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"Circo Paraíso": Tantos segredos por revelar na nova série da RTP1

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Palhaços, acrobatas, malabaristas e muito mistério na nova série de ficção que usa uma linguagem artística cheia de suspense – desde a escrita de Patrícia Müller até à realização

José Raposo é um homem que volta à terra onde nasceu, 40 anos após um acontecimento traumático

José Raposo é um homem que volta à terra onde nasceu, 40 anos após um acontecimento traumático

Na cabeça de Patrícia Müller, circo combina na perfeição com mistério. Há dois anos que a autora do argumento da nova série da RTP1, que se estreou esta quarta-feira, 12, andava a magicar uma história que pudesse ser vista por toda a família. Lembrou-se de imediato das palavras sábias de Teresa Paixão, diretora da RTP2, sobre os gostos das crianças: medo e comida. “O medo interessa-me”, confessa Patrícia Müller. Em Circo Paraíso seguiu o caminho do thriller sombrio associado a uma das suas referências mais antigas, o circo. “É uma inovação na maneira de contar a história e no tom. À medida que os episódios avançam, as personagens vão ficando mais densas, devido aos seus passados”, acrescenta. Para o realizador Tiago Alvarez Marques, esta aposta do canal – que mantém, há vários anos, a ficção como programa-âncora das suas noites – permite trilhar novos caminhos, desconhecidos em Portugal. “Fixei-me na ideia do regresso às origens da personagem interpretada por José Raposo, um homem que volta à terra onde nasceu, 40 anos após um acontecimento traumático relacionado com a morte do pai”, revela após o visionamento do primeiro episódio.

Em Circo Paraíso não há cães amestrados nem música espalhafatosa. A fotografia é monocromática e sombria, enquanto os planos fechados são muitas vezes feitos com a câmara atrás do ombro do ator. É uma linguagem artística cheia de suspense. O primeiro episódio deixa em aberto uma série de segredos escondidos. Quando o circo chega à Vila das Flores, Emílio Garibaldi (José Raposo) deixa bem claro que há caixotes para esconder, saudades para matar e ouro para encontrar. Nesta pacata vila rural, todos começam a estranhar os artistas circenses quando o rio fica vermelho e o gado aparece morto. As irmãs Napoleão estão nos antípodas, quanto ao que pensam sobre o circo. A doce Jasmim (Madalena Almeida) vive atormentada, depois de ter sido raptada, mas é uma verdadeira acrobata. Já Marta (Filipa Areosa) abomina o circo e só pensa em deixar a aldeia, mas a empatia com Jonas (Diogo Martins), exímio atirador de facas, vai fazê-la mudar de ideias. Tudo parece estar bem, até fenómenos sobrenaturais tomarem conta da ação.

Marta (Filipa Areosa) abomina o circo, mas a empatia com Jonas (Diogo Martins), exímio atirador de facas, vai fazê-la mudar de ideias

Marta (Filipa Areosa) abomina o circo, mas a empatia com Jonas (Diogo Martins), exímio atirador de facas, vai fazê-la mudar de ideias

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