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Depois da sobremesa, faz-se a festa no restaurante Praia no Parque, em Lisboa

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Diz quem sabe que encerrar um restaurante numa só narrativa é coisa do passado. O que está a dar é ir jantar e, à sobremesa, já estar tudo em modo de festa, como neste novo dois em um lisboeta: o Praia no Parque

Às quintas, sextas e sábados, depois do jantar, o restaurante transforma-se numa pista de dança

Às quintas, sextas e sábados, depois do jantar, o restaurante transforma-se numa pista de dança

Luis Barra

Assim que o último cliente pede a sobremesa, o restaurante, que até então estava compostinho, rebenta em festa. As luzes baixam, a cabine do DJ, que normalmente está a um canto da sala, vem para mais perto das mesas e de lá sai uma daquelas músicas irresistíveis. É Nuno Santana, um dos cinco sócios, que assim classifica a canção que abre a pista do Praia no Parque, todas as quintas, sextas e sábados, depois do jantar. No bar, há cocktails de assinatura e uma lista imensa de bebidas, para acompanhar a animação na pista improvisada. Dança-se em todo o lado.” Os empregados têm de jogar com isso, levantando mesas por entre as pessoas, numa espécie de coreografia ensaiada.

Nem só de dança vive este novo dois em um, que veio ocupar o Botequim do Rei, no cimo do Parque Eduardo VII. Aqui almoça-se, janta-se e bebe-se um copo ao balcão. É nesta zona que vemos o primeiro grou-coroado embalsamado, de asas abertas e de olhar fixo nas mesas. O segundo está escondido atrás das cortinas pretas de veludo, que fazem a transição para as casas de banho. Também existe um pavão, bem enquadrado no fundo da sala, em frente a umas cortinas douradas. Poderíamos passar o resto do texto a falar de outros pormenores de decoração, porque são muitos, mas preferimos ocupar a página destacando as enormes janelas, de alto a baixo, que realçam a paisagem lá fora – o verde do parque e o enorme lago, onde as gaivotas mergulham.

À mesa, a maior dificuldade estará na escolha. A ementa é muito transversal, quer em opções quer em preços. Será possível comer por 20 e poucos euros, mas também se pode gastar centenas caso se escolha os cortes de carne mais caros (o Tomahawk custa 76 euros, mas vem um quilo para a mesa). Há 13 tipos, mas a matéria-prima é de alta qualidade. A fórmula parece-se ao Praia na Vila, o restaurante dos mesmos donos, que fica em Vilamoura e que só abre dois meses por ano. Aqui, aposta-se mais na originalidade (aconselhamos o ceviche de carapau, €15). No campeonato dos acompanhamentos, não pode falhar o puré trufado (€7), o esparregado (€5) ou a mandioca frita (€7). E nem importam as calorias; elas serão desmoídas assim que a festa começar.

Luis Barra

Como só inaugurou há um mês, o Praia no Parque ainda não lançou a ementa para quem prefere comer ao balcão, mas está para breve. E, em maio, quando o tempo estiver melhor, abrirá a esplanada.

Praia no Parque > Av. Sidónio Pais, 24, Parque Eduardo VII > T. 96 884 2888 > dom-qua 12h-1h, qui 12h-2h, sex-sáb 12h-3h