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As paisagens (quase) invisíveis de Michael Biberstein

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A Culturgest recebe a maior retrospetiva de sempre de Michael Biberstein, o pintor suíço-americano que viveu mais de três décadas em Portugal

Patricia Blázquez

Patricia Blázquez

A melhor oportunidade para descobrir ou reencontrar a obra do artista plástico suíço-
-americano Michael Biberstein (1948-2013). E não são raros em Portugal os admiradores do seu trabalho. Biberstein nasceu em Solothurn, na Suíça, mas passou mais de três décadas em Portugal (morreria, aliás, no Alandroal, na casa onde vivia).

É reconhecido, sobretudo, pelos seus quadros de grande formato nos quais 
um abstracionismo esfumado em cores neutras (os pretos e cinzentos sempre muito presentes) se transforma, aos nossos olhos, em paisagens enevoadas que evocam facilmente um imaginário oriental. Apesar da ambição antológica, a exposição, 
que ocupa as duas galerias da Culturgest (é a maior 
de sempre dedicada à obra do pintor), não se apresenta 
em ordem cronológica. 
Foi, antes, dividida em temas − a saber: A Linguagem 
da Pintura; A Espacialidade 
e a Escala; A Relação com 
a Paisagem como Dispositivo Histórico.

Em 2008, o realizador Fernando Lopes apresentou o filme Michael Biberstein, o Meu Amigo Mike ao Trabalho, que nos aproximava do artista, trabalhando no seu atelier na Fonte Santa (entre o Redondo e o Alandroal). 
No sentido de abrir horizontes e facilitar a aproximação possível nos dias de hoje, serão organizados, momentos de "diálogo" com a obra de Biberstein com a participação de Julião Sarmento (19 junho, 18h), Nuno Crespo (4 de julho, 18h), Norberto Lobo (14 de julho, 17h30) e Fernando Bello (8 de setembro, 16h30).

Michael Biberstein > Culturgest > R. Arco do Cego, 50, Lisboa > T. 21 790 5155 > até 9 set, ter-sex 11h-18h, sáb-dom, 11h-19h > €4