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Queer Lisboa: 20 anos de transgressões

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A idade redonda de um dos principais festivais do País celebra-se com uma retrospetiva dedicada a Derek Jarman e filmes de 27 países... De todos os géneros e para todos os gostos. O Queer Lisboa começa esta sexta-feira, 16

The Last of England será um dos filmes de Derek Jarman a passar no Queer Lisboa

The Last of England será um dos filmes de Derek Jarman a passar no Queer Lisboa

Uma imensa retrospetiva do realizador britânico Derek Jarman, com várias iniciativas paralelas, é a melhor forma de celebrar 20 edições do Queer Lisboa. Dedicado sobretudo a filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgénero e transsexual, há muito que extravasou as fronteiras do cinema. Hoje é um festival multidisciplinar, que abrange áreas como a música, as artes plásticas, o teatro... mas, claro, o cinema continua a ser o prato principal, com estreias e retrospetivas imperdíveis, independen-temente da orientação sexual de cada um.

Derek Jarman é um dos mais irreverentes e deslumbrantes cineastas ingleses do último quartel do século XX, com uma obra de curtas, longas metragens e também telediscos de bandas como Smiths ou Pet Shop Boys. Fez filmes emblemáticos como Caravaggio, The Last of England ou Wittgenstein, que passarão no festival, mas a retrospetiva, em parceria com a Cinemateca, vale por exibir os seus trabalhos menos conhecidos, desde as primeiras curtas metragens aos vídeos musicais que raramente foram mostrados em salas de cinema. Pelo Queer Lisboa passam filmes de 27 países. Na sessão de abertura, a estreia nacional de Absolutely Famous, The Movie, de Mandie Fletcher, a adaptação da famosa série televisiva britânica. Entre os portugueses, o destaque vai para uma peça de teatro: André Murraças apresenta 50. Orlando, ouve, inspirada no massacre na discoteca Pulse, com a participação de 50 personalidades.

De volta está a secção panorama, com grandes obras nunca dantes exibidas em Portugal, como Goat, de Andrew Neel, e Grandma, de Paul Weitz. Em sessão especial, o documentário Yes, We Fuck, do espanhol Raul de la Morena, conta seis histórias sobre sexo e diversidade funcional. A atriz Susanne Sachsse, que recebeu carta branca para programar uma secção do festival, escolhe The Raspberry Reich, de Bruce la Bruce, e Salomé, de Carmelo Bene. Na secção Hard Nights, o brasileiro António da Silva mostra alguns dos seus filmes mais recentes. Nas secções competitivas, reúnem-se filmes recentes de vários géneros e países, como Rara, de Pepa San Martin, ou Antes o Tempo não Acabava, de Fábio Baldo e Sérgio Andrade.

O Queer Pop, com curadoria de Nuno Galopim, tem uma secção de homenagem a Freddie Mercury, nos 25 anos da sua morte. O Queer proporciona ainda duas Master Classes e, fora do cinema, promete uma exposição fotográfica, em que António da Silva, Carlos Jgm, Rui Palma, Sara Rafael, Vanda Noronha e Vítor Serrano respondem ao desafio de produzir imagens que ilustrem o espírito subversivo do festival ao longo destes 20 anos.

Queer Lisboa > Cinema São Jorge > Av. da Liberdade, 175, Lisboa > T. 21 310 3400 > Cinemateca Portuguesa > R. Barata Salgueiro, 39, Lisboa > T. 21 359 6262 > 16-24 set > €1,35 a €16 (5 bilhetes)