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Club Atlas: Uma road trip com banda sonora de Branko

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Nesta nova série documental, uma verdadeira “road trip”, o músico e produtor João Barbosa, dos Buraka Som Sistema, mostra como a música de dança não tem fronteiras. Esta segunda-feira, 26, a viagem faz-se até Cabo Verde

Em Club Atlas, Branko conta com a realização de João Moreira, que também se torna uma personagem, além dos convidados improváveis como Slow J e Rodrigo Leão, logo no primeiro episódio

Em Club Atlas, Branko conta com a realização de João Moreira, que também se torna uma personagem, além dos convidados improváveis como Slow J e Rodrigo Leão, logo no primeiro episódio

Muito provavelmente, a música que no futuro nos fará vibrar na pista de dança já poderá ser ouvida (e sentida) nesta nova série documental, para ver às segundas-feiras, ao fim da noite. Club Atlas é uma verdadeira road trip musical, em que João Barbosa, conhecido como Branko, vai tentar perceber como a tradição e a nova música eletrónica se encontram nas pistas de dança do mundo. O músico e produtor, de 37 anos, membro dos Buraka Som Sistema, saiu de Lisboa – que considera ser atualmente “a cidade mais mestiça da Europa” – à procura dos ritmos e dos sons que vão traçar as novas coordenadas da música de dança. “É um programa de viagens, no qual vou a oito cidades com cenas musicais locais muito fortes e interessantes. Vou falar sobre elas, explicando como surgiram, ao mesmo tempo que falo com artistas locais, como, bebo e toco com eles”, explicava à VISÃO Se7e, em novembro passado, aquando do lançamento de Atlas, o álbum de estreia gravado entre São Paulo, Nova Iorque, Amesterdão, Cidade do Cabo e Lisboa, em 2015.
Agora, Club Atlas vai passar por Lima (Peru), Bombaim (Índia), Acra (Gana), Montreal (Canadá), São Paulo (Brasil) e Cidade da Praia (Cabo Verde). “Nada é mais urgente para mim do que pôr em frente a uma audiência toda a diversidade cultural que eu próprio encontro na música, e, felizmente, hoje em dia isso não falta. O boom digital veio alterar as regras do jogo, mas continua a ser mais importante do que nunca amplificar fenómenos musicais e as suas coordenadas geográficas para nos conseguirmos conhecer e entender melhor”, justifica o fundador da Enchufada, editora criada em 2006, que já lançou cerca de 500 temas de músicos e produtores de todos os cantos do mundo.
Só a música urbana eletrónica interessa a Branko, mais nenhuma. Nestes oito episódios, vai revelar, por exemplo, a nova tendência musical no Gana ou os novos personagens da cena musical de São Paulo. “Já não tenho paciência para músicas que não tentem abolir fronteiras.”

Club Atlas > RTP2> Seg 00h35