Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

'Cabaret da Coxa' Especial: Cinco noites com Rui Unas na SIC Radical

TV

Dezasseis anos depois, Cabaret da Coxa, o late night show com Rui Unas que tinha um papagaio asneirento, regressa cheio de atitude e com a mesma irreverência. Uma prenda no sapatinho dos espectadores, a partir desta terça-feira, 25, ao final da noite na SIC Radical

“A irreverência da ‘juventude’ é, muitas vezes, uma chamada de atenção, uma necessidade de afirmação ou validação. Agora a ‘irreverência’ dos meus 44 anos será mais um statement e uma provocação”, diz Rui Unas

“A irreverência da ‘juventude’ é, muitas vezes, uma chamada de atenção, uma necessidade de afirmação ou validação. Agora a ‘irreverência’ dos meus 44 anos será mais um statement e uma provocação”, diz Rui Unas

Divulgação

Adjetivos como radical, maluco e alternativo assentavam que nem uma luva ao Cabaret da Coxa, talk-show que ganhou o estatuto de programa de culto, entre 2002 e 2005, tornando-se mesmo, em poucos meses, um fenómeno – e, antes, as redes sociais não tinham a força de hoje. Em direto, passava às terças e quintas-feiras, à meia-noite, com Rui Unas a apresentar, na altura em que todos o apelidavam de “ganda maluco”, Gimba a tratar da música, as Unettes com algumas maminhas ao léu e o papagaio Baixinho, que não se fazia rogado em responder com um vernáculo digno de bolinha vermelha. Na altura, a SIC Radical estava a comemorar o seu primeiro ano de emissões com muita irreverência. Agora, a caminho da maioridade (celebra 18 anos em abril do próximo ano), foi repescar o sofá da coxa para cinco programas especiais, com um Rui Unas grisalho, mas que continua a não se levar muito a sério. Durante esse tempo, o sofá “esteve guardado num armazém esconso. Foi lavado, desparasitado e regado com água benta”, brinca Rui Unas.

“A irreverência da ‘juventude’ é, muitas vezes, uma chamada de atenção, uma necessidade de afirmação ou validação. Agora a ‘irreverência’ dos meus 44 anos será mais um statement e uma provocação”, analisa. Para Rui Unas, a famosa bolinha vermelha “não tem o significado de transgressão de quem faz e de quem vê como há 16 anos. Os limites socialmente aceitáveis do humor, da opinião e da crítica são outros, mais apertados, com um ‘policiamento’ da opinião pública, ávida em fazer-se ouvir nas redes sociais. Nesse sentido, creio que, hoje, é mais difícil fazer um programa com bolinha vermelha realmente transgressor do que há 16 anos”.

Gravados no Teatro Dom Luiz Filipe, em Lisboa, cada um dos cinco programas, a emitir nos serões desta época natalícia, terá um tema desenvolvido no editorial inicial, rubricas em estúdio, convidados e atuações. No fundo, será “um Cabaret da Coxa clássico, mas com alguns twists”. Quanto ao papagaio, “está um pouco mais morto do que em 2003, mas falei com ele e ao chamar-lhe Baixinho responde como há 16 anos.”

Cada um dos cinco programas, a emitir nos serões desta época natalícia, terá um tema desenvolvido no editorial inicial, rubricas em estúdio, convidados e atuações

Cada um dos cinco programas, a emitir nos serões desta época natalícia, terá um tema desenvolvido no editorial inicial, rubricas em estúdio, convidados e atuações

Cabaret da Coxa Especial > SIC Radical > 25-29 dez, ter-sáb 23h