Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

9 exposições que não se deve esquecer de ver… já este fim de semana, por exemplo

Ver

A oferta de artes plásticas está bem e recomenda-se, em todo o país. Antes da finissage anunciada, aproveite para ver obras de arte que desafiam os lugares e os dias comuns. Desenho, pintura, fotografia, exposições antológicas ou primeiras aventuras no cubo branco de uma galeria, há de tudo para todos

Carlos Guerreiro apresenta 'A17 B18', primeira exposição individual na Galeria Passevite, em Lisboa

Carlos Guerreiro apresenta 'A17 B18', primeira exposição individual na Galeria Passevite, em Lisboa

1. Carlos Guerreiro, Lisboa

Reconhecido como um dos melhores designers gráficos atuais, cujo trabalho já foi objeto de um livro publicado na Colecção D (dedicada aos nomes de várias gerações que marcaram o panorama português, publicada pela Imprensa Nacional), Carlos Guerreiro apresenta agora a sua primeira exposição individual no cubo branco. Na Passevite, revela desenhos de médio formato marcados pela vertigem cromática e referencial, sua imagem de marca. Tipografia, citações, manifesto político (EUA e os movimentos black não são aqui esquecidos), energia urbana, literatura (o “seu” poeta Cavafy anda por ali…), tudo é remisturado, tudo exige um trabalho de decifração que compensa até os mais desatentos. Entre as explosões cromáticas (que fariam Basquiat parecer um rapaz bem comportado) e os desenhos de traço ágil, a preto, branco, vermelho (e influenciados por referências mais escapistas, como, por exemplo, essa silhueta do coelho de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll), o artista coloca-nos um fósforo na mão junto a poças de gasolina… Galeria Passevite > R. Maria da Fonte, 54 - A, Lisboa > até 6 mar, qui-sáb 17h-20h

2. 'Álvaro Lapa: No Tempo Todo', Porto

Retrospetiva histórica, a desta exposição curada por Miguel von Hafe Pérez, que reúne pintura, desenhos e objetos compreendidos entre 1963 e 2005, e que revela cerca de 300 trabalhos do artista, alguns nunca antes apresentados publicamente. Álvaro Lapa (1939-2006), artista que remou sempre contra as correntes, escolas e capelinhas, usou as influências dos amigos, referências filosóficas, e o poder das palavras nas suas criações. “A pintura de Álvaro Lapa é a expressão de um oximoro viabilizado: a imagem dita e a palavra vista”, recorda o curador. Museu de Arte Contemporânea de Serralves > R. D. João de Castro, 210, Porto > T. 22 615 6500 > até 13 mai, seg-sex 10h-19h, sáb-dom 10h-20h > €10

3. 'Intrínseco', de Vhils, Lisboa

É um dos nomes mais fortes da street art mundial. Quatro anos depois da exposição Dissecção/Dissection, que levou mais de 65 mil pessoas ao antigo Museu da Eletricidade para ver o seu trabalho, em Intrínseco, Vhils apresenta novos trabalhos – não na rua mas dentro de portas. Diz ele que é uma “reflexão sobre a urbe”, apoiada nos seus últimos cinco anos de trabalho em várias cidades do mundo. Ao todo, oito peças escultóricas, uma instalação que problematiza a atual vivência citadina e a saturação de estímulos visuais. Galeria Vera Cortês > R. João Saraiva, 16, 1º, Lisboa > T. 21 395 0177 > até 17 mar, ter-sex 14h-19h, sáb 10h-13/14h-19h

4. 'As Flores do Imperador', Fundação Gulbenkian, Lisboa

De um tapete para um prado, e para uma revolução? Partindo dos motivos florais de dois tapetes, datados do século XVII, na Índia Mogol, que integram o acervo do Museu Gulbenkian, esta mostra comissariada por Clara Serra e Teresa Nobre de Carvalho reúne obras de arte, desenhos e objetos, que recordam descobertas e influências mútuas entre Oriente e Ocidente, no que respeita ao conhecimento naturalista botânico. Museu Calouste Gulbenkian – Coleção do Fundador > Av. de Berna, 45A, Lisboa > T. 21 782 3000 > até 21 mai, qua-seg 10h-17h30 > 3

5. 'When Science Fiction Was Dead', Guimarães

O artista sueco Christian Andersson apresenta peças inéditas, produzidas para Guimarães, e obras incontornáveis da sua produção, centrada na releitura da experiência humana e da obra de arte, a apropriação de referências históricas, e a proposta de pontos de vista alternativos. A verdade científica transfigura-se, ao ver From Lucy With Love (2011), instalação-montra naturalista com diversos artefactos. Centro Internacional das Artes José de Guimarães > Av. Conde Margaride, 175, Guimarães > T. 253 424 715 > Até 10 10 jun, ter-dom 10h-13h/14h-19h > €3 a €4

6. 'Chama', Lisboa

Uma exposição a seis mãos, ou um diálogo entre as obras e linguagens do mestre Júlio Pomar e das jovens artistas Rita Ferreira Sara Bichão, pode ser vista na grande nave do Atelier-Museu Júlio Pomar. Aquilo que poderia ser um confronto entre gerações, é um panorama sobre um gesto artístico disruptivo. Atelier-Museu Júlio Pomar > R. do Vale, 7, Lisboa > T. 21 588 0793 > até 29 abr, ter-dom 10h-13h/14h-18h > €2

7. 'Todos os Títulos Estão Errados', de Paulo Quintas, Lisboa

Antológica com uma centena de obras de Paulo Quintas, artista que experimentou registos diferentes, desde o expressionismo abstrato à geometria, sinalética ou fotografia. “Olhar para dentro e olhar para fora é a mesma coisa. Prefiro uma arte que me ponha a divagar mais do que a representar”, diz. Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional > Av. da Índia, Lisboa > T. 21 364 6128 > até 30 abr, ter-dom 10h-13h, 14h-18h

Bela Silva leva desenhos e colagens inéditos à Alecrim 50, em Lisboa

Bela Silva leva desenhos e colagens inéditos à Alecrim 50, em Lisboa

Pedro Ferreira

8. 'Le Tango de nos Amours', de Bela Silva, Lisboa

Desenhos e colagens inéditos de Bela Silva, respigadora assumida, que mostra uma dezena e meia de obras sujeitas à temática do amor. Começo a desenhar, mas nunca sei como vai acabar... E quando estou de tesoura na mão, para fazer as colagens, passo-me. É como dançar sem ter ninguém a pisar-me os pés”, confessou a artista à VISÃO. Alecrim 50 > R. do Alecrim, 50, Lisboa > T. 21 346 5258 > até 17 mar, ter-sáb 14h-19h

9. 'O Monte dos Vendavais', de Daniel Blaufunks, São Miguel

Daniel Blaufuks apresenta vários núcleos de fotografias, realizados em duas visitas à ilha de São Miguel, nos Açores, e ligados à residência efetuada no Pico do Refúgio. Confessando-se impressionado pela paisagem, pela vegetação que considera “por vezes quase tropical”, o fotógrafo produziu imagens em que essa presença se insinua, nem que seja a comunhão com as frutas apanhadas da árvore… Juntou-lhes ainda uma série de pequenos formatos dedicados à casa- estúdio do (quase esquecido) escultor Canto da Maia (apelidada de Monte das Vendavais) e três apontamentos escritos à mão, matéria mais pessoal relacionada com a sua experiência perante a ilha e o mar. Galeria Fonseca Macedo > R. Dr. Guilherme Poças Falcão, 21, São Miguel > T. 296 629 352 > até 17 mar, seg-sex 14h-19h, sáb 9h-14h