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O Festival Dias da Dança é um caleidoscópio contemporâneo

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À terceira edição, o Dias da Dança investe numa pluralidade de estéticas e de abordagens, do flamenco ao urbano jumpstyle. Para ver a partir desta quinta, 26, no Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos

Serão 16 dias de espetáculos, espalhados pelas três cidades da Frente Atlântica, num total de 63 apresentações, como este J"erada", de Bouchra Ouizguen

Serão 16 dias de espetáculos, espalhados pelas três cidades da Frente Atlântica, num total de 63 apresentações, como este J"erada", de Bouchra Ouizguen

Helge Hansen

Há uma pergunta a perpassar o programa do Festival DDD – Dias da Dança: que diferentes práticas estão associadas à criação coreográfica atual? A vontade de abarcar outras formas de produção, de movimento e de conhecimento conduziu à escolha de espetáculos tão distintos como Panucito, da estrela do flamenco Farruquito, ou To da Bone, do coletivo (La) Horde, projeto formado por onze bailarinos internacionais de jumpstyle que só se conheciam pela internet e pelas redes sociais, forçando na peça os códigos deste estilo urbano. “Fazemos uma espécie de panorama da dança hoje em dia, mesmo que não seja o que se convencionou chamar de dança contemporânea”, sublinha Tiago Guedes, o diretor artístico do festival.

“Gostávamos que, com esta divulgação conjunta, o público pudesse ver espetáculos fora da sua zona de conforto.”
As descobertas são, desde logo, proporcionadas pelos espetáculos internacionais, todos pela primeira vez em Portugal. É o caso de Jerada, uma produção da Carte Blanche, a Companhia Nacional de Dança da Noruega, que embarca numa travessia pelo deserto proposta pela coreógrafa marroquina Bouchra Ouizgen. Destaque ainda para Inaudible, da companhia ZOO, em que o coreógrafo Thomas Hauert volta a explorar as relações da dança com diferentes tipos de música, desde o Concerto em Fá, de George Gershwin, a Ludus de Morte Regis, do compositor Mauro Lanza.

Os criadores portugueses, de diferentes gerações, também terão oportunidade de mostrar trabalho. “O festival é uma vitrina que mostra esta pluralidade nacional sem embarcar na voragem da descoberta do novo artista”, adianta Tiago Guedes. Entre a geração mais nova, contam-se estreias absolutas de Cristina Planas Leitão, Mara Andrade ou Lígia Saraiva. Mas também de nomes consagrados, como o de Olga Roriz, João Fiadeiro, Carlota Lagido ou Joana Providência. Alguns dos espetáculos foram feitos em coprodução com o Teatro Municipal do Porto.
O DDD conta, mais uma vez, com o suporte e a cumplicidade artística dos municípios do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, circulando por 13 salas e alguns espaços públicos (no DDD Out). Um imenso palco, à medida das ambições do festival.

Festival DDD > Porto > Teatro Municipal do Porto – Rivoli e Campo Alegre, TNSJ, Coliseu Porto, Balleteatro, Espaço Mala Voadora, Fundação de Serralves e Teatro do Bolhão > Vila Nova de Gaia > Auditório Municipal de Gaia e Armazém 22 > Matosinhos > Casa da Arquitetura e Teatro Constantino Nery > T. 22 339 2200 > 26 abr-13 mai > €5 a €20 (passe)