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Venham todos ao Bairro do amor às Artes

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Pela sétima vez, a arte contemporânea invade a 7ª colina de Lisboa, marcando a rentrée cultural da capital, criando um manifesto em prol das artes. A partir das 19 horas desta quinta-feira, 22, há um grande bairro para calcorrear

Eu sei tudo das coisas que eu sei, de Filipe Cerqueira, na galeria da editora Abysmo (R. da Horta Seca, 40 r/c). Retratos soltos, desenhos que trabalham a memória do cinema, da animação, da música...
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Eu sei tudo das coisas que eu sei, de Filipe Cerqueira, na galeria da editora Abysmo (R. da Horta Seca, 40 r/c). Retratos soltos, desenhos que trabalham a memória do cinema, da animação, da música...

Calendário, de Maria Beatriz, na Galeria Ratton (R. Academia das Ciências, 2C). A figura feminina domina nestas criaturas evocativas, nos trabalhos em azulejo e desenhos recortados e colados em vários suportes
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Calendário, de Maria Beatriz, na Galeria Ratton (R. Academia das Ciências, 2C). A figura feminina domina nestas criaturas evocativas, nos trabalhos em azulejo e desenhos recortados e colados em vários suportes

Poetics of Space, de Teresa Braula Reis e Gregor Graf, na 3+1 Arte Contemporânea (R. António Maria Cardoso, 31). Os espaços, os lugares e as fronteiras são explorados em desenho, fotografia, vídeo e instalação
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Poetics of Space, de Teresa Braula Reis e Gregor Graf, na 3+1 Arte Contemporânea (R. António Maria Cardoso, 31). Os espaços, os lugares e as fronteiras são explorados em desenho, fotografia, vídeo e instalação

Atlantis, de André Sier, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (R. Serpa Pinto, 4). Linguagens da arte digital servem o propósito da criação virtual de cidades imaginárias
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Atlantis, de André Sier, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (R. Serpa Pinto, 4). Linguagens da arte digital servem o propósito da criação virtual de cidades imaginárias

Very Typical, de Tiago Casanova, na Galeria das Salgadeiras (R.da Atalaia, 12 a 16).A fotografia ao serviço de uma reflexão sobre a cidade, Lisboa,a sua identidade e simbolismos numa altura de mudança
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Very Typical, de Tiago Casanova, na Galeria das Salgadeiras (R.da Atalaia, 12 a 16).A fotografia ao serviço de uma reflexão sobre a cidade, Lisboa,a sua identidade e simbolismos numa altura de mudança

Photographer:bello.pedro@gmail.com

Escultura, de Shintaro Nakaoka, na Galeria São Mamede (R.da Escola Politécnica, 167). Trabalhos de um japonês multipremiado No mesmo espaço, é possível ver também A Casa de Muu,novas obras de Ana Maria.
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Escultura, de Shintaro Nakaoka, na Galeria São Mamede (R.da Escola Politécnica, 167). Trabalhos de um japonês multipremiado No mesmo espaço, é possível ver também A Casa de Muu,novas obras de Ana Maria.

Mily Possoz, na Galeria João Esteves de Oliveira (R. Ivens, 38). Vinte gravuras e vários desenhos originais de uma figura destacada da primeira geração de pintores modernistas portugueses, contemporânea de Almada Negreiros e António Soares
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Mily Possoz, na Galeria João Esteves de Oliveira (R. Ivens, 38). Vinte gravuras e vários desenhos originais de uma figura destacada da primeira geração de pintores modernistas portugueses, contemporânea de Almada Negreiros e António Soares

Noite, noite mais do que hoje, de João Jacinto, nos Artistas Unidos (R. da Escola Politécnica, 54). Representações humanas, cabeças expressivas, as destes desenhos que já assomam à mancha da pintura
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Noite, noite mais do que hoje, de João Jacinto, nos Artistas Unidos (R. da Escola Politécnica, 54). Representações humanas, cabeças expressivas, as destes desenhos que já assomam à mancha da pintura

Fónix, de Nuno Saraiva, na Casa da Imprensa (R. da Horta Seca, 20 r/c). O ilustrador mostra uma série de trabalhos, exibidos na Festa da Ilustração de Setúbal, cruzando perosnbagens e referências da cidade, sempre com um traço vitaminado e humorado, "herdeiro de Bordalo e Stuart", defende João Paulo Cotrim
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Fónix, de Nuno Saraiva, na Casa da Imprensa (R. da Horta Seca, 20 r/c). O ilustrador mostra uma série de trabalhos, exibidos na Festa da Ilustração de Setúbal, cruzando perosnbagens e referências da cidade, sempre com um traço vitaminado e humorado, "herdeiro de Bordalo e Stuart", defende João Paulo Cotrim

D'Aprés, de João Figueiredo, na Galeria Allarts (R. da Misericórdia,30). Retratos fragmentados em que o espaço tem tanta importância quanta a linha, reinterpretam obras clássicas
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D'Aprés, de João Figueiredo, na Galeria Allarts (R. da Misericórdia,30). Retratos fragmentados em que o espaço tem tanta importância quanta a linha, reinterpretam obras clássicas

Impulsão, de Luis Silveirinha, na Alecrim 50 (R. do Alecrim, 48/50). Desenhos recentes, minuciosos e exuberantes, que partem de mapas e cartas geográficas
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Impulsão, de Luis Silveirinha, na Alecrim 50 (R. do Alecrim, 48/50). Desenhos recentes, minuciosos e exuberantes, que partem de mapas e cartas geográficas

Rui Dias Monteiro

Rui Moreira, na Gabinete (R. Ruben A. Leitão, 2). Duas imagens fotográficas, testemunhas de esculturas e instalações instaladas em lugares inusitados como um candeeiro numa plataforma no meio do rio Tejo,revelam uma faceta desconhecida de um virtuoso do desenho
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Rui Moreira, na Gabinete (R. Ruben A. Leitão, 2). Duas imagens fotográficas, testemunhas de esculturas e instalações instaladas em lugares inusitados como um candeeiro numa plataforma no meio do rio Tejo,revelam uma faceta desconhecida de um virtuoso do desenho

Lisboa Mal Dita, de José Batista Marques, Maria Condado, Carlos Correia, Carla Cabanas, Alexandre Camarão e Luis Silveirinha - vários lugares de Lisboa. Este projeto, das Produções Cul.Pa, cria intervenções artísticas pontuais no espaço público, seja este os pavimentos, telhados ou nichos das paredes; um roteiro a descobrir
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Lisboa Mal Dita, de José Batista Marques, Maria Condado, Carlos Correia, Carla Cabanas, Alexandre Camarão e Luis Silveirinha - vários lugares de Lisboa. Este projeto, das Produções Cul.Pa, cria intervenções artísticas pontuais no espaço público, seja este os pavimentos, telhados ou nichos das paredes; um roteiro a descobrir

A lista de lugares para visitar, de eventos para ver, de artistas a conhecer melhor, é grande. O artista Cláudio Garrudo e a galerista Ana Saramago Matos, a dupla organizadora da Isto não é um Cachimbo Associação, defenderam bem a sua causa: o Bairro das Artes, que esta quinta-feira, 22, assinala a sua 7ª edição, entre as 19 horas e as 23 horas, cresceu e apareceu como um dos acontecimentos da rentrée cultural de Lisboa. Os números, esse barómetro expressivo, são significativos: este ano, há 21 inaugurações de exposições, 34 espaços associados ao evento, mais de 100 artistas participantes no Bairro das Artes. Arte de rua, desenho, design, escultura, fotografia, gravura, instalação, joalharia, pintura, vídeo, música, mas também cinema, música e literatura, fazem parte da programação. Todas as artes foram convocadas para uma noite de comunhão e de manifesto em prol das artes – e da revitalização das memórias de um quarteirão alargado com pergaminhos na tradição artística e na história cultural, recordam os organizadores.

Também o prazer estético é reinvindicado para este Bairro das Artes: "Sabemos que não há arte sem sentimento e que a estética, enquanto ramo da filosofia, lida com as noções de sublime, feio, belo, valores que cremos estarem intrinsecamente ligados às artes", defendem Cláudio e Ana. Dentro desta edição, contida entre as coordenadas do Chiado, Princípe Real e Bairro Alto, há lugar para observar, por exemplo, as gravuras da artista modernista Mily Possoz, contemporânea injustamente esquecida de Almada Negreiros, ou para apreciar a coleção DESIGNATURAL de Paulo Parra, na Galeria Tapeçarias de Portalegre; para conhecer 6 artistas da Ásia, na galeria Tereza Seabra Joalharia ou entrar pelo jardim e espaços do Museu Nacional de História Natural e Ciência para observar as peças de cerâmica de artistas como António Vasconcelos Lapa, Beatriz Horta Correia ou Teresa Segurado Pavão; para assistir à projeção do filme autobiográfico Ainda não acabamos, como se fosse uma carta, de Jorge Silva Melo, no Cinema Ideal (às 23 e 30) ou para ouvir a maratona de leituras da Douda Correria e ver a exposição das capas dos livros editados por esta editora no Bar Irreal... Lisboa respira, esta noite.