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"Solteira e Boa Rapariga", na RTP1: Uma história da Carochinha à portuguesa

TV

Lúcia Moniz protagoniza Solteira e Boa Rapariga, comédia romântica, com 26 episódios, escrita e realizada por Vicente Alves do Ó. Para ver na RTP1, a partir desta segunda, 29

A atriz Lúcia Moniz dá vida a uma espécie de Gata Borralheira que nunca chega a transformar-se em Cinderela, apesar do final feliz ao lado do seu amigo, o ator brasileiro Rodrigo Santoro

A atriz Lúcia Moniz dá vida a uma espécie de Gata Borralheira que nunca chega a transformar-se em Cinderela, apesar do final feliz ao lado do seu amigo, o ator brasileiro Rodrigo Santoro

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Nada está perdido para Carla, 40 anos, tradutora, a morar sozinha com dois gatos, convencida pela mãe (Helena Isabel) e pelo melhor amigo (Carlos Oliveira) a arranjar um namorado. Com a ajuda das redes sociais, começa a marcar dates com rapazes. Cada um dos episódios acompanha o encontro com os vários pretendentes. Em Solteira e Boa Rapariga, a atriz Lúcia Moniz dá vida a uma espécie de Gata Borralheira que nunca chega a transformar-se em Cinderela, apesar do final feliz ao lado do seu amigo, o ator brasileiro Rodrigo Santoro. Ao longo dos 26 episódios desta comédia romântica, Carla aprende a gostar mais de si própria, a valorizar-se e, principalmente, a saber o que não quer, na busca do príncipe encantado. Para Lúcia Moniz este é um registo bem diferente do filme O Amor Acontece (2003), em que a atriz contracenou com Colin Firth. “De um registo real, em que tudo é verosímil, aqui há uma ligeira ultrapassagem para algo mais caricato”, descreve.

O realizador Vicente Alves do Ó estreia-se no panorama das séries nacionais, em horário nobre. A escrita do argumento partiu de uma premissa muito simples: “Quis prestar homenagem às minhas amigas solteiras.” Nesta produção da Ukbar Filmes, a ação passa-se num universo muito urbano, com uma estética pouco carregada, só em cenários naturais. “Quando exageramos demais, afastamos as pessoas das personagens e eu quero que criem empatia com a série”, justifica. A rodagem foi pautada pelo humor e pela palhaçada do próprio Vicente. “Descobri que o tom que se imprime à rodagem se reflete no resultado final.”

Em 2000, Vicente Alves do Ó estreava-se na escrita de argumentos para televisão em dois telefilmes da SIC, Monsanto e Facas e Anjos. Em novembro, vai começar o filme sobre o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, fechando a trilogia sobre poetas que começou com Florbela (2012) e Al Berto (2017).

Solteira e Boa Rapariga > RTP1 > Estreia 29 jul, seg 21h