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Guns N’ Roses: O regresso dos reis do rock

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O núcleo duro da banda americana fez finalmente as pazes e voltou à estrada. Os Guns N' Roses tocam esta sexta-feira, 2, no Passeio Marítimo de Algés para saldar dívida antiga

No ano passado, anunciou-se com expectativa o regresso dos antigos membros Duff McKagan (baixo), Slash (guitarra principal) e Dizzy Reed (teclas) ao grupo, para dar início a esta Not In This Lifetime Tour, já considerada a mais bem-sucedida digressão rock em 2016

No ano passado, anunciou-se com expectativa o regresso dos antigos membros Duff McKagan (baixo), Slash (guitarra principal) e Dizzy Reed (teclas) ao grupo, para dar início a esta Not In This Lifetime Tour, já considerada a mais bem-sucedida digressão rock em 2016

Marc Grimwade

Foi há 25 anos, no entretanto já demolido Estádio de Alvalade. Portugal vivia a época de ouro dos concertos de estádio e os Guns N’ Roses eram a maior banda rock do mundo. O grupo, liderado pelo temperamental vocalista Axl Rose, tinha acabado de editar Use Your Illusion I e II, dois discos lançados em simultâneo, que significaram o apogeu de uma carreira iniciada em meados dos anos 80, quando já eram os maiores protagonistas da cena hard rock de Los Angeles.

Tal como aconteceu nesse princípio de noite, a 2 de julho de 92, embora, na altura, pelos piores motivos. A culpa foi de Mike Patton, vocalista dos Faith no More, a banda que atuou antes dos Guns N´ Roses (também por lá passaram uns então quase desconhecidos Soundgarden, com o recentemente falecido Chris Cornell a surpreende o público com a sua Jesus Christ Pose) e com quem o público travou uma intensa batalha, com lançamento, de parte a parte, de garrafas de água e pedaços de relva. O pior foi quando os cabeças de cartaz entraram e a estrela da noite se estatelou ao comprido, após escorregar numa garrafa de água. Concerto interrompido, birra do cantor, assobios do público… A noite acabaria por ficar para a história, pelas melhores e piores razões e ainda hoje funciona como um marco geracional para quem cresceu nos 90.

Afinal, Axl Rose era então uma das estrelas maiores do firmamento rock, tal como o seu companheiro, o muito mais “discreto” guitarrista Slash, cuja cartola e farta cabeleira era outra das imagens de marca da banda. Desde 1987, quando foi editado o álbum de estreia Appetite for Destruction, que se viram transformados em estrelas globais, à boleia de canções rock perfeitas como Welcome to the Jungle, Paradise City ou Sweet Child of Mine.

Após os ambiciosos Use Your Illusion, porém, tudo mudou: Slash abandonaria a banda em 1996 e, aos poucos, os G’n’R passariam a ser uma espécie de projeto pessoal de Axl Rose. Foi por isso com redobrada expectativa que no ano passado foi anunciado o regresso dos antigos membros Duff McKagan (baixo), Slash (guitarra principal) e Dizzy Reed (teclas) aos G’n’R, para dar início a esta Not In This Lifetime Tour, já considerada a mais bem-sucedida digressão rock em 2016, que chega agora também a Portugal, para saldar de vez essa dívida antiga. De preferência sem quedas, birras ou assobios.

Guns N' Roses > Passeio Marítimo de Algés, Oeiras > 2 jun, sex 19h30 > €69 a €129