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Mazgani leva a arte de fazer canções a Braga e Lisboa

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O músico apresenta The Poet’s Death, o aclamado último álbum, que equilibra o talento para a escrita com o rock and roll que sempre lhe correu nas veias. Para ver e ouvir esta sexta, 2, no Theatro Circo de Braga, e no sábado, 2, no Centro cultural de Belém, em Lisboa

Nascido há 42 anos no Irão, Mazgani vive, desde a juventude, em Setúbal, onde a sua família se radicou

Nascido há 42 anos no Irão, Mazgani vive, desde a juventude, em Setúbal, onde a sua família se radicou

Desde o álbum de estreia, Song of the New Heart, editado já lá vai mais de uma década, em 2007, que Shahryar Mazgani se afirmou como um dos melhores escritores de canções da música portuguesa deste novo século. Logo então comprovou o vaticínio feito, dois anos antes, pela insuspeita revista francesa Les Inrockuptibles, na qual foi eleito, entre cerca de sete mil candidatos, um dos melhores projetos musicais da Europa. Um talento inato que viria também a ser premiado, em 2009, com um terceiro lugar num concurso internacional de composição, que decorreu em Nashville, nos Estados Unidos da América, onde foi um dos finalistas com o tema Somewhere Beneath This Sky, um dos singles retirados desse primeiro registo.

Nascido na antiga Pérsia há 42 anos, veio para Portugal com os pais, crentes da religião Bahá'í, em fuga da revolução islâmica que haveria de mudar o nome do seu país natal para Irão. Durante a juventude, em Setúbal, onde a família se radicou, começou a ouvir nomes como Tom Waits, Nick Cave ou Leonard Cohen, que acabariam por influenciar para sempre o rumo da sua música – basta ouvir os seus discos, qualquer um deles, para o perceber. “Autores com uma identidade muito própria e uma obra não geracional”, como então, meses antes de lançar esse primeiro trabalho, explicava em entrevista à VISÃO Se7e, quase prevendo o seu próprio futuro. Ao todo, já lançou cinco discos em nome próprio, o último dos quais, The Poet’s Death, editado em setembro do ano passado. É esse trabalho, porventura o mais completo da sua discografia, pelo modo como equilibra o rock and roll que sempre lhe correu nas veias com a vocação para escrever canções perfeitas, que agora apresenta nestes dois concertos, nos quais não faltarão também alguns outros momentos altos do seu já longo trajeto artístico.

Theatro Circo > A. da Liberdade, 697, Braga > T. 253 203 800 > 2 fev, sex 21h30 > €12 > CCB > Pç. do Império, Lisboa > T. 21 361 2400 > 3 fev, sáb 21h > €12,5 a €15