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"Como Isto Anda", na SIC Radical: O que mudou nos últimos 18 anos?

TV

Depois da sátira política com os Homens da Luta, Jel regressa ao pequeno ecrã em nome próprio. Nuno Duarte é agora o curioso de serviço de Como Isto Anda, nova série documental com estreia marcada para esta terça, 23, na SIC Radical

Quando parou de produzir comédia, Nuno Duarte começou a produzir documentários: "Dia de Jogo", sobre um miúdo fã de Cristiano Ronaldo nas montanhas de Marrocos; "Meio Caminho da História, os 20 anos dos The Gift" e "Ainda Tenho Um Sonho ou Dois – A História dos Pop Dell’Arte"

Quando parou de produzir comédia, Nuno Duarte começou a produzir documentários: "Dia de Jogo", sobre um miúdo fã de Cristiano Ronaldo nas montanhas de Marrocos; "Meio Caminho da História, os 20 anos dos The Gift" e "Ainda Tenho Um Sonho ou Dois – A História dos Pop Dell’Arte"

D.R.

Aproveitando o aniversário da SIC Radical, que celebra a maioridade no próximo dia 23, Como Isto Anda analisa as principais mudanças dos últimos 18 anos, em diversas áreas. Como era e como andam a música, a comédia, o jornalismo, o entretenimento, o turismo, o futebol e a juventude. Desta vez, sem megafone em riste, imagem de marca de Jel, o humorista apresenta-se em nome próprio deixando para trás os tempos agitados de Vai Tudo Abaixo e de Homens da Luta.

Para cada um dos sete programas, com 40 minutos cada, Nuno Duarte entrevistou cinco convidados, que falaram das suas áreas, como Herman José, Cristina Ferreira, Ana Mendes Godinho, Henrique Sá Pessoa, Bumba na Fofinha, Daniel Oliveira, Manuela Moura Guedes ou Agir. O resultado são “conversas sem formalismos” conjugadas com imagens de arquivo de 2001, pessoas de gerações diferentes, com perspetivas diferentes, a falarem das suas áreas. O programa não mudou muito a sua opinião sobre como isto anda. Enriqueceu-a sobretudo. Houve mudanças nestes últimos 18 anos, mais do que em outros períodos da História recente, e Nuno Duarte percebeu que isso se deve às novas tecnologias e à facilidade em comunicar. “A grande mudança está relacionada com o aumento de comunicação e de ferramentas disponíveis. Em algumas áreas como a música, a comédia ou o próprio turismo, houve alterações radicais nos formatos, no modo, na quantidade, na facilidade. Na música, por exemplo, há 18 anos, só editava um disco quem fosse privilegiado e pudesse pagar um estúdio”, analisa.

Nuno Duarte tem uma “relação umbilical” com a SIC Radical. Como Isto Anda marca o regresso ao canal em que se estreou, em 2004, com sketches cómicos (Cabaret da Coxa). Seguiram-se os programas Vai Tudo Abaixo, com quatro temporadas, do qual saíram os Homens da Luta. Desde 2013 que Nuno Duarte não estava no pequeno ecrã com um programa de autor. Agora, o País político ficou de fora por vontade própria. “A situação política do País não é perfeita, nunca é, mas no meu tempo de vida é a melhor que já vi. Essa prosperidade nota-se no programa. Todas as áreas abordadas estão muito mais produtivas e desenvolvidas”, explica o homem que faz questão de dizer que nasceu em 1974. Ano de revolução e de luta.

Como Isto Anda > SIC Radical > estreia 23 abr, ter 21h45