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No Territórios Dramáticos, em Vila Nova de Famalicão, o teatro é para comer (e beber)

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Um encontro da dramaturgia nacional que quer afirmar-se como observatório das tendências e das motivações dos criadores contemporâneos

"Portugal Não é um País Pequeno", de André Amálio/Hotel Europa

"Portugal Não é um País Pequeno", de André Amálio/Hotel Europa

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Na primeira edição do Territórios Dramáticos, 
a diversidade geográfica 
das companhias convidadas e a forma como os próprios lugares de origem influenciavam as criações constituíam o tema central do encontro. Uma questão primordial para o Teatro da Didascália, companhia responsável pela sua organização, sedeado em Joane. Nesta segunda edição estão determinados a continuar a mexer com o quotidiano da pequena vila do concelho de Vila Nova de Famalicão e a “trazer a este público um repertório a que, de outra forma, dificilmente teria acesso”, sublinha Bruno Martins, o diretor artístico.

O programa trabalha dois temas centrais. A “Reescrita da História”, 
ou seja, “o nome encontrado para uma tendência que temos observado, 
em bastantes criadores, de desenvolver questões ligadas à memória, sejam experiências de vida ou memórias coletivas do País”, explica Bruno Martins. Aqui se inserem espetáculos como Museu da Existência, 
da companhia Amarelo Silvestre, cuja dramaturgia é constantemente reescrita e construída a partir de objetos cedidos pela comunidade local, e Portugal Não é um País Pequeno, de André Amálio/Hotel Europa, reflexão sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, através de testemunhos reais. O “Teatro Fora de Formato” é o segundo tema. Aí surgem peças de difícil catalogação, “focadas no universo particular e na linguagem artística transdisciplinar de cada criador”. É o caso de Manipula#som, da Radar 360o, diálogo entre a manipulação de objetos e a música interativa, e de Brisa ou Tufão, um espetáculo sobre a beleza das coisas simples, criado por Mafalda Saloio. 
No final de cada espetáculo, decorrem as sessões Cear e Falar, conversas 
à volta da mesa entre os artistas 
e o público, em que o anfitrião garante o vinho verde e os convidados trazem uma iguaria da sua região ou dos territórios evocados pelos espetáculos. Haverá melhor desbloqueador 
de conversas?

Territórios Dramáticos > Fauna > Quinta da Bemposta, Travessa da Quinta, 1, Joane > Centro Cultural da Juventude de Joane > Rua Dr. Agostinho Fernandes, 113, Joane > T. 91 276 1740 > 18-28 mai > €4