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Quando os maus são os heróis

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O canal História estreia esta segunda-feira, 19, Bárbaros: O Despertar, uma nova série, com muito mais de drama do que de documentário, sobre a ascensão e queda do Império Romano

“Fomos ao extremo de construir três aldeias de bárbaros e queimámo-las quase todas”, conta Adam Bullmore, da October Films

“Fomos ao extremo de construir três aldeias de bárbaros e queimámo-las quase todas”, conta Adam Bullmore, da October Films

Elena Nenkova

Aprender a manejar armas e a lutar em cima de cavalos foram duas das grandes dificuldades dos protagonistas da nova série original do Canal História, Bárbaros: O Despertar. “Para fazer de Átila, tive de aprender a lutar com diversos tipos de espadas, como se de facas se tratassem”, conta o ator Emil Hostina.

Já a atriz Kirsty Mitchell, para interpretar Boudica, a rainha guerreira sanguinária, precisava de duas horas para tratar do cabelo e fazer as pinturas faciais. Num elenco maioritariamente masculino, Kirsty Mitchell sentiu-se igual aos colegas. “É apenas mais um papel, só que parece um desafio maior por ser uma mulher forte”, diz. Há dois mil anos, as mulheres tinham poucos papéis de relevo na sociedade. “Hoje, estamos a chegar a um nível em que continuamos a ser guerreiras, só que agora temos mais homens do nosso lado, não lutamos contra os homens, mas sim contra as mentes pequenas”, continua.

Neste docudrama, com muito mais de drama do que de documentário, o ator Richard Brake, que entrou em A Guerra dos Tronos, como The Night King, vai dar corpo a Genserico, “personagem sensata, ao contrário do que os romanos queriam fazer crer que era um maníaco.”

A VISÃO Se7e esteve presente na apresentação da nova série, em Londres, no início deste ano, na qual os produtores se juntaram aos atores para desvendar detalhes da megaprodução. “Fomos ao extremo de construir três aldeias de bárbaros e queimámo-las quase todas. Há dois sets romanos e também construímos muitos dos nossos adereços, como as roupas ou as armas, incluindo a falcata, a espada portuguesa usada na rebelião lusitana”, explica Adam Bullmore, da October Films.

Também é graças aos efeitos especiais que as cenas se tornam mais convincentes. “Para as sequências das grandes batalhas era preciso uma centena de guerreiros nos dias mais completos e o realizador queria sempre mais cavalos do que aqueles que lhe conseguia arranjar”, lembra Adam Bullmore. Pormenores da recriação de uma guerra travada durante 700 anos.

Para contar a história de alguns dos mais ferozes guerreiros, como Espártaco, Aníbal, Boudica, Armínio, Fritigerno, Genserico, Alarico, Viriato e Átila, a produção de Bárbaros: O Despertar contou com especialistas do Exército, combatentes, catedráticos, escritores e arqueólogos.

Para interpretar Boudica, a rainha guerreira sanguinária, a atriz Kirsty Mitchell, precisava de duas horas para tratar do cabelo e fazer as pinturas faciais

Para interpretar Boudica, a rainha guerreira sanguinária, a atriz Kirsty Mitchell, precisava de duas horas para tratar do cabelo e fazer as pinturas faciais

Elena Nenkova

Bárbaros: O Despertar > estreia 19 set, seg 22h