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Jardins Efémeros: Um festival para descobrir o centro histórico de Viseu

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O programa é gratuito e divide-se entre artes visuais e performativas, arquitetura, música, cinema e oficinas. A partir desta sexta, 6, e até terça, 10, o centro histórico de Viseu recebe a 8ª edição do Jardins Efémeros

Todas as noites haverá cinema ao ar livre, na Praça D. Duarte

Todas as noites haverá cinema ao ar livre, na Praça D. Duarte

“Toda a paisagem não está em parte nenhuma.” A frase, retirada do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, reflete o pensamento subjacente à instalação artística, assinada por Fernanda Fragateiro, na Praça D. Duarte, em Viseu. Uma construção escultórica, com vigas de madeira e matéria vegetal, que transforma a praça e convida o público a um jogo de deambulações. Este tipo de interpelações nos espaços públicos, baralhando o usufruto da cidade ou ocupando edifícios devolutos, tem marcado os Jardins Efémeros. Na 8ª edição, com início esta sexta, 6, o mote do programa será O Corpo – individual e coletivo, no espaço e no tempo – como veículo de discursos artísticos.

A colombina Lucrécia Dalt apresentará o seu último trabalho, "Anticlines"

A colombina Lucrécia Dalt apresentará o seu último trabalho, "Anticlines"

Regina de Miguel

Na área do som, destacam-se as presenças de músicos com uma abordagem experimental, oriundos de vários continentes, como as nova-iorquinas ESG (com um concerto comemorativo dos seus 40 anos no adro da Igreja da Misericórdia), o luso-angolano Nástio Mosquito, a colombiana Lucrecia Dalt, o duo japonês Group A e o indiano Budhaditya Chattopadhyay, numa performance especial no Largo de São Teotónio.
Nas artes visuais, refira-se a exposição de Nuno Cera, Dark Forces, no Museu Nacional Grão Vasco – uma instalação de fotografia e de vídeos captados após os incêndios nas zonas florestais perto de Viseu, a mostrar imagens poéticas e, simultaneamente, cruéis. Todas as noites haverá cinema ao ar livre, na Praça D. Duarte, com um programa que segue o tema do festival: desde o corpo que dança e se movimenta (em Meshes of the Afternoon e The Very Eye of Night, de Maya Deren) até ao corpo que é bizarro e mesmo desfigurado (The Elephant Man, de David Lynch). O envolvimento da comunidade na programação será visível em projetos como O Meu Corpo é o Meu Campo de Batalha, com alunos de várias escolas a participarem nas intervenções artísticas em espaços devolutos na Rua Direita, a mais tradicional de Viseu. É também lá que fica a Casa do Sonho, onde se concentrará parte das atividades vocacionadas para o público infantojuvenil (53, no total, distribuídas por 114 sessões). Existirão, no entanto, oficinas para todas as idades, estimulando a criatividade do público em geral. Para uma efetiva aproximação às artes.

A exposição de Nuno Cera, "Dark Forces", no Museu Nacional Grão Vasco, uma instalação fotográfica e de vídeo captados após os incêndios em áreas florestais perto de Viseu

A exposição de Nuno Cera, "Dark Forces", no Museu Nacional Grão Vasco, uma instalação fotográfica e de vídeo captados após os incêndios em áreas florestais perto de Viseu

O festival contará com vários mercados, espalhados pela cidade, como o Indo Eu, para a troca de artigos em segunda mão, e o de produtos biológicos, artesanais e regionais.

Jardins Efémeros > Centro histórico de Viseu > 6-10 jul, sex-ter > grátis