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XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira: Do mundo para o Minho

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Uma extensa homenagem a Paula Rego integra a XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira que, este ano, mostra trabalhos de 500 artistas oriundos de 35 países diferentes. Para ver até meados de setembro, em Vila Nova de Cerveira, com extensões em Caminha, Paredes de Coura e Galiza

Uma das obras de Paula Rego em exposição: No Cimo do Monte, 1996-1998/ Coleção Câmara Municipal de Cascais, Fundação D. Luís I, Casa das Histórias Paula Rego

Uma das obras de Paula Rego em exposição: No Cimo do Monte, 1996-1998/ Coleção Câmara Municipal de Cascais, Fundação D. Luís I, Casa das Histórias Paula Rego

CarlosPombo

Corria o ano de 1978 quando se estreou a Bienal Internacional de Arte de Cerveira, que viria a dar a Vila Nova de Cerveira o nome de “vila das artes”. Paula Rego era uma das artistas nessa primeira edição e voltaria a chamar a atenção por ali em 1995, ano em que a sua pintura Guarda foi capa do catálogo da oitava edição. Volvidos tantos anos, a Fundação da Bienal de Arte de Cerveira decidiu homenagear a artista na 19ª edição, que começa este sábado, 15, e se prolonga até 16 de setembro, “por se tratar de um nome forte, pela sua evolução como pintora e pela sua longa idade”, revela Cabral Pinto, coordenador artístico e de produção. O trabalho de Paula Rego insere-se também no tema escolhido para este ano: Da pop arte às trans-vanguardas, apropriações da arte popular, num programa que, explica o coordenador, “abrange um período da história da arte dos anos 50 aos 80”. De Paula Rego, veremos 50 obras de pintura, gravura e desenho, dos anos 60 à atualidade. Na bienal de Cerveira, será ainda exibido (a 9 de setembro) o documentário Paula Rego, Histórias & Segredos, realizado pelo seu filho Nick Willing.

Neurónio 11111111, de Silvestre Pestana

Neurónio 11111111, de Silvestre Pestana

Na restante programação, estarão 600 obras de 500 artistas de 35 países. Entre elas, trabalhos de artistas portugueses, que há muito não se mostravam em Cerveira, como Silvestre Pestana, Júlio Resende, José Guimarães e Graça Morais. Além do Fórum Cultural, onde fica o núcleo duro da bienal (Paula Rego e Jaime Azinheira), há mais para ver no Castelo, antiga Pousada D. Dinis, cujos quartos foram transformados em galeria (Ernesto de Sousa), na Factory VNC, no Convento de S. Payo (José Rodrigues, fundador da Bienal) e na Biblioteca. E, como tem sido hábito, também em Caminha, Paredes de Coura, Ourense e Vigo, na Galiza, Espanha.

Ateliês de gravura, arte digital e arte cénica incluem o programa da Bienal de Cerveira, entre 4 e 15 de agosto

Ateliês de gravura, arte digital e arte cénica incluem o programa da Bienal de Cerveira, entre 4 e 15 de agosto

XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira > Fórum Cultural de Cerveira > Av. das Comunidades Portuguesas, Vila Nova de Cerveira > T. 251 794 633 > até 16 set, ter-dom 15h-23h > €3/bilhete conjunto espaços Cerveira