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Festival Internacional de Circo: Entre acrobacias e malabarismos no Porto

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Durante quatro dias, a partir desta quinta, 13, o público terá oportunidade de assistir, gratuitamente, a dezenas de apresentações de espetáculos de Novo Circo, tanto no Coliseu como ao ar livre

O FIC Porto começa esta quinta 13,, com Speakeasy, da companhia francesa The Rat Pack, uma recriação do ambiente dos bares clandestinos nova-iorquinos durante a Lei Seca

O FIC Porto começa esta quinta 13,, com Speakeasy, da companhia francesa The Rat Pack, uma recriação do ambiente dos bares clandestinos nova-iorquinos durante a Lei Seca

Christophe Raynaud de Lage

Habituámo-nos a vê-lo como a casa do circo durante a época natalícia, mas o Coliseu do Porto quer levar mais longe a divulgação desta arte de palco, avançando com a primeira edição de um Festival Internacional de Circo. As velhas e as novas técnicas circenses serão exploradas em 13 espetáculos (com várias apresentações), de 13 companhias, com o auditório do coliseu a funcionar como chapitô para os de maior dimensão e algumas praças e jardins do centro da cidade a servirem de palco para os restantes. O programa conta com consultadoria artística de João Paulo Santos, artista do mastro chinês que se tem distinguido a nível mundial.

O FIC Porto abre com Speakeasy, da companhia francesa The Rat Pack, uma recriação do ambiente dos bares clandestinos nova-iorquinos durante a Lei Seca, que combina cinema, teatro, música e acrobacia. França continua, aliás, a revelar a sua enorme força, e tradição, nas expressões circenses, com a apresentação, por exemplo, de Six Pieds sur Terre, da companhia Lapsus, onde tanto tijolos como cascas de ovos servem de materiais para construções distorcidas, ou 3D, dos HMG, a explorar as potencialidades lúdicas de objetos singulares. Porém, o público terá outras oportunidades de descobrir criações inspiradoras, como La Fin Demain, dos alemães Zirkus Morsa, circo contemporâneo aliado à dança e ao movimento, feito a partir de elementos muito simples. Já Sol Bemol é uma criação poética da dupla belga D’Irque & Fien, inspirada na crise dos refugiados, com duas personagens a vaguear de lugar em lugar, enfrentando surpresas e desafios.

Merece ainda referência um projeto inédito: o Circo Social, que durante meses ensinou as artes circenses a um grupo de jovens da freguesia de Bonfim. Em Calçada, uma performance que “mostra como umas singelas pedras nos podem inspirar”, revelam a estrada percorrida. Com um horizonte animador.

Festival Internacional de Circo do Porto > Coliseu Porto, Lg. de Santo Ildefonso, Pç. da Batalha, Pç. dos Poveiros e Jardim de São Lázaro > Porto > 13-16 set, qui-dom > grátis