Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

Abençoado lúpulo: Os melhores sítios, em Lisboa e no Porto, para beber cerveja artesanal

Sair

Em Lisboa e no Porto, traçámos o mapa das cervejas artesanais. Eis 17 sítios para beber o néctar – dos bares e brewpubs aos taprooms dos produtores nacionais

No Crafty Corner, no Cais do Sodré, Lisboa, peça-se os tasting paddles com cinco ou 12 variedades de cervejas artesanais

No Crafty Corner, no Cais do Sodré, Lisboa, peça-se os tasting paddles com cinco ou 12 variedades de cervejas artesanais

1. Crafty Corner, Lisboa

Neste bar, no Cais do Sodré, tudo merece ser apreciado. Primeiro, a decoração, do lustre ao chão, passando pelo bonito armário azul e pelas escadas em caracol com rendilhado em ferro, que dá acesso à mezanine. Em seguida, as cervejas artesanais ali à prova, produzidas maioritariamente na zona da Grande Lisboa. Para evitar hesitações, no momento do pedido, peça-se os tasting paddles com cinco (€10) ou 12 variedades (€24), a melhor forma de ficar a conhecer o produto-forte da casa.

Por agora, a ementa só apresenta duas referências do Porto – a Nortada e a Post Scriptum –, pois “o foco são as cervejas artesanais produzidas desde o Montijo até Sintra”, explica Patrick Mills, gerente do Crafty Corner. “Queremos distinguir-nos dos demais bares pelos nossos tasting paddles, os únicos só com cervejas lisboetas, mas também pelas asas de frango, que já tem muitos apreciadores e, claro, pela decoração”, resume Patrick. Os primeiros sábados de cada mês são dedicado à música swing, um estilo de jazz muito popular na década de 1930, que neste bar põe os funcionários (vestidos com suspensórios e laço), e clientes também, a dançar e a cantar. R. Bernardino Costa, Lisboa > T. 96 993 4026 > seg-dom 16h-2h

Na Oitava Colina, as cervejas podem ser saboreadas no seu TapRoom ou no Quiosque, na Graça

Na Oitava Colina, as cervejas podem ser saboreadas no seu TapRoom ou no Quiosque, na Graça

Marcos Borga

2. Oitava Colina, Lisboa

No bairro da Graça há, desde o início do verão passado, duas paragens obrigatórias, com assinatura da Oitava Colina, a marca de cerveja artesanal criada pelos irmãos Pedro e Sérgio Romão, com o mestre cervejeiro Fernando Gonçalves e mais dois sócios, a caminho dos cinco anos de atividade. Na Rua Damasceno Monteiro, no número 8A (coincidência feliz), encontra-se o Taproom, com uma ementa baseada em finger food que combina, na perfeição, com as cervejas que saem das dez torneiras (€2 a €4,30, 25cl; €4,50 a €7,80, 50cl).

Para cada um dos três hot dogs (€8) há uma cerveja apropriada: o amargo da Urraca vai suportar o picante do banh mi com salsicha krakauer, pickles daikon, coentros, maionese e molho sriracha; já a Florinda alia o adocicado do seu malte de caramelo à doçura da maçã caramelizada do cheddar-apple com salsicha thüringer; a opção feita com salsicha veggie e coleslaw vai bem com a Vila Maria, mais leve. Ali perto, no Largo da Graça, a Oitava Colina ocupou o antigo quiosque da Carris, de 1928, agora com esplanada. Aqui, sugere-se a Urraca, uma India Pale, de sabor amargo, rica em maltes e aromas cítricos, ou a Zé Arnaldo, uma Robust Porter, de cor escura, cremosa e com espuma densa. Sempre com o Elétrico 28 a passar. Taproom Oitava Colina > R. Damasceno Monteiro, 8A, Lisboa > ter-dom 16h-23h, sex-sáb 12h-1h > prova cinco copos €7 > Quiosque Oitava Colina > Lg. da Graça, Lisboa > T. 96 397 2091 > ter 12h-20h, qua 16h-21h, qui 16h-22h, sex 16h-24h, sáb 12h-24h, dom 12h-22h

O Bairro da Cerveja, em Marvila, junta três cervejeiras: a MUSA (de (Bruno Carrilho, Nick Rosich e Nuno Melo, na foto), a Dois Corvos e a Lince

O Bairro da Cerveja, em Marvila, junta três cervejeiras: a MUSA (de (Bruno Carrilho, Nick Rosich e Nuno Melo, na foto), a Dois Corvos e a Lince

D.R.

3. MUSA, Dois Corvos, e Lince, Lisboa

Marvila, o Bairro da Cerveja vem substituir provisoriamente, por motivos de registo, a anterior designação Lisbon Beer District. Muda-se o nome, mas o objetivo desta parceria que une as cervejeiras artesanais Dois Corvos, Lince e MUSA (Bruno Carrilho, Nick Rosich e Nuno Melo), as três em Marvila, mantém-se intacto. Seduzidas pelos preços mais convidativos e espaços amplos, mas também pelo ambiente cultural que se vive nesta zona da cidade, estas cervejeiras instalaram aqui as suas fábricas – no caso das marcas Dois Corvos e MUSA, com bar aberto aos apreciadores de cervejas artesanais.

A primeira iniciativa conjunta surgiu em outubro de 2017, com a realização da Oktober Festa, inspirada no grande festival de cerveja alemão, mas numa versão portuguesa. “Já estamos a preparar a 3ª edição, que vai decorrer em outubro, em que planeamos convidar outras cervejeiras, lançar uma nova cerveja e ter concertos e animação de rua”, diz Susana Cascais, da Dois Corvos. Pelo meio, em junho, e à boleia dos Santos Populares, também querem organizar uma festa. Até lá, visitem-se as fábricas e os respetivos taprooms e faça-se um brinde com estas marcas lisboetas. MUSA > R. do Açúcar, 83, Lisboa > T. 21 387 7777 > seg-qui, dom 16h-23h, sex-sáb 16h-24h > Dois Corvos > R. Capitão Leitão, 94, Lisboa > T. 21 138 4366 > seg-qui, dom 14h-23h, sex-sáb 14h-1h > Lince > R. do Açúcar, 76, Arm. 8, Lisboa > T. 21 584 6678 / 91 528 6975 > por marcação

O DeBru é a nova cafetaria e bar dedicada à cerveja artesanal, onde se promovem workshops

O DeBru é a nova cafetaria e bar dedicada à cerveja artesanal, onde se promovem workshops

Diana Tinoco

4. DeBru, Lisboa

A cerveja artesanal é o cartão de visita do novo bar e cafetaria DeBru, aberto em dezembro, perto do Campo Mártires da Pátria. Nas seis torneiras “correm” desde a vizinha A.M.O, produzida a cerca de 200 metros, até à MUSA, fabricada em Marvila, não esquecendo outras mais distantes, em Portugal e no mundo. A ideia de fazer uma marca própria está também nos projetos do brasileiro Henrique Melo, o proprietário, recém-chegado de Perth, na Austrália, onde esteve durante 12 anos, oito dos quais a trabalhar numa coffeeshop.

Mais do que um bar, o DeBru “foca-se na arte de fazer coisas”, diz Henrique, seja na área das cervejas, com workshops dedicados à bebida, seja na área cultural, com concertos e exposições. Mas também pretende “educar as pessoas, por isso não podemos cobrar preços de turista” (a partir de €1,70, copo 20 cl). E a julgar pela quantidade de gente, de copo na mão, à porta ou lá dentro, parece que a vizinhança já descobriu o DeBru. R. Luciano Cordeiro, 2C, Lisboa > seg-qui 11h-24h, sex-sáb 11h-2h

5. Cerveteca, Lisboa

Conta já com cinco anos aquele que foi o primeiro bar, dedicado, em exclusivo, à cerveja artesanal, a abrir em Lisboa. Ali, à venda, estão mais de 100 referências, entre marcas portuguesas e estrangeiras. A carta da Cerveteca não é fixa, por isso, há sempre novidades, seja nas 14 torneiras à pressão seja em garrafa. Entre as mais vendidas, destacam-se a weissebier da Weihenstephaner (Alemanha), as India Pale Ale e Cannonball da MagicRock (Inglaterra), a Urraca da Oitava Colina (Portugal).

Nas raridades, há algumas marcas de difícil acesso e edições especiais como as Black Damnation ou a Zombienation da Struise (Bélgica). A propósito do aniversário, estão a organizar até 31 de maio, sempre no último dia de cada mês, uma festa de celebração, com um pequeno concerto (jazz, punk, música clássica...) e, claro, cervejas artesanais. Pç. das Flores, 62, Lisboa > seg-qui, dom 15h30-1h, sex-sáb até 2h

No 21 Brewpub, no bairro lisboeta da Graça, produz-se a cerveja Gallas

No 21 Brewpub, no bairro lisboeta da Graça, produz-se a cerveja Gallas

Marcos Borga

6. 21 Brewpub, Lisboa

Desde a produção de cerveja artesanal até à sua prova, tudo se concentra num prédio na Graça. Na cave, funciona, há cerca de um ano, a fábrica da cerveja Gallas e, desde o verão passado, no piso térreo, o bar 21 Brewpub, de ambiente descontraído, com dez torneiras (€2,60 a €3,60, 25 cl; €4,95 a €6,90, 50cl), de onde sai a cerveja de produção própria. Destas variedades, destacam-se a Caparipa, um chope de cor clara, refrescante e aromática; a Wit Cinco de Abril, feita de casca de laranja do Algarve, sementes de coentro e gengibre; e a Dona Filipa, inspirada na rainha de Portugal, a mais frutada e mais alcoólica, com 9% de álcool. Na lista de referências engarrafadas há mais 180, fica o aviso.

O bar funciona também como laboratório, pois os clientes são convidados a experimentar as novas invenções. “As mais votadas ficam disponíveis”, explica Gustavo Gallas, o proprietário. Para acompanhar, há petiscos pensados para harmonizar com as cervejas: hambúrguer de maminha, queijo emmental e bacon (€3,40), nachos (€3,40), queijo brie com geleia (€3,90), entre outras opções. “Fazer cerveja é uma espécie de alquimia, há que misturar ingredientes e provar como se fôssemos chefe de cozinha. Mas, acima de tudo, é preciso gostar”, afirma o carioca Gustavo, que escolheu o número 21, prefixo telefónico do Rio de Janeiro, onde nasceu, e de Lisboa, o local que escolheu para viver, para dar nome ao bar. R. Angelina Vidal, 53A, Lisboa > seg-qui 17h-24h, sex-sáb 17h-2h, dom 17h-22h

7. Artesanalis - Bottle Shop, Lisboa

Nesta loja/bar, em Alvalade, Martha Varella e Pedro Mendes só têm cerveja artesanal engarrafada, à exceção de uma torneira, de onde sai, à pressão, uma novidade ou uma marca que querem dar a conhecer. Nas prateleiras, há mais de uma centena de referências, de vários países: Portugal, Bélgica, Brasil (país de origem do casal), entre outros. Para serem consumidas ali mesmo, acompanhadas de petiscos vegan, ou para levar para casa. S.L.F. R. Acácio de Paiva, 9A, Lisboa > T. 21 247 2063 > ter-qui 15h30-21h30, sex-sáb 15h30-22h, dom 15h30-20h

8. Lx BRewery, Lisboa

Nesta produtora, há quatro referências fixas à prova: Rye IPA, Black Rye IPA, Fresh Pale Ale e a Bang Bang Bock. Mais uma, a Crazy Batch, que tanto pode ser uma cerveja loura, preta, mais amarga, com frutas. Para lá da fábrica e da Tap Room (com 4 torneiras, e mais 2 previstas para este mês), a Lx Brewery partilha ainda as instalações com a Oficina da Cerveja, que fornece tudo o que é preciso para fazer cerveja em casa. R. do Funchal, 5, Lisboa > T. 91 155 5851 > ter-qui 14h-19h, sex-sáb 19h-24h

No novo bar Canil, na Baixa lisboeta, há 32 torneiras de cerveja artesanal

No novo bar Canil, na Baixa lisboeta, há 32 torneiras de cerveja artesanal

Jose Carlos Carvalho

9. Canil, Lisboa

Quando nos sentámos ao balcão do Canil, na Baixa, não resistimos a contar o número de torneiras. São 32, dizem prontamente os funcionários, habituados a este ritual por parte dos clientes. “Fiz a minha pesquisa e, até ao passado domingo, não havia outro bar com tantas torneiras em Portugal”, garante Ariane Monteiro, proprietária do bar, aberto no final de janeiro. É Leandro, o seu marido, o responsável pelas receitas das cervejas com a marca da casa (seis, no total). O que começou por ser um hobby no Brasil, para servir em “aniversários e churrascos com os amigos”, conta Ariane, transformou-se num negócio sério em Lisboa.

As cervejas da marca Canil são produzidas na Sadina, em Setúbal, e na Beertec, em Queluz, mas num futuro próximo esperam vir a ter a sua própria fábrica. A Canil Weiss, feita com meloa e manjericão, é mais leve e ideal para dias quentes; a Belgian Blond Ale, de travo doce, é fácil de beber, mas “matreira” porque não faz notar os seus 7% de álcool. Já a Russian Imperial Stout, muito complexa e de sabor a café, chocolate e baunilha, é a mais alcoólica (10,8%). Para experimentar, sugere-se a happy hour (segunda a sexta, das 17h às 19h30), em que cada cerveja custa 1 euro. Nas restantes torneiras, há cervejas artesanais portuguesas que se bebem acompanhadas por petiscos. À garrafa, contam-se cerca de 100 referências, nacionais e internacionais. “Não temos concorrentes, temos confrades”, diz Ariane, que acredita que no Canil há cerveja para todos os paladares. R. dos Douradores, 133, Lisboa > T. 21 156 3844 > seg-dom 11h-2h

O Hop Trip é petfriendly e os clientes contam sempre com a companhia de Spuma, a cadela de Vivianny Caldeira e Odair Júnior, os proprietários

O Hop Trip é petfriendly e os clientes contam sempre com a companhia de Spuma, a cadela de Vivianny Caldeira e Odair Júnior, os proprietários

Lucília Monteiro

10. Hop Trip, Matosinhos

Há muito da história de Vivianny Caldeira, 38 anos, e Odair Júnior, 39, no Hop Trip, aberto em Matosinhos, no verão passado. Seja nos cachecóis, cartazes e bandeiras de diversos países, onde o casal esteve e que decoram este lugar, seja na variedade de cervejas artesanais disponíveis. Foi nos pubs de Dublin, na Irlanda, onde viveram, que surgiu a paixão pela bebida. “Fomos para fazer intercâmbio e estudar inglês, mas ficámos três anos”, conta Odair. O casal ainda voltou ao Brasil, país de origem, mas a ideia de viver na Europa falou mais alto, e fez de novo as malas.

Com 15 torneiras de pressão, 11 portuguesas e quatro estrangeiras, e algumas dezenas de opções em garrafa, o Hop Trip tem sempre novidades, para surpreender os clientes. Daí que a longa carta afixada na parede, escrita à mão, vá mudando quase diariamente (€1 a €5,50). Também há petiscos, como batatas fritas, coxinhas, tábuas de queijos e de enchidos. E ainda degustações e lançamentos de cerveja, e encontros para ver um jogo de futebol, que garantem festa animada e casa cheia. “Sempre tem gente aqui, e os clientes acabam virando amigos”, garantem Vivianny e Odair. R. Heróis de França, 617, Matosinhos > T. 93 467 2581 > ter-qui, dom 16h-24h, sex-sáb 16h-2h

No Gulden Draak Bierhuis, no Porto, há mais de 120 referências de cerveja artesanal

No Gulden Draak Bierhuis, no Porto, há mais de 120 referências de cerveja artesanal

D.R.

11. Gulden Draak Bierhuis, Porto

A alentejana Barona é a única referência portuguesa neste bar. Entre as 12 torneiras de pressão, todas estrangeiras, apenas quatro mudam, as restantes oito são fixas e pertencem à marca belga Van Steenberge, a mesma que produz a Gulden Draak. Entre ruivas, loiras, morenas e pretas, servidas em copos de 33 e 40 cl (€3,50 a €7) ou em garrafa, há mais de 120 referências, de todos os estilos. Para partilhar, servem-se bolinhas de queijo com chouriço, salame com mostarda e bruscheta de presunto (€4). R. José Falcão, 82, Porto > T. 91 675 1359 > seg-qui 18h-1h, sex-sáb 18h-2h

12. Avalon Beergarden, Porto

É o único bar-terraço do Porto onde a cerveja artesanal é servida ao som de gaitas de foles e rock celta. Além da Endo Bélico Rising (€2,50 a €4), feita em exclusivo pela portuguesa D’Os Diabos, encontram-se 12 torneiras de pressão (€3 a €5,50), com marcas nacionais e estrangeiras. Só falta referir as tapas originais: gróvios (farinha de bolota e broa de Avintes, €6,90), druídica (cogumelos recheados envoltos em massa folhada, €8,50) e lancelot (pedaços de vitela com sidra, maçã e canela, €8). R. do Bonjardim, 680, Porto > T. 96 200 2820 > ter-qui 17h30-24h, sex-sáb 17h30-1h

João Oliveira é o proprietário da Colossus, marca de cerveja artesanal que acaba de abrir um bar na fábrica

João Oliveira é o proprietário da Colossus, marca de cerveja artesanal que acaba de abrir um bar na fábrica

Lucília Monteiro

13. Colossus, Porto

Wonderlust, Adamanteia e Vasco são os três rótulos-base (há um quarto a caminho, que deverá chegar ao mercado em abril) do portefólio da Colossus, criada em 2015, que acaba de abrir um bar na fábrica. “Permite estar mais próximo do cliente”, diz João Oliveira, o proprietário. Embora só agora tenha sido concretizada, a ideia “já existia desde a criação da empresa”, garante. Por isso, escolheu o centro da cidade para instalar a fábrica.

Ali, servem também edições especiais, como é o caso da cerveja de melancia (€4). A carta inclui ainda sanduíches várias (€2 a €5) e, para levar para casa, há um pack de seis cervejas e um copo (€21). Na agenda do bar constam workshops ligados à temática da cerveja, exposições, concertos e uma noite de quizz. Até porque, diz João Oliveira, aqui não se bebe para esquecer, mas para lembrar. R. Dom João IV, 679, Porto > T. 22 205 9118 > qua-sáb 18h-24h

14. Dickens, Porto

Recria o espírito de um pub inglês, com cervejas a rodos, decoração carregada de velharias e televisão sintonizada no desporto. Em destaque, nas torneiras, está a Dickens Pub, uma pilsener artesanal, não pasteurizada e não filtrada. Entre as cerca de 40 referências de cerveja, há outras preciosidades, como a La Rosa IPA, com estágio em barricas de vinho do Douro, a belga Le Fort Tripel ou a holandesa La Trappe Quadrupel. Para acompanhar, há bifes do lombo, asas de galinha com molho picante, pregos e outros pratos apurados, a pedir uma bebida. J.L. Av. da Boavista, 901, Porto > T. 22 110 7805 > dom-qua 18h-1h, qui-sáb 18h-2h

A abertura do brew pub, paredes meias com a fábrica da Nortada, foi decisiva para a afirmação da marca

A abertura do brew pub, paredes meias com a fábrica da Nortada, foi decisiva para a afirmação da marca

D.R.

15. Nortada, Porto

Conseguem conciliar o melhor de dois mundos. Uma produção avultada, tal como as grandes cervejeiras, com as melhores matérias-primas, à semelhança de outras marcas. “Queremos democratizar a cerveja artesanal”, sublinha Pedro Mota, CEO da Nortada. A abertura de um brew pub, em fevereiro de 2018, paredes meias com a fábrica, no coração do Porto, foi um passo decisivo para a afirmação da Nortada.

Ali, servem as sete variedades disponíveis (Lager, Dark Lager, Vienna Lager, Brown Porter, Indian Pale Ale, Weiss Bier e Imperial Stout), com a descrição do respetivo perfil, grau alcoólico e escala de amargor, além de lançamentos especiais, como aconteceu há dias com a Bob Barley, uma cerveja de cânhamo, que “teve uma aceitação excelente”, conta Pedro Mota. Para comer, há várias sugestões que combinam com os sabores do malte, desde tábuas de queijos e enchidos a caris, pregos e hambúrgueres. As noites temáticas são particularmente animadas, com quiz à quarta, preços mais baixos à quinta, concertos ou stand-up à sexta, novamente concertos ao vivo ao sábado e jam sessions ao domingo. J.L. R. Sá da Bandeira, 210, Porto > T. 22 018 1000 > ter-qui 12h-24h, sex-sáb 12h-2h, dom 17h-1h

Na Levare, além dos cinco estilos-base de cerveja artesanal, há, todos os meses, edições especiais para provar

Na Levare, além dos cinco estilos-base de cerveja artesanal, há, todos os meses, edições especiais para provar

Lucília Monteiro

16. Levare, Porto

“É tudo feito à vista do cliente”, diz Adriano Dias, pai de Edgar Dias, 36 anos, o mestre cervejeiro, quando nos recebe à entrada da Levare, na Praça da Batalha. No edifício, um quatro-em-um que junta fábrica, restaurante, brew pub e beer garden, encontram-se os cinco estilos-base que produzem (lager, brown porter, witibier, american IPA e belgian tripel) com a marca Levare – em garrafa, com rótulos que mostram pontos turísticos do Porto, e à pressão (€1,70 a €4,40), a sair diretamente “da cuba para o copo”.

Depois de 27 anos a viver no Rio de Janeiro, a família Dias regressou à cidade de origem, em 2017, para fazer cerveja artesanal. “É algo comum por lá”, conta Edgar, que, depois de apresentar já este ano a Marshmallow, vai lançar este mês duas edições especiais: a Dark Moon Roow (disponível a partir desta sexta, 8) e a Saison Daddy (no dia 19). Os clientes, diz pai e filho, mais do que estilos diferentes, pedem novas experiências. Na ementa, sugerem-se petiscos para partilhar (4 petiscos €15, 8 petiscos €29) harmonizados com cerveja (5 estilos, €15). Para fins de tarde animados, bem no centro da cidade. Pç. da Batalha, 12, Porto > T. 22 205 9118 > seg-ter, qui e dom 12h-23h, sex-sáb 12h-24h

Bicho do Mato, resulta da parceria entre o chefe Ljubomir Stanisic, do restaurante 100 Maneiras, e a Cerveja Letra

Bicho do Mato, resulta da parceria entre o chefe Ljubomir Stanisic, do restaurante 100 Maneiras, e a Cerveja Letra

Fabrice Demoulin

Cerveja de chefe

Nestes restaurantes, também se serve cerveja artesanal

Quorum, Porto
Há três cervejas produzidas no restaurante do chefe Tiago Santos, em Lisboa: a Baltic Porter, para pratos de peixe; a Scotish Super Dry Stout, que vai bem com carne; e a Belgian Sour Ale, para as sobremesas.

100 Maneiras, Lisboa
Ljubomir Stanisic juntou-se à Cerveja Letra e da parceria resultou a Bicho do Mato. Feita com ras el hanout (especiaria marroquina), faz parte do menu de degustação do restaurante no Bairro Alto, acabadinho de reabrir no Bairro Alto, na Rua do Teixeira, mas agora no número 39.

O Paparico, Porto
No restaurante do Porto, a Harmonias resulta da parceria com o mestre cervejeiro Arménio Martins, da Sovina. Uma cerveja maturada em barricas de vinho do Porto, perfeita para harmonizar com qualquer prato da carta.