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Longa vida para o Curtas, o Festival Internacional de Cinema Vila do Conde

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Celebram-se 25 anos do festival que mais fez pelo “novo” cinema português. O 25º Curtas Vila do Conde começa este sábado, 8, com uma programação exigente e muito portuguesa

Coup de Grâce, de Salomé Lamas, será uma das estreias nacionais em competição

Coup de Grâce, de Salomé Lamas, será uma das estreias nacionais em competição

O Curtas de Vila do Conde assinala um quarto de século de história com uma programação especialmente centrada na produção portuguesa. Como quem quer lembrar que nomes como Miguel Gomes, João Pedro Rodrigues, Sandro Aguilar, João Salaviza, Leonor Teles, Ivo Ferreira, Salomé Lamas, entre tantos outros, começaram aqui. Afinal foi em Vila do Conde que se construiu a Geração Curtas.

Geração ou gerações. Ao longo de 25 anos, o plural é mais indicado, pois houve tempo para uns crescerem e outros surgirem. Não necessariamente em duração, porque os filmes não se medem aos palmos, e são cada vez mais os realizadores a alternarem entre os formatos curto e longo. É o caso de Sandro Aguilar, realizador e produtor de O Som e a Fúria (a mais significativa produtora da chamada geração Curtas), que já exibiu uma dúzia de curtas no festival, recebendo os mais variados prémios, e que este ano faz em Vila do Conde a antestreia mundial da sua segunda longa, Mariphasa.

Em competição, um painel de luxo de estreias nacionais. Podem ser vistos os mais recentes filmes de João Salaviza, João Pedro Rodrigues, Salomé Lamas, Carlos Conceição, Gabriel Abrantes, Marta Mateus ou da dupla Laura Gonçalves e Xá, estas últimas com uma animação que esteve presente em Cannes.

Também são portugueses os criadores que vão habitar este ano a Galeria Solar, de arte cinemática, expondo as suas obras para além do festival. Encontramos nomes como Gabriel Abrantes, Priscila Fernandes, Pedro Neves Marques, Joana Pimenta, Lúcia Prancha, Francisco Queimadela e Mariana Caló. 
E portuguesas são as bandas que vão atuar no habitual programa Stereo, que faz uma ligação entre música e cinema, com destaque para os Mão Morta, no 25º aniversário do álbum Mutantes S21, Capitão Fausto e Atlantic Coast Orchestra.

Este ano também será recuperado para o festival o Auditório Municipal, onde o Curtas começou, com uma exposição fotográfica evocativa dos 25 anos e sessões abertas ao público.

Mas não só de portugueses se faz o festival. O homenageado é o francês F.J. Ossang, com uma retrospetiva integral, haverá antestreias de longas de Kelly Reichardt e Aki Kaurismäki, do novo filme de Abbas Kiarostami, e sessões internacionais e experimentais com obras de Jia Zhangke, Ben Rivers, Yann Gonzalez, Hu Wei, Laura Poitras, entre outros.

No Curtas de Vila do Conde mostraram-se as primeiras obras de alguns dos realizadores portugueses com maior projeção internacional, como João Salaviza, Miguel Gomes, Sandro Aguilar, Leonor Teles e João Pedro Rodrigues.

Curtas Vila do Conde > Auditório Municipal, Cineteatro Neiva e Galeria Solar, Vila do Conde > 8-16 jul