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Cinema nas Ruínas do Carmo: 7 filmes para ver ao ar livre

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A partir desta segunda-feira, 21, e até domingo, 27, há sessões de cinema nas Ruínas do Carmo, em Lisboa. Ao todo pode assistir, ao ar livre, a sete filmes marcantes que não passam habitualmente nas salas de cinema

Os Maias, de João Botelho, com Graciano Dias, Maria Flor, João Perry

Os Maias, de João Botelho, com Graciano Dias, Maria Flor, João Perry

É com o filme português mais visto em 2014, Os Maias, do realizador João Botelho, que se dá início, esta segunda-feira, 21, ao ciclo Cinema nas Ruínas, no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa. “É uma espécie de homenagem à Ar de Filmes, produtora deste filme baseado na obra homónima de Eça de Queirós, e que nos convidou para participar na iniciativa”, diz Stefano Savio da Filmin Portugal, uma plataforma de visionamento de cinema online, que em parceria com o Teatro do Bairro/Ar de Filmes e o Museu Arqueológico do Carmo organizam o ciclo Cinema nas Ruínas.

Divulgar o cinema de autor, mostrando as suas diversas facetas e filmes de várias nacionalidades, aproximando públicos diferentes de várias faixas etárias e não apenas cinéfilos, são os principais objetivos da mostra de cinema ao ar livre que acontece pela primeira vez.

8 1/2, de Federico Fellini, com Marcello Mastroianni, Anouk Aimée e Sandra Milo

8 1/2, de Federico Fellini, com Marcello Mastroianni, Anouk Aimée e Sandra Milo

A programação continua na terça-feira, 22, com a projeção da obra-prima 8 1/2, de Federico Fellini: “É o nosso filme de eleição porque além da maioria do grupo da Filmin ser italiana, como o realizador, também organizamos a Festa do Cinema Italiano”, justifica Stefano Savio, que é diretor artístico do festival, a escolha desta película autobiográfica com muitas cenas retiradas da vida do próprio Fellini.

No dia seguinte, exibe-se O Vendedor, de Asghar Farhadi, vencedor, este ano, do Oscar para Melhor Filme Estrangeiro, baseado na vida de um casal de atores que se muda para um novo apartamento, onde a mulher é atacada. “A cinematografia iraniana é uma das mais interessantes do mundo, apesar de ser ainda pouco conhecida por cá. É um realizador que vale a pena conhecer”, reforça o programador.

A Minha de Vida de Courgette, de Claude Barras, com Pedro Coelho, Sara Mestre, Henrique Melo, Francisco Monteiro, Francisco Magalhães

A Minha de Vida de Courgette, de Claude Barras, com Pedro Coelho, Sara Mestre, Henrique Melo, Francisco Monteiro, Francisco Magalhães

A quinta-feira, 24, será dedicada aos mais pequenos e às famílias. A Minha Vida de Courgette, de Claude Barras, é um filme francês de animação, que retrata a história de amizade de um menino que, após a morte da sua mãe, é enviado para um orfanato. “A história é bonita e os bonecos estão bem-criados”, acrescenta Stefano.

A versão restaurada de Mulholland Drive, de David Lynch será apresentada na sexta-feira, 25. Este filme enigmático e de mistério, protagonizado por Naomi Watts, Laura Harring e Justin Theroux, considerado o melhor filme do século XXI por 177 críticos que responderam a uma sondagem da BBC, fala sobre uma mulher que, após um acidente de carro, sofre de amnésia e se cruza com uma aspirante a atriz.

Segue-se, no sábado, 26, a projecção de Julieta, do realizador espanhol Pedro Almodóvar, um dos autores mais conhecidos do público, que reúne na tela Adriana Ugarte, Rossy de Palma e Ema Suárez.

O ciclo Cinema nas Ruínas encerra no domingo, a 27, com o clássico do cinema mundial Rio Sagrado, de Jean Renoir, passado na Índia.

“Exibir filmes que não passam habitualmente nas salas de cinema dos grandes circuitos, num cenário tão bonito como é este do Museu Arqueológico do Carmo, é a nossa sugestão”, diz Stefano Savio.

Rio Sagrado, de Jean Renoir, com Patricia Walters, Adrienne Corri, Nora Swinburne

Rio Sagrado, de Jean Renoir, com Patricia Walters, Adrienne Corri, Nora Swinburne

Cinema nas Ruínas > Museu Arqueológico do Carmo, Lg. do Carmo, Lisboa > 21-27 ago, seg-dom 21h30 > €6