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Tapada de Coelheiros, a excelência de três tintos

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A crónica semanal do especialista da VISÃO, José António Salvador

A Herdade dos Coelheiros é propriedade de uma empresa familiar constituída em 1981. Uma década depois, em 1991, surgiu o seu primeiro vinho sob a chancela de Tapada de Coelheiros e daí para cá tem pautado a sua história vínica pela qualidade dos seus produtos colheita após colheita.

Situado na freguesia da Igrejinha, no concelho de Arraiolos, o Monte dos Coelheiros estende-se por 800 hectares, onde a par da vinha mantém um pomar de nogueiras, montado de sobro, com caça maior e menor, além do olival. Esta variedade de culturas permite à empresa o desenvolvimento de diferentes turismos (eco, agro, cinegético e, claro, o enoturismo). Para quem lá não vai de visita turística, aqui se registam três tintos de excepção à venda no mercado.

Tapada de Coelheiros Petit Verdot Regional Alentejano 2006 *****  - €24,50

Com 14,5%vol. álcool, este tinto varietal surge com boa estrutura, taninos suaves e bonito à vista na sua cor de amoras pretas. Afinou um ano em cascos novos de carvalho francês, mas não ficou "marcado" pela madeira, facto a que não será estranho o posterior estágio de um ano em garrafa antes de chegar ao consumidor. Produzidas 2187 garrafas.

Tapada de Coelheiros Syrah Regional Alentejano 2007 ***** - €22

Sujeito aos mesmos procedimentos enológicos do vinho anterior (fermentação a temperatura controlada e posteriores estágios), este varietal de Syrah revela-se "untuoso", cor rubi acentuada, elegante nos seus 14,5 vol. álcool. E vem confirmar que esta casta francesa emblemática se dá bem em Portugal desde o Douro ao Algarve, com excepção da Região dos Vinhos Verdes.

Tapada de Coelheiros Regional Alentejano 2009 ***** - €14,70

O mais "jovem" dos três tintos aqui recenseados, apresenta-se com o mesmo grau alcoólico resultante de idênticos processos de vinificação e estágio. O Cabernet Sauvignon, associado à Trincadeira e Aragonês proporcionam-nos um tinto de excelente porte e sabores vinosos persistentes e profundos na boca.

Um trio de tintos com a assinatura do enólogo António Saramago, que confirma a qualidade vínica que o Alentejo bem trabalhado na vinha e na adega nos pode "naturalmente " oferecer.