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IN Spiritum: Está de volta o festival que casa a música com o património histórico do Porto

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O IN Spiritum – Festival de Música do Porto volta a cruzar o património histórico da cidade com a música e estende-se, este ano, pela primeira vez, a Matosinhos. O concerto de abertura está marcado para esta quinta, 16, mas há mais para ver e ouvir até domingo, 19

O Teatro Helena Sá e Costa é um dos palcos do festival

O Teatro Helena Sá e Costa é um dos palcos do festival

À quinta edição, o festival de música IN Spiritum volta a ocupar o Salão Árabe do Palácio da Bolsa, a Casa do Infante e o Teatro Helena Sá e Costa, mas este ano, e pela primeira vez, chega ao Museu Romântico e à Igreja de São Novo, no Porto, e ainda ao Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos. “Desafiamos os músicos a fazerem uma ligação entre o espaço e o repertório musical”, lembra Raquel Gomes que, com Alfredo Costa, lançou o festival em 2014. “Não se trata de uma digressão de concertos, mas de uma visita a lugares históricos com música”, sublinha.

O concerto de abertura do festival, que tem como diretor artístico o maestro Cesário Costa, está marcado para esta quinta, 16, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, e conta com a voz da marroquina Iman Kandoussi a entoar melodias que vão desde a Andaluzia à Argélia, do Mediterrâneo ao Oriente. Intitulado Nubas e melodias do Al-Andalus, o concerto foi pensado para aquela sala, com estuques do século XI e carateres arábicos a ouro nas paredes. Na sexta, 17, no Teatro Helena Sá e Costa, será o pianista Raúl da Costa a interpretar um recital que recorda Luís Costa (pai da pianista Helena Sá e Costa). O programa inclui a obra Encostas Verdes, em estreia em Portugal, lembrando a visita que o compositor fez ao Porto, em 1928, e ainda Ma Mère Love, de Maurice Ravel.

No sábado, 18, conte-se com dois concertos. O primeiro, às 18 horas, no Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, pela primeira vez, junta o pianista David Santos (sentado num piano do século XIX) e o barítono André Baleiro a interpretarem canções românticas francesas. Já na Casa do Infante, às 21h30, Ricardo Leitão Pedro (na voz e na viola de mão) interpreta um programa dedicado a danças e fantasias do tempo dos Descobrimentos.

O IN Spiritum termina no domingo, 19, também com dois concertos. Ao meio-dia, Carolina Coimbra (na harpa) estreia-se no auditório do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, com obras de Debussy, Albert Zabel e Jacques de la Presle, entre outros, sob a temática da água. O festival encerra na Igreja de São Novo (mais uma estreia), com o seu retábulo de talha dourada e azulejos de Bartolomeu Antunes (de 1741), com a Orquestra Bomtempo, dirigida pelo maestro Cesário Costa, a interpretar o Stabat Mater de Pergolesi.

A Igreja de São João Novo recebe, pela primeira vez, o festival In Spiritum

A Igreja de São João Novo recebe, pela primeira vez, o festival In Spiritum

Festival IN Spiritum > 16-19 mai > Palácio da Bolsa > R. Ferreira Borges, Porto > T. 223 399 013 > Teatro Helena Sá e Costa > R. da Escola Normal, 39, Porto > T. 22 519 3765 > Museu Romântico da Quinta da Macieirinha > R. de Entrequintas, 220, Porto > T. 22 605 7032 > Casa do Infante > R. da Alfândega, 10, Porto > T. 22 206 0435 > Igreja São João Novo > Lg. São João Novo, 2, Porto > Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões > Av. da Liberdade, Matosinhos > €12,50 (cada concerto)