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5 (boas) exposições em Lisboa – para ver no fresquinho do ar condicionado

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Arte islâmica, os graffitis de Banksy, Vieira da Silva num centro comercial, os 120 anos de Sarah Affonso. Seleção de cinco (boas) exposições em Lisboa, para ver no fresquinho do ar condicionado

Alexandre Paulo

D.R.

1. "O Gosto pela Arte Islâmica", Fundação Gulbenkian

Na Fundação Gulbenkian, a principal exposição comemorativa dos 150 anos do nascimento de Calouste Gulbenkian lança um novo olhar sobre a sua coleção de arte do Médio Oriente. O Gosto pela Arte Islâmica mostra como Gulbenkian foi construindo a sua coleção de arte islâmica (com 750 peças), revelando, ao mesmo tempo, um mundo em mudança: o declínio do Império Otomano, o colonialismo, as duas guerras mundiais. Com curadoria de Jessica Hallet, a exposição reúne peças da coleção de arte, tapetes e livros raros, bem como objetos de outros museus, como o Louvre, o Metropolitan Museum of Art e o Victoria & Albert Museum. Fundação Calouste Gulbenkian > Av. De Berna, 45ª, Lisboa > T. 21 782 3000 > até 7 out, qua-seg 10h-18h, sex até às 21h > 5€

2. "Vieira da Silva. Exposição Imersiva", Centro Comercial Colombo

Na praça central do Centro Comercial Colombo estão mais de 35 obras de Maria Helena Vieira da Silva, apresentadas de forma inédita, através de animações, efeitos imersivos e desconstruções de quadros reconhecíveis da pintura portuguesa, como Atelier Lisbonne (1934-1935) ou La Fête à Tanagra (1953), como de outros registos menos óbvios. Uma exposição para experimentar, mais do que contemplar. Centro Comercial Colombo > Av. Lusíada, Lisboa > T. 21 711 3600 > até 26 ago, seg-dom 9h-24h > grátis

Love Is in the Air

Love Is in the Air

D.R.

3. "Banksy: Génio ou Vândalo?", Cordoaria Nacional

A mostra itinerante Banksy: Génio ou Vândalo? traz a Lisboa 70 obras do mais influente graffiter contemporâneo, cedidas por colecionadores privados: há originais, esculturas, instalações, vídeos, fotografias, e uma peça audiovisual com pistas para adivinhar a identidade do graffiter – uma ironia, já que Banksy a camufla ciosamente (e alimentou a mística que levou muitos a compararem-no com Basquiat e Keith Haring). Av. da Índia, Lisboa > T. 21 363 7635 > até 27 out, dom-sex 10h-19h, sáb 10h-20h > €6 a €13 (há ainda modalidade de compra online com marcação de hora do bilhete)

Estampa popular (1937), de Sarah Affonso

Estampa popular (1937), de Sarah Affonso

4. "Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho", Fundação Gulbenkian

Os 120 anos do nascimento de Sarah Affonso são assinalados, na Fundação Gulbenkian, com as ligações da sua obra ao Noroeste português: o brilho do ouro nos trajes tradicionais, as cores das romarias, as cenas rurais... Para melhor contextualizar estes trabalhos da artista portuguesa, na exposição podem ver-se também objetos, têxteis e ourivesaria da cultura minhota. Fundação Calouste Gulbenkian > Av. de Berna 45A, Lisboa > T. 21 782 3000 > até 7 out, qua-seg 10h-18h > €3

5. "Brincar Diante de Deus. Arte e Liturgia: Matisse, Vieira da Silva e Lourdes Castro", Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

A celebrar 25 anos de abertura ao público, o Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva reúne obras de três artistas, criadas para espaços religiosos ou para usar durante o culto. A exposição Brincar Diante de Deus. Arte e Liturgia inclui, entre outras peças, os paramentos criados por Lourdes Castro, nunca antes expostos, idealizados para a capela Árvore da Vida do seminário de Braga; as imagens dos vitrais projetados por Vieira da Silva para a Igreja de Saint-Jacques de Reims em 1966 ou as vestes litúrgicas realizadas por Matisse para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Vence. Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva > Pç. das Amoreiras, 58, Lisboa > T. 21 388 0044 > 4 jul-27 out, ter-dom 10h-18h > €5

Os paramentos criados por Lourdes Castro

Os paramentos criados por Lourdes Castro

D.R.