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Festival ao Largo: 15 noites, 15 espetáculos grátis e ao ar livre

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Rosário Mello e Castro (texto) e André Moreira (vídeo)

É uma espécie de tradição dos verões em Lisboa. A 10ª edição do Festival ao Largo começa esta sexta, 6, no Largo de São Carlos, e assinala duas datas redondas: os 25 anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa e os 75 anos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Veja, no vídeo, a entrevista com Carlos Vargas, presidente do conselho de administração do Organismo de Produção Artística (OPART), que antecipa os destaques deste ano

Rosário Mello e Castro (texto) e André Moreira (vídeo)

Faça chuva ou, neste caso, muito pouco sol, é certo que as noites de julho no Largo de São Carlos, no Chiado, terão sempre qualquer coisa de novo para ensinar. Um clássico que se redescobre, uma peça há muito perdida na memória, um andamento capaz de emocionar. À 10ª edição, o Festival ao Largo, com direção artística de Patrick Dickie (Teatro Nacional de São Carlos) e Paulo Ribeiro (Companhia Nacional de Bailado), volta a apresentar um programa sem teto, que percorre géneros e compositores ao mesmo tempo que assinala o 25º aniversário da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e os 75 anos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Nada mais adequado do que começar esta maratona de espetáculos grátis com ambos, e ainda mais numa reflexão sobre os prazeres da vida.

Carmina Burana (sex, 6, e sáb, 7, 21h30), de Carl Orff, inspirada em 24 poemas escritos em latim medieval dos séculos XII e XIII, fala-nos de efemeridade e riqueza, a alegria da chegada da primavera ou a leveza de um copo de vinho. O espetáculo contará ainda com o Coro Juvenil de Lisboa, o maestro Domenico Longo e os solistas Carla Caramujo, Carlos Cardoso e Christian Luján, perfazendo mais de uma centena de músicos em palco.

Mais uma vez, o Festival ao Largo encerra com três noites da Companhia Nacional de Bailado (26, 27 e 28 de julho, 22h), que este ano apresentará três dos espetáculos mais marcantes do seu repertório, viajando entre o ballet clássico e o contemporâneo, o final do séc. XIX e o final do séc. XX, mostrando assim, a sua versatilidade. São eles Serenade, de George Balanchine, Herman Schmerman, de William Forsythe, e Raymonda, de Marius Petipa (terceiro ato).

Ao longo do festival, os músicos da OSP terão oportunidade de atuar como solistas em vários momentos especiais, como a 10 de julho (21h30), com a Quinta de Tchaikovsky, em que Anabela Malarranha interpretará o Concerto Para Flauta, uma adaptação do Concerto Para Violino em Ré menor, composto por Aram Khachaturian em 1940, e Sinfonia n.º 5 em Mi menor, op.64 de Piotr Ilitch Tchaikovski, apresentada pela primeira vez em1888 em São Petersburgo. Já no fim de semana de 13 e 14 de julho (21h30), vai tocar-se Wagner, Bach e Strauss, com a OSP a focar-se em obras de cada um dos autores: abertura de Die Meistersinger von Nürnberg, Concerto para Dois Violinos e Der Rosenkavalier Suite, respectivamente.

Do programa, destaque ainda para a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que a 12 de julho (qui, 21h30) toca Concerto para Oboé e Orquestra, de Mozart, e a Sinfonia n.º 9 (Novo Mundo), de Dvořák, com direção musical de Pedro Amaral; para os Solistas de Lisboa, que a 18 (qua, 21h30) interpretam Octeto, de Mendelssohn, e as Duas peças para octeto de cordas, de Shostakovich, num concerto de música de câmara; ou para a noite dedicada ao jazz (19 jul, qui, 21h30), cortesia do Lisbon Underground Music Ensemble (L.U.M.E), projeto do compositor Marco Barroso.

Festival ao Largo > Lg. de São Carlos, Lisboa > 6-28 jul > grátis