações de dois séculos e meio da editora pública

Sabia que foi a Impressão Régia, agora Imprensa Nacional (IN), que criou a Real Fábrica de Cartas de Jogar para financiar a impressão de publicações? Que a Imprensa Nacional foi uma importante escola de artes gráficas e que as primeiras notas bancárias emitidas em Portugal foram feitas numa prensa emprestada pela instituição? Estas e outras curiosidades fazem parte da exposição Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional, uma das iniciativas que assinalam as comemorações de dois séculos e meio da editora pública e que estará patente até 24 de novembro, no antigo picadeiro do Real Colégio dos Nobres. “Se cada visitante recuperar uma memória, por pequena que seja, ao ver na exposição um cartaz de um partido, um livro do século XIX, uma caixa de tipos ou um manual escolar que lhe traga alguma recordação, já fico muito contente”, diz Inês Queiroz, investigadora e coordenadora científica da mostra.

O projeto expositivo, criado pelo Atelier Aires Mateus, evoca as antigas caixas tipos

O projeto expositivo, criado pelo Atelier Aires Mateus, evoca as antigas caixas tipos

A história da editora pública, desde a sua fundação como Impressão Régia, a 24 de dezembro de 1768 – por iniciativa do conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal – até aos nossos dias, é contada em dez núcleos divididos cronologicamente, num projeto expositivo criado pelo Atelier Aires Mateus, que evoca as antigas caixas de tipos. Num percurso que quase se assemelha a um labirinto, descobre-se como se desenhavam e faziam as letras, se fundiam tipos, o papel da IN na impressão de manuais escolares, no ensino das artes gráficas e a importância da tipografia, tanto no reino como na República – a empresa foi responsável pela edição e a impressão do Diário da República até 2006 (ano em que terminou a versão impressa e passou a ser só digital). “É uma história que se cruza com a do País; foi uma instituição que resistiu a tudo, às guerras, à ditadura, aos partidos...

A editora pública tem 250 anos e continua a cumprir a sua missão de edição e de divulgação da cultura e da língua portuguesa”, explica Inês Queiroz. Com a entrada, grátis, na exposição, o visitante recebe um bilhete que dá direito a um desconto de 10% nas edições da Imprensa Nacional. A loja mais próxima está logo do outro lado da rua, na sede da IN, que tem uma bela biblioteca aberta ao público com um acervo de cerca de 20 mil livros.

Em outubro, será lançado o livro sobre os 250 anos da Imprensa Nacional. 
Por agora, 
há um jornal distribuído aos visitantes da exposição

Em outubro, será lançado o livro sobre os 250 anos da Imprensa Nacional. 
Por agora, 
há um jornal distribuído aos visitantes da exposição

Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional Lisboa > Picadeiro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa > R. da Escola Politécnica, 58, Lisboa > até 24 nov, ter-sex 10h-17h, sáb-dom 11h-18h > grátis