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'Chef’s Table' dá-nos mais seis boas razões para gostar 
de comer

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À terceira temporada de Chef’s Table, continuamos a ser surpreendidos com verdadeiros mestres da cozinha mundial. Para ver a partir desta sexta-feira, 17, na Netflix

Depois de uma temporada dedicada aos chefes franceses, o realizador David Gleb volta a impressionar com uma terceira temporada de Chef’s Table, com algumas figuras até menos mediáticas, como Jeong Kwan, freira budista sul-coreana

Depois de uma temporada dedicada aos chefes franceses, o realizador David Gleb volta a impressionar com uma terceira temporada de Chef’s Table, com algumas figuras até menos mediáticas, como Jeong Kwan, freira budista sul-coreana

Se young. Oh. /Netflix

Ver Jeong Kwan, freira budista sul-coreana, a preparar um chá de flor de lótus com toda a calma e perfeição típicas do Oriente, é um momento de rara beleza. Depois de uma temporada dedicada aos chefes franceses, o realizador David Gleb volta a impressionar com uma terceira temporada de Chef’s Table, com algumas figuras até menos mediáticas, como é o caso de Kwan. Sem restaurante, esta freira cozinheira, careca e de sorriso discreto, cozinha para os monges e para quem a visita no templo Baekyangsa, onde mora desde os 17 anos.

Eric Ripert, chefe francês que já a levou para cozinhar no seu restaurante Le Bernardin, em Nova Iorque, considera a sua cozinha espontânea, mantendo tradições ao mesmo tempo que quebra regras. Com Jeong Kwan, Ripert aprendeu técnicas, provou novos sabores e descobriu ingredientes, mas a sua maior influência é filosófica. “É uma questão de pôr boa energia na comida”, resume.

O alemão Tim Raue é outro dos seis eleitos para os novos episódios da série original da Netflix. Com duas Estrelas Michelin, Raue assume ser egocêntrico e acrescenta que precisa ser bem-sucedido. Enquanto Ursula Heinzelmann, escritora, o descreve como tenso, ambicioso, arrogante e provocador, mas mesmo assim representa a essência da cozinha alemã, o crítico Stefan Elfenbein diz que é um berliner puro: difícil, diferente, com uma forma estranha de agir.

Com sinceridade, Tim Raue fala da infância conturbada onde, depois de crescer na pobreza, com uma mãe pouco capaz, aos nove anos, foi morar com um pai violento. Sentia-se sozinho no mundo, ia ao supermercado comprar a sua própria comida. Mais tarde, fez parte de um gang e de vítima, passou a agressor. Histórias para lá da comida. Mas o prato de lagostim, por exemplo, é “um murro na cara”.

“É uma questão de pôr boa energia na comida”, diz o chefe francês Eric Ripert sobre a sul-coreana Jeong Kwan

“É uma questão de pôr boa energia na comida”, diz o chefe francês Eric Ripert sobre a sul-coreana Jeong Kwan

Se young. Oh. /Netflix

Além de Jeong Kwan e Tim Raue, a nova temporada de Chef’s Table revela o russo Vladimir Mukhin (restaurante White Rabbit), o peruano Virgilio Martinez (Central), o nova-iorquino Ivan Orkin (Ivan Ramen) e a californiana Nancy Silverton (Osteria Mozza).

Chef’s Table > Netflix > disponível a partir 17 fev, sex