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Amor e terrorismo em castelhano, na segunda temporada de 'Príncipe'

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Estreia-se hoje, na RTP2, a segunda temporada da série castelhana Príncipe, uma série sobre um romance proibido no bairro El Príncipe, em Ceuta

Em Portugal, as audiências da série não são comparáveis às espanholas, mas, ainda assim, a exibição da primeira temporada de Príncipe foi vista por 120 mil espectadores por noite (Borgen, por exemplo, teve 70 mil)

Em Portugal, as audiências da série não são comparáveis às espanholas, mas, ainda assim, a exibição da primeira temporada de Príncipe foi vista por 120 mil espectadores por noite (Borgen, por exemplo, teve 70 mil)

Em Espanha já passaram as duas temporadas de Príncipe e o tão aguardado final, emitido em abril passado, foi alvo de muitas críticas e de um grande “diz que disse” nas redes sociais. Além do desenlace adotado, foram gravados mais três, que o público entretanto parecer “exigir” ver. O romance proibido de Morey e Fátima, vivido no bairro que dá nome à série, El Príncipe, em Ceuta, quando estreou, em 2014, na estação privada Telecinco, teve 5,6 milhões de espectadores, tornando-se num dos programas mais vistos no país desde que existe medição de audiências. Já este ano, o final foi acompanhado por mais de 5,2 milhões de pessoas, com quase 30% de share.
Por cá, os números de Príncipe não são comparáveis, mas a trama, que mistura inspetores de polícia, grupos rivais, tráfico de droga e células jihadistas – inspirada em factos verídicos do que se passa em Ceuta –, surgiu numa altura em que a RTP2 afinava a estratégia para captar novos públicos. E parece que conseguiu. Com uma média de 120 mil espectadores, Príncipe superou a sua antecessora, a série dinamarquesa Borgen, com apenas 70 mil por noite. Desde que Javier Morey (Álex González), agente especial do CNI – Centro Nacional de Inteligência, vai de Madrid para o problemático bairro de Ceuta tudo muda na vida de Fátima (Hiba Abouk), irmã do barão da droga Farouk (Rubén Cortada). Ao infiltrar-se na esquadra do Príncipe para investigar uma eventual ligação dos polícias com uma célula jihadista, Morey ganha um novo aliado, o inspetor Fran (José Coronado).
Segundo César Benítez, desde a primeira temporada que se discutia como haveria de acabar a série. Quando se decidiram por um dos quatro finais escritos e filmados, na opinião do produtor executivo, “era o final que precisava”. Numa entrevista à Cadena Ser, confessou: “Até em casa me insultaram. A minha mulher levantou-se do sofá e disse 'quem terá sido o imbecil que escolheu este final'.” Desde o primeiro episódio que a personagem de Fran, inspetor da esquadra local, avisava os outros protagonistas e o público que no Príncipe “tudo acaba em água salada – no fundo do mar ou em lágrimas”. A promessa foi cumprida. Um verdadeiro conto de fadas com um final trágico. E mais não dizemos.

Príncipe > estreia segunda temporada 12 set, seg 22h15