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Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio: Samba de câmara

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O músico e compositor brasileiro Jaques Morelenbaum está de volta a Portugal para três concertos. Esta terça-feira, 18, no Teatro Tivoli, percorre a história do samba, numa viagem no tempo guiada pelo som do seu violoncelo. Depois de Lisboa, o CelloSambaTrio apresenta-se no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, no dia 20, e no Cine Teatro de Estarreja, a 21

Jaques Morelenbaum surgirá em palco acompanhado de Lula Galvão no violão e Márcio Dhiniz na bateria, com quem forma o CelloSambaTrio

Jaques Morelenbaum surgirá em palco acompanhado de Lula Galvão no violão e Márcio Dhiniz na bateria, com quem forma o CelloSambaTrio

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és? No caso de Jaques Morelenbaum, as boas companhias são o melhor cartão de visita de uma carreira com mais de 40 anos, muitas vezes passada na sombra. Deu-se a conhecer com o rock progressivo dos Barca do Sol, no início dos anos 70, mas seria como membro da Nova Banda, grupo criado por Tom Jobim em 1984 para o acompanhar ao vivo e em estúdio, que o violoncelista começaria a ganhar reconhecimento como uma das figuras maiores da música brasileira, não só enquanto músico, mas também como arranjador, produtor, compositor e maestro. Caetano Veloso fala do “som miraculoso” do violoncelo de Jacques Morelenbaum que é, desde há muito, um dos seus colaboradores mais próximo e influente.

À lista de gente com já colaborou, poder-se-iam ainda acrescentar nomes como Gal Costa, Ivan Lins, Marisa Monte, Ryuichi Sakamoto, David Byrne, Cesária Évora ou as portuguesas Mariza e Carminho. Serve isto tudo para dizer que se alguém tem autoridade para contar a história do samba, essa sopa primordial na origem tanto da bossa nova como da MPB nas suas mais variadas ramificações, essa pessoa é Jaques Morelenbaum. É essa a proposta deste concerto, onde o samba surge num registo intimista, mais próximo da música de câmara, para “enaltecer a importância histórica” deste estilo musical, “enquanto soma perfeita da diversidade cultural do Brasil”. Surgirá em palco acompanhado de Lula Galvão no violão e Márcio Dhiniz na bateria (com quem forma o CelloSambaTrio), a quem se juntará, apenas esta noite, uma convidada especial, Adriana Calcanhotto, também ela amiga de longa data de Jaques Morelenbaum.

Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio > Teatro Tivoli > Av. da Liberdade, 182-188, Lisboa > T. 21 315 1050 > 18 abr, ter 21h30 > €18 a €25