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IndieLisboa 2018: 15 anos de festival sem nostalgias e com destaque para o novo cinema

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André Moreira e Rosário Mello e Castro

São mais de duzentos filmes para ver ao longo de 11 dias. De 26 de abril a 6 de maio, há homenagens a Lucrecia Martel e Jacques Rozier, filmes-concerto, conferências e o melhor do novo cinema português. Carlos Ramos, da direção do festival, antecipou à VISÃO a programação do IndieLisboa 2018. Veja o vídeo

A edição é de aniversário, mas nestes 15 anos de IndieLisboa a ideia é olhar para a frente. É um ano para ultrapassar desafios, celebrar o cinema nacional e mostrar o trabalho de quem o está a transformar. Uma programação que abre e fecha vários ciclos, como explicou à VISÃO Carlos Ramos, da direção do festival, logo a começar na maior aposta em filmes portugueses. Da sessão inaugural com A Árvore, de André Gil Mata, que já passou pela Berlinale, ao encerramento com Raiva, de Sérgio Tréfaut, pode ver-se Our Madness, de João Viana e Mariphasa, de Sandro Aguilar, entre vários recortes do que é o cinema nacional agora.

Outro dos grandes destaques desta edição é, como sempre, a secção Heróis Independentes, com homenagens à argentina Lucrecia Martel e ao francês Jacques Rozier, um dos nomes menos conhecidos, mas nem por isso menos determinantes, da Nouvelle Vague. Os dois terão direito a retrospetivas, sendo que a presença de Martel é particularmente curiosa. Há quinze anos, na primeira edição do Indie, apresentou La Niña Santa, e regressa agora com Zama, em anteestreia nacional. Carlos Ramos explica que tem tudo a ver com “o processo de acompanhamento da evolução do trabalho dos realizadores” feito pelo festival. E também por isso, Alexia Chiesa, um dos novos talentos da realização na Argentina, estará a concurso em 2018. Pelas competições nacional e internacional, vão passar 245 filmes (82 longas e 164 curtas metragens), espalhados pelas várias secções. Nas curtas poderemos ver Anjo, primeiro filme do ator Miguel Nunes, Sleepwalk, de Filipe Melo, ou Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr..

Cada vez mais focado nos autores nacionais e na importância da indústria, o IndieLisboa pensou várias outras novidades. O regresso dos filmes-concerto é uma delas – John Parish atua a 3 de maio no Hard Club, no Porto, e no dia seguinte em Lisboa, no Grande Auditório da Culturgest. Mantém-se ainda as secções Novíssimos, dedicada aos talentos emergentes, IndieMusic (Não Consegues Criar o Mundo Duas Vezes, documentário sobre o rap no Porto, é um dos pontos altos) e o IndieJúnior. Os encontros entre profissionais do cinema foram reforçados e terão o seu epicentro na renovada Biblioteca do Palácio Galveias, salienta também Carlos Ramos, onde serão promovidas conversas e conferências.

O IndieLisboa acontece de 26 de abril a 6 de maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca e Cinema Ideal e tem programação paralela na Biblioteca Palácio Galveias e na Casa Independente. Toda a programação no site do festival.