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Uma viagem para lá das muralhas, de Penamacor a Marialva

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De castelo em castelo, fomos de Penamacor a Marialva à descoberta das aldeias históricas, e dos produtos e sabores da região. Uma viagem embalada por lendas e paisagens que quase pararam no tempo

Castelo de Trancoso

Castelo de Trancoso

Humberto Mouco

Ao Castelo de Penamacor chega-se de carro, por um caminho empedrado. Também se pode ir a pé a respirar o ar puro, subindo a Rua das Escadinhas, rodeada por casario antigo. Já dentro das muralhas do castelo encarrapitado na vila, situada entre a Meseta e a Cordilheira Central Ibérica, habitat natural do lince-ibérico, o relógio parece abrandar para dar tempo de apreciar a paisagem que se estende ao longo de quilómetros. E há muito para ver do cimo deste cabeço rochoso que, em dias de céu limpo, desvenda quatro serras. Mariana Vilas Boas, 30 anos, técnica há quatro anos da Naturtejo – Geoparque Mundial da UNESCO, ajuda-nos a distinguir cada uma delas. A nordeste, a da Malcata, com os seus cumes arredondados, e na sua continuidade, a serra da Gata. A oeste, fica a da Gardunha e a norte, a serra da Estrela, que se cobre de neve no inverno. Virados para sul, avistamos Monsanto, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, e para este, terras de Espanha. A torre de menagem, dentro da antiga muralha medieval, faz-nos viajar até aos tempos do reinado de Sancho I, no final do século XII, data em que o castelo foi construído. Mariana destaca ainda a torre do relógio, “um dos pontos mais imponentes desta zona”, e conta que o relógio instalado em 1956 veio substituir o anterior, do século XIX. Fora das muralhas, a poucos passos, encontra-se a Igreja da Misericórdia, de estilo manuelino, onde se destaca o púlpito construído em 1685. Por tradição, que ainda se mantém, é o sino da Misericórdia que anuncia o falecimento dos naturais de Penamacor.
mos garantir: daqui sairá com as baterias carregadas e mais leve para enfrentar a vida lá fora.

Moinho do Maneio, em Penamacor

Moinho do Maneio, em Penamacor

Humberto Mouco

No Moinho do Maneio, a oito quilómetros da vila de Penamacor, não há rede nem televisão nem nada que possa perturbar o silêncio ou distrair--nos da Natureza em volta. A propriedade, que se estende por cerca de 20 hectares, foi transformada em turismo rural e é uma boa sugestão para quem procura descanso e gosta de acordar a ouvir os passarinhos. Antes de Anabela Martins, engenheira, e Rui Marcelo, jornalista, deitarem mãos à obra, em 2002, “só havia ruínas”, diz o casal em uníssono. Com as profundas renovações, os antigos palheiros, o curral dos porcos e outras infraestruturas deram lugar a duas casas com lareira: a Alecrim e a Pipa. Esta última, que é a maior, recebe até cinco pessoas e destaca-se pela banheira feita de uma antiga pipa de vinho. Além de uma pequena cozinha de apoio, o Moinho do Maneio conta ainda com mais quartos, como o das Andorinhas, o do Amieiro e o do Trigo, com decorações alusivas aos nomes. Também não falta uma piscina, perfeita para fugir às altas temperaturas do verão na Beira Baixa. Dali até à ribeira da Bazágueda, que vem da serra da Malcata, são mais uns metros, perfeita para mergulhos ou um passeio de canoa. Por fim, sobe-se uma pequena ladeira e descobre-se um dos destaques desta casa de campo: a tenda em forma de bolha, transparente à frente e em cima, para estar mais perto da Natureza e adormecer a olhar para o céu.

Casa da Esquila, no Sabugal

Casa da Esquila, no Sabugal

Humberto Mouco

Contrabando de sabores
A pouco mais de 30 quilómetros de Penamacor, a Casa da Esquila, no Sabugal, é um restaurante gourmet rural, baseado nos produtos da região, com técnicas apuradas e surpresas à mistura. Ali, os pratos criados pelo chefe Rui Cerveira são sempre acompanhados por uma história. Por isso, aguarda-se com expectativa – e água na boca, acrescente-se – o Contrabando, um dos três menus disponíveis nesta casa aberta em 2011. Ainda antes de ir para a cozinha, o chefe atira: “Preparem-se para comer por código.” E logo se dá início ao primeiro quebra-cabeças com o briol, palavra que na época do contrabando – em finais dos anos 30, quando as guerras e a escassez de bens básicos levavam a esta prática – significava vinho tinto. O copo enche-se com um Touriga Nacional, preparando-nos para a experiência que se segue. Por esta altura, já o pão de triga-milha desaparece da mesa a bom ritmo. Tudo por causa da gulosa manteiga caseira de boletos e do azeite da região. “Já vendemos esta manteiga em Lisboa”, diz o chefe, nascido na capital, que se mudou para a terra dos seus pais há cerca de oito anos.
A refeição prossegue com as entradas: truta de escabeche, codorniz com salada de vagens verdes e bolinhos de bacalhau, entre outras iguarias que convidam à partilha. Enquanto se espera pelos pratos principais, há tempo para aprender mais palavras antigas: activa (faca), alampiosas (azeitonas) e artife gírio (pão de trigo), apenas para dar alguns exemplos. Só o coelho cozinhado a baixa temperatura com carabineiro, que chega à mesa envolvido pelo aroma do feno e da lenha do fumeiro, interrompe a lição. Sobre a Casa da Esquila, diz Rui Cerveira: “É o culminar das minhas experiências nos restaurantes por onde passei, entre eles, o Convento do Espinheiro, em Évora, e o Palácio de Seteais, em Sintra, e que, nesta terra próxima da serra da Estrela, se misturam com as minhas memórias e os bons produtos.” Seja à carta ou escolhendo um dos menus, há que ir com tempo para saborear esta cozinha regional, bem confecionada e apresentada, e dar dois dedos de conversa com o talentoso chefe, que faz sempre questão de ir à mesa cumprimentar os seus clientes. “Quero mostrar o melhor que esta terra tem”, diz. E é assim que no final do jantar, antes da meia choina (meia- -noite), nos despedimos do chefe com vontade de um dia ali voltarmos.

Sardinhas doces, receita típica conventual com origem no século XVII

Sardinhas doces, receita típica conventual com origem no século XVII

Humberto Mouco

Terra de profecias
Neste périplo pelas beiras, vale a pena fazer-se o desvio para conhecer Trancoso, de ambiente medieval e bem preservada. Assim que se chega, percebe-se que não há como fugir às sardinhas doces, doce conventual com origem no século XVII e que faz parte do receituário do Convento de Santa Clara, assim reza a História. Para “mal” dos nossos pecados, ou da dieta mais rígida, este doce de massa tenra, em forma de sardinha, recheado de amêndoas, ovos, açúcar e canela, e com cobertura de chocolate, está nas vitrinas da maioria das pastelarias trancosenses. Mas nem todas têm o sabor caseirinho das sardinhas que são feitas por Ana Morgado, 70 anos, que por simpatia esteve a cozinhar para nós. “Aprendi a receita, há muitos anos, com as senhoras antigas da terra”, conta, enquanto mexe, no tacho ao lume, a massa feita com farinha, ovos, limão e um bocadinho de canela. “Para 300 gramas de amêndoas, escaldadas para tirar melhor a pele, acrescento três dúzias de ovinhos das minhas galinhas. É tudo feitinho à mão e dá bastante trabalho”, continua. Durante cerca de uma hora e meia, o tempo que demora a fazer as sardinhas doces, Ana Morgado esforça--se por nos ensinar a receita e todos os passos necessários para conseguirmos reproduzi-la em casa. O incentivo e a sua dedicação, diga-se, foi grande, mas apostamos que não vão ter o mesmo sabor – nem nós (ou, pelo menos, a autora deste texto) teremos as mãos treinadas para tal arte.
A guloseima pede um passeio e o parque municipal de 2,5 hectares, povoado de acácias- -bastardas e sequoias, duas espécies das mais de 40 que ali existem, é o local perfeito. Queimadas algumas calorias, há que seguir caminho. A par das famosas sardinhas, Trancoso é também a terra de Bandarra, o sapateiro-profeta dos sonhos, que viveu nesta região na primeira metade do século XVI e agora tem um museu em sua homenagem no centro histórico. Na Casa Bandarra, fica-se a conhecer quem foi Gonçalo Annes Bandarra, sapateiro com dotes de adivinho e poeta, que tinha por hábito sentar-se numa pedra chamada Banco do Eco. As suas trovas foram incluídas na lista dos livros proibidos pela Inquisição, em 1581. E fazendo uso das palavras de Fernando Pessoa, que podem ler-se ali, aprende-se: “Não foi santo nem herói, / Mas Deus sagrou com Seu sinal / Este, cujo coração foi / Não português mas Portugal.”
Percorrendo a Rua da Alegria, que se enche de hortênsias, sobe-se ao planalto, a 885 metros de altitude, para visitar o Castelo de Trancoso, de traça românica/gótica e recuperado com o traço modernista do arquiteto Gonçalo Byrne.

Benditas águas
A próxima paragem faz-se em Pinhel, conhecida como Cidade Falcão há 700 anos, desde os tempos do reinado de D. João I. Na Loja de Produtos Endógenos, no centro histórico, vendem-se cavacas, um dos bolos tradicionais desta zona, compotas, azeites e vinho, “um dos principais embaixadores desta região”, começa por dizer Rodolfo Queirós, da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior. O enólogo conduz a prova de vinhos, acompanhada por queijos e cavacas, e recorda que dos 16 mil hectares de vinha na Beira Interior, cerca de seis mil estão em Pinhel. “É o concelho com mais vinha na região, onde se apanham 18 milhões de quilos de uva por ano. Aqui toda a gente tem alguém com vinha na família.” Antes de se levar o copo à boca, há mais um detalhe a ter em conta: a altitude dá acidez e frescura ao vinho. Começamos pelos brancos. Pinhel Grande Escolha, fácil de beber, seguindo-se o Aforista, mais complexo e gastronómico, com notas tropicais. E ainda o Casa Altas, que se apresenta ao paladar com uma acidez muito alta. “Não é um vinho consensual. Ou se gosta muito ou não se gosta nada”, nota Rodolfo Queirós. Após uma paragem, é a vez de se saborear os tintos. O Pala, de travo ligeiro, “praticamente não passou pelas madeiras”, e o Pinhel Celebração 65 Anos, que está “muito bem conseguido”. À saída, o enólogo chama a atenção: “Vir a Pinhel é também uma experiência de sabores.” Agradecemos a prova, e deixamos a Loja de Produtos Endógenos, que funciona no primeiro piso do Posto de Turismo, para seguirmos em direção ao castelo. Pelo caminho, o olhar distrai-se com os solares setecentistas e oitocentistas edificados fora de muralhas. E ficamos a imaginar quem seriam as famílias que ali viveram.

Picadeiro D'El Rey, em Almeida

Picadeiro D'El Rey, em Almeida

Humberto Mouco

A melhor maneira de conhecer Almeida é de charrete, com saída do Picadeiro d’El Rey. Sentado na carruagem ou ao lado do senhor Pereira, de 70 anos – o melhor lugar de todos, fica a dica –, deixe-se encantar com a vista e as histórias do condutor. Durante o passeio, que dura cerca de 15 minutos, ficamos a saber que os cavalos de patas peludas são da raça frísio, originária de Holanda, e que agora estão neste picadeiro onde se incentiva a prática da equitação. “São fortes mas não muito dados a montar”, explica o simpático cocheiro, que começou a montar aos 59 anos. São eles que nos levam a visitar as ruínas do castelo e algumas ruas desta vila de origem árabe, terminando n’O Revelim, um antigo lagar de vinho transformado, por Arlindo Vicente, em turismo de habitação com cinco quartos e bar. Escolha-se a mesa feita com o fuso do lagar para beber uma cerveja artesanal, um copo de vinho ou uma ginja caseira, que se fazem acompanhar pelos enchidos espanhóis e os queijos portugueses. Depois de feita a digestão, terminemos o dia – e a viagem, que já vai longa – rodeados pelo verde da serra. Nas Termas de Almeida Fonte Santa, que utilizam as águas que brotam nas escarpas dos montes que formam o vale por onde corre o Coa, há vários tratamentos à escolha, dependendo da “maleita”: combater o stresse, tratar doenças do aparelho respiratório ou doenças reumáticas. Uma coisa podemos garantir: daqui sairá com as baterias carregadas e mais leve para enfrentar a vida lá fora.

Loja dos produtos Endógenos, em Pinhel

Loja dos produtos Endógenos, em Pinhel

Humberto Mouco

Castelo de Penamacor
As origens recuam ao ano de 1189 (reinado de D. Sancho I).
Em 1584, depois da Batalha de Alcácer Quibir, a população de Penamacor acreditou na legitimidade de um impostor que se fez passar pelo desaparecido D. Sebastião (1568-1578).

Castelo de Almeida
Fundado no século XIII, por D. Dinis, o primitivo edifício foi transformado numa construção abaluartada.
Em 26 de agosto de 1810, durante o cerco das tropas napoleónicas, dá-se a explosão que dita a ruína do edifício.

Castelo de Trancoso
Fundado nos séculos IX-X
Foi neste castelo que D. Dinis, a 24 de junho de 1282, recebeu por esposa Isabel de Aragão, a “Rainha Santa”. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, combateu frequentemente na zona.

Castelo de Pinhel
Remonta ao início da nacionalidade portuguesa, mas há dúvidas quanto a ter sido fundado logo no reinado de D. Afonso Henriques ou no do seu sucessor, D. Sancho.
Na segunda metade do século XVII, no contexto da Guerra da Restauração, as defesas do castelo foram modernizadas. Pinhel constituiu-se, à época, no centro da defesa da região contra invasões vindas de Espanha.

Castelo de Sabugal
O castelo primitivo foi edificado por Afonso IX de Leão. Um novo edifício seria erguido em finais do séc. XIII, por D. Dinis, quando as terras de Riba-Côa foram integradas em Portugal, pelo Tratado de Alcañices.
Reza a lenda que foi neste castelo que se deu o célebre Milagre das Rosas, protagonizado por D. Dinis, que, ao desconfiar do que D. Isabel escondia no regaço, lhe terá perguntado o que levava. Ao que a “Rainha Santa” respondeu: “São rosas, senhor, são rosas!” Desconfiado, o rei acusou-a de estar a mentir, uma vez que não era possível haver rosas em janeiro. E eis que se deu o milagre…

Castelo de Marialva
De origem remota, foi mandado reconstruir por D. Sancho I, tendo sido ampliado por ordem de D. Dinis.

As ruínas do castelo de Marialva fizeram parte da coleção de crónicas Viagem a Portugal de José Saramago.

Castelo de Marialva

Castelo de Marialva

Humberto Mouco

casa da esquila
Neste restaurante, o chefe Rui Silveira trabalha os produtos da região, com técnicas apuradas e desafios à mistura.
R. da Estrada, Casteleiro, Sabugal > T. 271 381 070 > seg-dom 11h30-22h30

moinho do maneio
Nesta casa de campo, não há rede nem televisão, nem nada que possa perturbar o silêncio ou distrair o olhar da Natureza.
EM km 7,5, Bazágueda, Penamacor > T. 277 394 399 > quarto duplo a partir de €70, casa €85 (época baixa); quarto duplo a partir de €80, casa €95, bolha €100 (época alta)

O Madeiro
É junto à Igreja Matriz de São Tiago, no centro de Penamacor, que decorre a festa do madeiro. Ali, todos os anos pela altura do Natal, queimam-se os troncos de madeira, com o lume a chegar ao nível do telhado da igreja.


Museu Municipal de Penamacor
Instalado no antigo edifício do quartel militar, o museu reúne espólio arqueológico, arte sacra, coleções de numismática, entre exemplares embalsamados da fauna local, como o lince-ibérico, em vias de extinção.
Lg. Tenente Coronel Júlio Rodrigues da Silva, Penamacor > T. 277 394 106 > ter-dom 9h-12h30, 14h-17h30 > grátis

Centro Interpretativo da Memória Judaica
O museu retrata a presença judaica no concelho do Sabugal.
R. Santo Condestável, Sabugal > jan-jun, out-dez: 9h30-13h, 14h-17h30; jul-set: seg-dom 10h-13h, 14h-18h > grátis

Casas do Côro
A este charmoso enoturismo sustentável, em Marialva, pode chegar-se de carro, de helicóptero ou de barco, desde o cais do Pocinho. Tem 31 quartos que se dividem por 14 casas, spa e piscina com bar de apoio. E se tudo isto já não fosse suficiente, diga-se que não há horas para servir o pequeno-almoço.
Lg do Côro, Marialva, Mêda > T. 917 552 020 > a partir de €145

SOLAR SAMPAIO E MELO
Construído em meados do século XVII, o Solar Sampaio Melo, no centro histórico de Trancoso, foi transformado em turismo de habitação. Tem 11 quartos, biblioteca, pátio interior, sala de jogos, bar e piscina.
Lg. Dr. Eduardo Cabral, 3, Trancoso > T. 96 604 6766 > a partir de €85

ÁREA BENTA
No andar térreo, servem-se petiscos a qualquer hora do dia. Já na sala de cima, a carta é mais elaborada, baseada na cozinha regional e feita com produtos locais.
R. dos Cavaleiros, 30A, Trancoso > T. 96 631 0789 > seg-dom 12h30-15h, 19h30-22h

CASA DA PRISCA
A história desta casa, que celebrou em 2017 o seu centésimo aniversário, começou como talho ambulante. Nos anos que se seguiram, passou a fazer enchidos (chouriço, morcela, salpicão do lombo) e só mais tarde as célebres compotas (abóbora, figo, tomate…). O sucesso explica-se facilmente: o uso de carne, fruta e vegetais de qualidade, segundo os métodos e ensinamentos que foram passando de pais para filhos e de filhos para netos, ao longo de quatro gerações.
R. da Corredoura, 1, Trancoso > T. 271 817 192 > seg-dom 9h-18h30

Casa do Bandarra
Neste museu fica-se a conhecer quem foi Gonçalo Annes Bandarra, figura carismática da região.
Tv. do Poço do Mestre, Trancoso > T. 271 811 147 > seg-dom 9h-12h30, 14h-17h30 > grátis

RESTAURANTE PRIMUS
Com comida saborosa e honesta, aposta maioritariamente em pratos tradicionais.
Estr. de Vascoveiro, Pedrosa, Pinhel > T. 91 903 9555 > seg-dom 12h-15h, 19h-22h

Loja dos Produtos Endógenos
Aqui vendem-se as estaladiças cavacas, vinhos, entre outros produtos da região.
Posto de Turismo, Lg. Ministro Duarte Pacheco, Pinhel > T. 96 129 6796 > ter-dom 10h-12h, 14h-18h

Museu municipal de pinhel
Numa linguagem moderna, o museu conta a história do território desde a época pré-histórica à atualidade.
Largo Ministro Duarte Pacheco, 8, Pinhel > T. 271 410 000 > Ter-dom, 10h-12h, 14h-18h > grátis