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CineEco: Filmes para mudar o mundo

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O festival CineEco está de volta a Seia, com dezenas de películas de temática ambiental. Este cinema quer salvar o planeta

Os Lobos foi filmado por Rino Lupino, um italiano que se apaixonou pelos ares da serra, entre 1922 e 1923. O cenário percorre várias localidades dos arredores de Seia, como Valezim, São Romão e Senhora do Desterro

Os Lobos foi filmado por Rino Lupino, um italiano que se apaixonou pelos ares da serra, entre 1922 e 1923. O cenário percorre várias localidades dos arredores de Seia, como Valezim, São Romão e Senhora do Desterro

Talvez o cinema não possa salvar o mundo. Mas há que tentá-lo. E é disso que o CineEco tem tratado, há mais de 20 anos, deslocado dos grandes centros urbanos, em Seia, onde a Natureza fala mais alto. É um festival exclusivamente dedicado a filmes de temática ambiental ou com uma relação próxima com a Natureza, inserindo- -se bem na serra da Estrela que o acolhe, e que aos poucos tem vindo a ganhar crescente reconhecimento internacional. Este ano, a grande surpresa é a escolha do filme de abertura. Os Lobos (1923) é um clássico do cinema português, filmado no concelho de Seia pelo italiano Rino Lupo. O filme é mudo mas no CineEco será acompanhado ao piano por Nicholas McNair.

Outro grande destaque é Uma Verdade (Mais) Inconveniente, de Bonni Cohen e Jon Shenk, a sequela de Uma Verdade Inconveniente, protagonizado e promovido por Al Gore. Dentro das sessões especiais, passa também o filme altamente político Tudo Pode Mudar, de Avi Lewis, a partir do livro de Naomi Klein que põe em confronto o clima e o capitalismo, Tábuas com História, ficção do dramaturgo e encenador Marcoantonio del Carlo, rodada no Alto Douro vinhateiro e a animação Amarelinho, de Christian De Vita.

Na competição internacional de longas-metragens marcam presença nove documentários de diferentes países. Filmes como Como Deixar o Mundo Seguir em Frente...?, do americano Josh Fox; Os Burros Mortos Não Temem Hienas, do alemão Joakim Demmer; ou O Poder de Amanhã, da canadiana Amy Miller. Os filmes portugueses estão na competição lusófona, que inclui as longas Moon Europa, de Nuno Escudeiro, António, de Hugo Dinis Neves, e Deriva Litoral, de Sofia Barata, além de curtas como Penúmbria, de Eduardo Brito, Água Mole, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, Ubi Sunt, de Salomé Lamas, e Altas Cidades das Ossadas, de João Salaviza. Surpreendente é encontrar na Competição Regional, dedicada a filmes rodados na serra, uma curta de Jorge Pelicano, Aspiring Geopark Estrela.

Nem só de filmes se faz o CineEco. Como é habitual, há uma grande conferência sobre os desafios das políticas para o ambiente, com a presença de vários especialistas da área, e será apresentado o livro A Mulher no Cinema, de Ana Catarina Pereira, da Universidade da Beira Interior.

CineEco > Auditório Municipal e Cineteatro de Seia > 14-21 out