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O Fórum do Futuro, no Porto, regressa ao passado para compreender o presente

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Ágora Club é o tema do quinto Fórum do Futuro, o festival do pensamento que a partir deste domingo, 4, e até dia 10, debate a influência da Antiguidade na cultura contemporânea, em vários palcos do Porto. Saiba, em sete pontos, os destaques do programa que conta com 52 convidados, de 17 países

A companhia mala voadora recria, na sua sede, a história do mundo através de corpos pintados na performance 'As Metamorfoses de Ovídio'

A companhia mala voadora recria, na sua sede, a história do mundo através de corpos pintados na performance 'As Metamorfoses de Ovídio'

1. O tema
A quinta edição do festival do pensamento poderia resumir-se a esta frase, deixada por Guilherme Blanc, comissário do Fórum do Futuro: “Por que razão não nos conseguimos libertar da Antiguidade dita ‘clássica’ e sair do ‘cânone’ europeu?” Sob o tema Ágora Club, vários pensadores (52 convidados, de 17 países) refletem, durante sete dias, sobre a manifestação da Antiguidade na cultura contemporânea.

2. O princípio e o fim
À semelhança de uma peça clássica grega, a abertura e o encerramento organizam-se em vários atos. A abertura, moderada por André E. Teodósio (dom, 4, 16h) junta, no Rivoli, o artista libanês Ali Cherri, a artista chinesa Guan Xiao e a ativista russa Nadya Tolokonnikova (Pussy Riot). O último dia, 10, contará com a arquiteta e curadora Eva Franch, Guan Xiao (com o vídeo David sobre a famosa escultura de Michelangelo) e com o multipremiado ensaísta e romancista indiano Pankaj Mishra.

3. Da ciência à arquitetura
Convidados de renome fazem parte do programa. Como o astrofísico suíço Michel Mayor, especialista em planetas fora do Sistema Solar (seg, 5, 21h30), ou o arquiteto japonês Toyo Ito (7 nov, 17h), Prémio Pritzker 2013, que analisa a importância da intervenção em ruínas resultantes de desastres naturais. O artista francês Christian Boltanski (8 nov, 19h) falará sobre “transmissão”: as narrativas que “determinam a nossa memória histórica”.

A escritora canadiana Margaret Atwood, autora de 'Handmaid's Tale' (A História de uma Serva), vai refletir sobre a importância da mitologia na sua obra

A escritora canadiana Margaret Atwood, autora de 'Handmaid's Tale' (A História de uma Serva), vai refletir sobre a importância da mitologia na sua obra

4. Da literatura à dramaturgia
A escritora canadiana Margaret Atwood, autora de Handmaid's Tale (A História de uma Serva), revisita o papel das mulheres nos mitos clássicos (qui, 8, 21h30). O dramaturgo britânico Martin Crimp conversa (qua, 7, 19h) sobre a atualidade de peças de Sófocles, Ésquilo ou Eurípedes. O filósofo Maurizio Lazzarato (seg, 5, 19h), o crítico Hans-Thies Lehmann (ter, 6, 19h), a escritora Marina Warner (qua, 7, 21h30), a dupla de artistas Mary Reid Kelley e Patrick Kelley (qui, 8, 17h) são outros nomes a ter em conta.

5. As performances
O coreógrafo Trajal Harrel apresenta duas criações: In the Mood for Frankie (4 nov, 21h30, Ateneu), e Antigone Jr. ++ (ter, 6, 19h, Rivoli). Nos dias 7, 8 e 9, das 12h30 às 15h30, a artista e coreógrafa Alexandra Pirici apresenta Parthenon Marbles, no Palácio da Bolsa. A companhia mala voadora recria, no seu espaço, a história do mundo através de corpos pintados na performance As Metamorfoses de Ovídio (9 nov, 23h30).

6. Um filme e um concerto
O documentário What is Democracy? da realizadora Astra Taylor, ativista e também autora de Zizek!, é exibido no Cinema Trindade (9 nov, 19h). Os espanhóis Candeleros encerram o festival (10 nov, 23h30) ao som de cúmbias, o ritmo colombiano de origens ancestrais.

7. Os palcos
São vários os palcos do Fórum do Futuro. Além do Rivoli Teatro Municipal como quartel-general, juntam-se a Casa da Música, o Palácio do Bolhão, o Museu de Serralves, o Teatro Carlos Alberto, o Cinema Trindade e o Ateneu Comercial. A entrada é gratuita, embora sujeita ao levantamento de bilhetes (limitados a dois por pessoa).