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Guia dos festivais de música deste verão: dos mais urbanos aos teen, do Minho ao Algarve

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De junho a setembro, de norte a sul, os festivais de música estão aí. Na cidade ou em comunhão com a Natureza, em grandes produções ou para se fugir às enchentes, ao som do rock ou da world music. É só escolher

No primeiro dia de Rock in Rio os cabeça-de-cartaz são os Muse, que sobem ao Palco Mundo com um novo espetáculo, apoiado no último álbum, "Drones"

No primeiro dia de Rock in Rio os cabeça-de-cartaz são os Muse, que sobem ao Palco Mundo com um novo espetáculo, apoiado no último álbum, "Drones"

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Urbanos

A cidade vira palco
Já lá vão mais de 20 anos desde que a Gare Marítima de Alcântara, em pleno centro de Lisboa, recebeu, durante dois dias, a primeira edição do Super Rock, que, com um verdadeiro cartaz de luxo para a época, deu então início à idade moderna dos festivais de música em Portugal. A novidade tornou-se entretanto a norma e são cada vez mais os festivais que têm um cenário citadino. É o caso do Rock in Rio que regressa este sábado e domingo, dias 23, 24, e na sexta-feira e sábado seguintes (a 29 e 30). Pelo Parque da Bela Vista vão passar nomes como Muse, Bruno Mars, The Killers, Chemical Brothers, Katy Perry e os portugueses Diogo Piçarra, Agir e Xutos & Pontapés – a que se junta uma área de restaurantes dos chefes de cozinha Alexandre Silva, Henrique Sá Pessoa, Maurício Vale, Marlene Vieira e Vítor Sobral, entre outros, uma arena de gaming (zona de videojogos), diversões, muitos brindes e passatempos, que fazem deste festival toda uma experiência, muito além da música.

Com a chegada de julho tem início aquela a que poderá chamar-se a “época alta” dos festivais, que este ano terá mais um protagonista de peso em Cascais, para onde se mudou, depois de anos a realizar-se em Oeiras, um renovado e ambicioso Cool Jazz Fest. A ação dividir-se-á entre o Hipódromo Manuel Possolo e o Parque Marechal Carmona, por onde vão passar, de 11 a 31 de julho, alguns pesos-pesados da música mundial, como é o caso de David Byrne, Van Morrison e Norah Jones. O concelho de Oeiras não tem, no entanto, razões de queixa, afinal, durante apenas três dias, de 12 a 14 de julho, irá receber uma das maiores concentrações de estrelas da música, em mais uma edição do NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés, que este ano leva à letra o slogan no qual há muito anuncia ter “O Melhor Cartaz. Sempre!”. Arctic Monkeys, Nine Inch Nails, Miguel Araújo, Brian Ferry, Orelha Negra, António Zambujo, Queens of the Stone Age, The National, Future Islands, Portugal. The Man, Yo la Tengo, Eels, Black Rebel Motorcycle Club, Pearl Jam, Jack White, Franz Ferdinand, MGMT ou Alice in Chains são alguns dos nomes anunciados que fazem salivar os fãs e põem a concorrência a arrancar os cabelos. Mesmo assim, há sempre quem prefira a mobilidade às enchentes e esse é um dos grandes trunfos do Super Bock Super Rock desde que, há três anos, passou a realizar-se no Parque das Nações, em Lisboa, onde regressa de 19 a 21 de julho. E se ao cartaz deste ano falta um ás de trunfo como foram Blur (2015), Kendrick Lamar (2016) e Red Hot Chili Peppers (2017), são muitos e variados os motivos de interesse neste festival à beira Tejo nascido, deem eles pelo nome de The The, The xx, Benjamin Clementine ou Slow J. Neste mesmo fim de semana, mas com início um dia mais tarde, de 20 a 22 de julho, realiza-se, em Vila Nova de Gaia, o Meo Marés Vivas, que este ano se muda para um novo recinto, mais amplo, na Antiga Seca do Bacalhau – mas mantendo a mesma ideia de festival transversal e para toda a família, juntando no mesmo palco nomes tão diferentes como Jamiroquai, David Guetta, Rita Ora, Goo Goo Dolls, Joss Stone, Manel Cruz e Carolina Deslandes. Chegados a agosto, e a exemplo do País, também a música ruma à beira-mar, em mais uma edição do Sol da Caparica, um festival no qual a língua portuguesa é rainha e que, em apenas cinco edições, já se afirmou como uma referência. GNR, Sara Tavares, Carminho, Rodrigo Leão, Linda Martini e Miguel Araújo são alguns dos nomes já conhecidos de um cartaz que, além de música, inclui também cinema, poesia e artes plásticas. Acontecerá de 16 a 19 de agosto, sendo o último dia dedicado às crianças.

No MED, em Loulé, um dos destaques do festival são os britânicos Asian Dub Foundation

No MED, em Loulé, um dos destaques do festival são os britânicos Asian Dub Foundation

Do Mundo

Sons de outras latitudes
Quando surgiu, há 14 anos, o MED foi um dos primeiros grandes festivais nacionais dedicados à denominada world music. Desde então já passaram pelos palcos no centro histórico de Loulé mais de 400 bandas, de cerca de 40 nacionalidades, numa babel musical que vai repetir-se de 28 a 30 de junho. Para a edição deste ano são esperadas mais de meia centena de atuações, destacando-se Asian Dub Foundation (Reino Unido), Dub Inc (França), Bonga (Angola), Los Milros (Peru) e os portugueses Miguel Araújo, Orelha Negra, Sara Tavares, Gaiteiros de Lisboa, Teresa Salgueiro e Melech Mechaya. O pioneiro, em Portugal, desta tendência de conhecer o mundo através da música foi o Festival Músicas do Mundo (FMM), em Sines. Já lá vão 19 anos desde a primeira edição, mas há muito que o FMM atingiu a maioridade enquanto festival de referência no âmbito da world music – tanto a nível nacional como internacional, como o atesta a sua inclusão na lista dos melhores 25 festivais do mundo, pela revista britânica Songlines. Começou circunscrito ao Castelo de Sines, com uma duração de apenas três dias, e atualmente prolonga-se por mais de uma semana – neste ano, de 19 a 28 de julho –, com dezenas de concertos divididos entre Porto Covo e Sines. Ao contrário da maioria dos festivais de música, no FMM, porém, continua a existir uma verdadeira vontade de descoberta, com total respeito pela diferença que transforma cada edição numa verdadeira volta ao mundo musical.

Bem mais recente é o MIMO, que conta por cá com duas edições, apesar de já há muito ser uma referência no panorama cultural brasileiro. O conceito é simples, e a exemplo do que acontece no Brasil, onde tem sempre como cenário cidades históricas como Olinda, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes ou Rio de Janeiro, também a edição portuguesa é gratuita, oferecendo um vasto programa cultural em igrejas, monumentos, parques e outros locais públicos. Tendo novamente a cidade de Amarante como cenário, realiza-se de 20 a 22 de julho e o cartaz propõe nomes como BaianaSystem (Brasil), Shai Maestro Trio (Israel), GoGo Penguim (Inglaterra), Goran Bregovic & Wedding and Funeral Band (Sérvia), Hudson – com Jack Dejohnette, Scott Colley, John Medeski e John Scofield (EUA) –, Noura Mint Seymali (Mauritânia), Otto (Brasil) e Dead Combo (Portugal).

Entre 9 e 12 de agosto, o festival Bons Sons traz até à aldeia de Cem Soldos um cartaz só de músicos portugueses, entre os quais os Dead Combo

Entre 9 e 12 de agosto, o festival Bons Sons traz até à aldeia de Cem Soldos um cartaz só de músicos portugueses, entre os quais os Dead Combo

José Carlos Carvalho

Rurais

Há música na aldeia
Apesar da popularidade cada vez mais crescente dos festivais urbanos, o conceito woodstockiano de um festival algures no campo, no meio de nada, em plena comunhão com a música e com a natureza, ainda faz parte do imaginário de todos nós e, por cá, também não faltam propostas nesse sentido. Para o viver, basta ir a Cem Soldos, uma aldeia nos arredores de Tomar que, desde 2006, a música tornou famosa, através dos Bons Sons, um festival que propõe uma vivência real da aldeia, não encenada, através da música, tocada nos mais variados espaços da localidade, numa lógica de festa e descoberta. Ao todo serão quase meia centena de concertos, distribuídos por sete palcos, por onde irão passar nomes consagrados e emergentes dos mais variados espetros sonoros, numa espécie de fotografia de família que retrata anualmente a música portuguesa. Como mais uma vez se comprova pelo cartaz deste ano, que, entre 9 e 12 de agosto, junta nomes tão diferentes como Mazgani, Sara Tavares, Dead Combo, Lena d’Água, Slow J, Paus, Zeca Medeiros, Luís Severo e Conan Osiris.

Foi também por amor à terra que há 25 anos um grupo de amigos decidiu organizar um festival em Paredes de Coura, pequena vila minhota cujo nome se tornou ele próprio sinónimo de boa música, com uma programação sempre direcionada para os fãs dos sons mais alternativos, que ano após ano a ele regressam como quem volta a casa, com saudades da música, mas também da paisagem e das pessoas. O cancelamento da islandesa Björk, o primeiro nome anunciado, logo no início do ano, obrigou a organização a um golpe de asa, contratando os canadianos Arcade Fire, que aqui tocaram em 2005, quando ainda eram pouco mais do que uns desconhecidos. Mas de 15 a 18 de agosto serão muitos os nomes a passarem pelo anfiteatro natural da praia do Taboão, como Curtis Harding, Myles Sanko, Marlon Williams, Slowdive, Jungle, Fleet Foxes e os portugueses Dead Combo, que vão atuar com o norte-americano Mark Lanegan.

No fim de semana seguinte, de 23 a 25, a romaria tem como destino o vizinho concelho de Caminha, onde o mítico Festival de Vilar de Mouros regressou à vida nos últimos anos, exatamente no mesmo local onde em 1971 se realizou aquele que viria a ficar para a história como o “Woodstock português”. Elton John, Manfred Mann, Quarteto 1111, Duo Ouro Negro e Amália Rodrigues foram alguns dos nomes que passaram pelo primeiro festival de rock realizado em Portugal – e um dos primeiros a ter lugar na Europa, como a imprensa internacional destacou na altura. Foram quase 30 mil pessoas que então invadiram a pequena aldeia minhota, para viver uma breve utopia de liberdade hippie, até então arredada dos jovens portugueses pela repressiva moral da ditadura. Hoje, os festivais são parques de diversões para toda a família, em tudo contrastantes com o ambiente de quase anarquia aqui vivido, tanto em 1971 como em 1982, nas duas edições históricas que ajudaram a moldar a lenda, mas o cartaz volta a apelar ao revivalismo desses tempos, com propostas como Human League, John Cale, Los Lobos, Peter Murphy (a celebrar em palco os 40 anos dos Bauhaus), PIL e The Pretenders.

Bastante antiga também é a história do Festival do Crato, que surgiu vai para mais de três décadas como parte integrante da Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato e em 2010 ganhou uma identidade própria, assumindo-se, ano após ano, como uma alternativa cada vez mais em conta no já de si bastante preenchido calendário nacional de festivais de verão – devido ao preço acessível dos bilhetes, mas especialmente pela oferta musical. Com as últimas edições esgotadas, é portanto com a fasquia bem elevada que o festival regressa de 29 de agosto a 1 de setembro. Ainda só são conhecidos quatro nomes – Ugly Kid Joe, Xutos & Pontapés, Richie Campbell e Slow J –, mas muitos mais serão divulgados em breve.

O Fado Cascais traz até à linha nomes como Ana Moura

O Fado Cascais traz até à linha nomes como Ana Moura

Frederico Martins

Temáticos

Jazz, fado, folk ou reggae
Para os melómanos que apreciam um determinado estilo, a salganhada musical da maioria dos cartazes não é propriamente a mais apelativa, pelo que o melhor é procurar um festival adequado ao gosto de cada um. E, também neste campo, a variedade é a norma. Por exemplo, os fãs das novas tendências do jazz contemporâneo, da música improvisada e da free music têm mais uma vez encontro marcado nos jardins do Goethe-Institut, em Lisboa, onde de 3 a 13 de julho se realiza mais um Jazz im Goethe-Garten. Já a Praia de Carcavelos volta a receber, de 5 a 7 de julho, o MUSA Cascais, o único festival de reggae do País, que este ano cumpre 20 edições com uma festa à altura do acontecimento, ao som de nomes lendários como o marfinense Alpha Blondy ou o jamaicano Don Carlos. No Estádio de Oeiras, porém, serão outros os sons – mais estridentes, digamos assim – que se vão ouvir nos dias 10 e 11 de julho, durante a primeira edição do The Legends of Rock, cujos cabeças de cartaz serão dois nomes icónicos do rock mais pesado: os norte-americanos Kiss, acompanhados pelos convidados especiais Megadeth, e os alemães Scorpions. O Parque Palmela, em Cascais, não é propriamente Alfama ou a Mouraria, mas de 19 a 21 de julho também aqui se vai ouvir cantar o fado, na segunda edição do Fado Cascais, que traz até à Linha nomes como Cuca Roseta, Ricardo Ribeiro e Ana Moura.

Mais para o final do mês, a 27 e 28 de julho, as margens do rio Lima voltam a servir de cenário ao Festival Folk Celta, que há mais de 10 anos transforma por esta altura o choupal e o centro histórico da vila minhota de Ponte da Barca num local de celebração da música de pendor mais tradicional. Como já é hábito, a ação divide-se por dois palcos, o Terras da Nóbrega, onde atuam os nomes mais consagrados, e o Bricelta, dedicado aos novos valores da folk. Ainda não é conhecido o alinhamento deste ano, mas se o cartaz mantiver a excelência das edições anteriores, então nada há a temer. É também numa imensa festa que a organização do RPMM quer transformar a primeira edição deste festival, dedicado à música eletrónica mais underground. Ao todo, serão mais de 50 os artistas que, nos dias 28 e 29 de julho, vão passar pelo histórico edifício da Alfândega do Porto, para pôr a multidão a dançar noite fora ao som da música de dança mais alternativa atualmente feita na Europa.

Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, já se sabe, é mês de jazz, com o histórico festival que há mais de três décadas passou a juntar estas duas palavras, Jazz em Agosto, quase como um selo de garantia. Curiosamente, este ano, começa em julho, a 27, prolongando-se depois até dia 5 de agosto, com uma programação especial, inteiramente dedicada ao saxofonista norte-americano John Zorn, sendo a primeira vez, na já longa história deste festival, que o mesmo é organizado em torno de um único artista. E para dar arranque a este festim – que trará aos jardins e salas da fundação nomes de peso como Milford Graves, Marc Ribot, Mary Halvorson, Dave Douglas, Kris Davis, Craig Taborn, Ikue Mori, Trevor Dunn e Barbara Hannigan – foi convidado o próprio John Zorn, que surgirá acompanhado por uma formação inédita, composta pelo guitarrista Thurston Moore (ex-membro dos Sonic Youth) e pelo baterista Milford Graves.

Em Leiria, há também novidades no Entremuralhas, um festival direcionado para o denominado rock gótico (e respetivas derivações), surgido há oito anos e desde o início realizado no Castelo de Leiria, mas que este ano terá de mudar de local devido às obras de recuperação do monumento. A solução foi passar os concertos para outros locais da cidade, como a Igreja da Misericórdia, o Jardim Luís de Camões ou o Teatro José Lúcio da Silva, o que levou também a uma mudança temporária do nome do festival, este ano chamado de Extramuralhas. Realiza-se de 23 a 25 de agosto e os britânicos Current 9 são, para já, os principais cabeça de cartaz.

Alternativos

Para fugir às multidões
Nisto dos festivais, e como em tudo na vida, há quem prefira ser diferente e não se limitar a ir com o rebanho. São portanto cada vez mais as alternativas, não só para quem quer ouvir outras propostas musicais mas também para os que procuram cenários e paisagens diferentes, à partida pouco prováveis para receber concertos. É o caso do anfiteatro natural do Parque das Termas de Caldelas, em Amares, a terra onde nasceu António Variações, que decerto ficaria orgulhoso de ali ver atuar Conan Osiris, Xinobi ou Ermo, três nomes já confirmados na quarta edição do Festival Vira Pop, que acontece nos dias 29 e 30 de junho.
O verão de 2018 marca também o regresso, de 22 a 29 de julho, do Boom Festival à Barragem Marechal Carmona, em Idanha-a-Nova, onde se realiza de dois em dois anos. Mais do que um festival de música, o Boom prefere assumir-se como uma “bienal de cultura visionária”, um espaço de liberdade, mas também de debate e reflexão, onde a música é apenas um meio para fazer passar a mensagem, tal como as artes plásticas ou a performance.

Em agosto é Viana do Castelo que se transforma numa das capitais da música em Portugal, com a realização de dois festivais no espaço de apenas quatro dias. O primeiro é o Neopop, um dos principais no que à música eletrónica diz respeito, de 8 a 11 de agosto, no Forte de Santiago da Barra, com a presença de artistas como Nina Kraviz, Ricardo Villalobos e St. Germain. Nos dias 10 e 11, a pacata localidade de Moledo, também conhecida pela praia, vai ver a sua tranquilidade agitada por mais uma edição do Sonic Blast, um festival dedicado às sonoridades mais psicadélicas do rock. No final do mês, de 31 de agosto a 2 de setembro, quando a maioria já volta de férias, em Lisboa celebram-se os últimos dias de verão ao ritmo da música de dança e da eletrónica, em mais uma edição do Lisb-on, a transformar novamente o Parque Eduardo VII num “jardim sonoro”. Terá no entanto, este ano, a concorrência de um novo festival, o Nova Batida, também ele dedicado à música de dança, hip hop e eletrónica, com Little Dragon, Seun Kuti, Gilles Peterson, DJ Marfox, Riot, Blaya, entre outros. Tem data marcada para 14 e 15 de setembro, e acontece entre a LX Factory e o Village Underground.

O DJ Hardwell vai atuar em agosto no festival Meo Sudoeste, na Zambujeira do Mar

O DJ Hardwell vai atuar em agosto no festival Meo Sudoeste, na Zambujeira do Mar

Jordan Loyd

Teen

Acampar no festival
Há já alguns anos que o Sumol Summer Fest funciona como uma espécie de adeus oficial às aulas e de boas-vindas às férias grandes, feita ao ritmo das batidas do hip hop e da música eletrónica. O cenário não podia ser melhor, junto ao mar, no Ericeira Camping, onde este ano, nos dias 6 e 7 de julho, vão passar os rappers norte-americanos French Montana e Joey Bada$$, o dj de Trindade e Tobago Jillionaire, e os portugueses April Ivy e Piruka, contando ainda o programa com uma summer clash, que vai opor duas crews (equipas), compostas, respetivamente, por rappers de Portugal e do Brasil.

E em agosto, tanto agora como dantes, todos os caminhos vão dar à Herdade da Casa Branca, nos arredores da Zambujeira do Mar, que há mais de 20 anos recebe o Meo Sudoeste. Do velho festival já, no entanto, quase nada resta e hoje o Sudoeste assemelha-se cada vez mais a uma imensa pista de dança, em que os grandes concertos rock foram substituídos por propostas a agradar mais às novas gerações, sejam elas grandes estrelas do hip-hop internacional ou alguns dos mais conhecidos DJ da atualidade, como é o caso de Hardwell e Marshmello, os dois primeiros nomes a ser confirmados logo no início deste ano. A estes juntaram-se, entretanto, muitos mais, como os norte-americanos Jason Derulo e Desiigner, o nigeriano Wizkid, os portugueses Diogo Piçarra, Piruka, Mundo Segundo e Sam the Kid, que vão novamente fazer do Sudoeste, de 7 a 11 de agosto, uma grande festa de celebração do verão.

JUNHO

Rock in Rio Lisboa > Parque da Belavista, Lisboa > 23-24, sáb-dom, 29-30 jun, sex-sáb > €69 a €320 (bilhete diário VIP)

Festival MED Loulé > Centro histórico de Loulé > 28-30 jun, qui-sáb > €10 a €30

Vira Pop Amares > Parque das Termas de Caldelas, Amares > 29-30 jun, sex-sáb > grátis

JULHO

Jazz Im Goethe-Garten Lisboa > Goethe-Institut, Campo Mártires da Pátria, 37, Lisboa > 3-13 jul, ter-sex > €5

Musa Cascais > Praia de Carcavelos, Cascais > 5-7 jul, qui-sáb > €20 a €25 (2 dias)

Sumol Summer Fest Ericeira > Ericeira Camping e Praia de Ribeira d’Ilhas, Ericeira > 6-7 jul, sex-sáb > €27 a €45 (passe)

The Legends of Rock Oeiras > Estádio Municipal de Oeiras > 10-11 jul, ter-qua > €39 a €65

EDP Cool Jazz Fest Cascais > Hipódromo Manuel Possolo e Parque Marechal Carmona, Cascais > 11, 17-18, 20, 26, 28, 31 jul > €25 e €30

Nos Alive Oeiras > Passeio Marítimo de Algés, Oeiras > 12-14 jul, qui-sáb > €65 a €149 (passe)

Montepio Fado Cascais > Parque Palmela, Cascais > 19-21 jul, qui-sáb > €20 a €45

Super Bock Super Rock Lisboa > Parque das Nações, Lisboa > 19-21 jul, qui-sáb > €55 a €155 (bilhete diário VIP)

Festival Músicas do Mundo Sines > Vários locais de Sines e Porto Covo > 19-28 jul, qua-sáb > €10 a €50 (passe); Porto Covo, Av. Vasco da Gama (Sines) e Castelo de Sines (concertos da tarde) entrada grátis

MEO Marés Vivas Vila Nova de Gaia > Antiga Seca do Bacalhau, Vila Nova de Gaia > 20-22 jul, sex-dom > €35 a €150 (passe VIP)

Mimo Festival Amarante > Vários locais de Amarante > 20-22 jul, sex-dom > grátis

Boom Festival Idanha-a-Nova > Barragem Marechal Carmona, Idanha-a-Nova > 22-29 jul, seg-dom > €161 a €202

Folk Celta Ponte da Barca > Choupal de Ponte da Barca > 27-28 jul, sex-sáb > €10 a €20 (passe 3 dias)

rpmm Porto > Alfândega do Porto, R. Nova da Alfândega, Porto > 28-29 jul, sáb-dom > €55 a €170 (passe VIP)

Jazz em Agosto Lisboa > Fundação Calouste Gulbenkian, Av. de Berna, 45 A, Lisboa > 27 jul-5 ago, sex-dom > €5 a €135 (passe 10 concertos)

AGOSTO

MEO Sudoeste Zambujeira do Mar > Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar > 7-11 ago, qua-sáb > €50 a €200 (passe Exclusive)

Neopop Viana do Castelo > Forte de Santiago da Barra, Viana do Castelo > 8-11 ago, qua-sáb > €50 a €175 (passe)

Bons Sons Tomar > Aldeia de Cem Soldos, Tomar > 9-12 ago, qui-dom > €20 a €45 (passe 4 dias, inclui campismo)

Sonic Blast Viana do Castelo > Centro Cultural de Moledo, R. da Costa, 108, Moledo do Minho, Viana do Castelo > 10-11 ago, sex-sáb > €35 a €60 (passe)

Vodafone Paredes de Coura > Praia do Tabuão, Paredes de Coura > 15-18 ago, qua-sáb > €100 (passe 4 dias)

O Sol da Caparica Almada > Parque Urbano da Costa da Caparica > 16-19 ago, qui-dom > €17 a €123 (passe familiar), dia 19 €2

EDP Vilar de Mouros Caminha > Vilar de Mouros, Caminha > 23-25 ago, qui-sáb > €35 a €70 (passe)

Extramuralhas Leiria > Vários locais de Leiria > 23-25 ago, qui-sáb > €30 (Teatro José Lúcio da Silva), restantes concertos grátis

Festival do Crato > Jardim do Crato > 29 ago-1 set, qua-sáb > €12 a €42 (passe 4 dias, inclui campismo)

lisb-on Lisboa > Parque Eduardo VII, Lisboa > 31 ago-2 set, sex-dom > €60 (passe)

SETEMBRO

Nova Batida Lisboa > Lx Factory, R. Rodrigues Faria,103, Lisboa > Village Underground, R. 1º de Maio, 103, Lisboa > 14-15 set, sex-sáb > €70 (passe)