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O Gosto dos Outros ... Adolfo Luxúria Canibal

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O vocalista dos Mão Morta fala de lugares de evasão, à volta (ou dentro) de Braga, onde vive. A banda lançou recentemente o novo disco, No Fim Era o Frio, que apresenta ao vivo nesta quinta, 31, no Cine-Teatro Louletano, em Loulé. Na sexta, 1, vai estar na FNAC Chiado, em Lisboa, para uma sessão de autógrafos

1.“Os Cantos de Maldoror”, de Conde de Lautreamont
A primeira leitura, na adolescência, deixou marcas profundas. Adolfo destaca “a incontinência da linguagem e a violência das imagens”. Guarda diferentes edições da obra fantástica, escrita entre 1868 e 1869, que relê regularmente. “Estou sempre a descobrir coisas novas.” Com os Mão Morta transpôs o livro para um espetáculo multimédia, que lhe deu “particular prazer”.

2. Jardim do Palácio dos Biscainhos, Braga

É um dos poucos exemplares de jardins barrocos de Braga, pequeno, mas com toda a simetria e diversidade arbórea. “Não é muito conhecido, mas é muito interessante”, sublinha o músico

3. Parque da Peneda-Gerês
A proximidade entre Braga e o parque nacional permite deslocações rápidas. “Faço uns bons quilómetros de caminhadas, muitas vezes a atravessar as serras. Há sempre trilhos para descobrir e a emoção da Natureza pura é incomparável”, diz.

4. Bom Jesus do Monte, Braga
O santuário é outro dos locais eleitos para um passeio. “Para lá da igreja, do escadório e dos lagos, tem uma mata onde não vai quase ninguém e onde posso soltar a cadela.” E curiosidades, como o funicular movido a água, a parede sussurrante e a estrada “mágica” a contrariar os sentidos.

5. Praias da Costa Norte
Perto de Braga não lhe faltam praias calmas, sobretudo no inverno, para passear a cadela. “Gosto de estar à vontade.” Tem uma ligação antiga a Ofir, “desde os 11 anos que vou para lá” e, mais a norte, procura a do Carreço ou a do Forte do Cão. No verão, prefere refugiar-se nas praias da ria de Vigo, “quase desertas, com águas calmas, quentes e transparentes”.

6. Fundação de Serralves, Porto

A relevância da programação faz da instituição, defende Adolfo, “a mais emblemática do Norte de Portugal, relativamente à arte moderna e contemporânea.”