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Social B, em Lisboa, um bar sem conceitos

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Mikas, nome essencial da noite lisboeta, abriu um novo bar onde mistura cocktails, petiscos africanos e asiáticos, e música de todos os géneros

O Social B ocupa o que outrora foi um antigo depósito de tabaco e uma antiga tasca na Rua da Boavista, na zona do Cais do Sodré. Ali, os petiscos, inspirados nas cozinhas africana e asiática, são confecionados à vista de todos, por Zola, cozinheira de mão-cheia

O Social B ocupa o que outrora foi um antigo depósito de tabaco e uma antiga tasca na Rua da Boavista, na zona do Cais do Sodré. Ali, os petiscos, inspirados nas cozinhas africana e asiática, são confecionados à vista de todos, por Zola, cozinheira de mão-cheia

Diana Tinoco

“Numa altura em que tudo tem um conceito, o Social B é um lugar de não conceitos.” Mikas, nome essencial da noite lisboeta, vai direto ao assunto para falar do seu novo bar, aberto há menos de um mês, na zona do Cais do Sodré. Sem aviso, deixou A Tabacaria, na Rua de São Paulo, e mudou-se para a Rua da Boavista. Tudo por causa de uma enigmática porta de madeira. “Não sou eu que procuro os sítios, são eles que me encontram.” Como nada restava do antigo depósito de tabaco e da antiga tasca, a não ser paredes e chão, resolveu ocupar o espaço e dar-lhe uma nova vida. E assim nasceu um bar que mistura os cocktails, criados ao gosto dos clientes (não há uma lista definida), com uma ementa de petiscos inspirados nas cozinhas africana e asiática, e confecionados à vista de todos por Zola, cozinheira de mão-cheia que Mikas não se cansa de elogiar. “Tem mão de mãe. Quando os cozinhados saem da panela, parecem caídos do céu.”

Um dos pratos da ementa, camarões picantes com banana-pão

Um dos pratos da ementa, camarões picantes com banana-pão

Diana Tinoco

Na mesa, os camarões picantes com banana--pão frita, o faláfel com molho de coco e o caril de caranguejo são saboreados ao som da música, que vai cruzando as diferentes sonoridades: 
do soul ao funk, da música africana ao jazz. 
Na ementa, há ainda espaço para acrescentar pratos-surpresa, servidos sempre às quintas, 
que tanto podem incluir uma moqueca como uma cachupa, por exemplo. “A ideia é acontecerem coisas diferentes, tocando todas as áreas culturais. Nada está fechado. Se for exequível, porque não pôr em prática? Quero deixar margem para a surpresa”, sublinha Mikas, que tem por máxima ir para onde os outros não vão. “Se todos fazem mojitos ou caipirinhas, eu não os faço. Não é uma questão de ir contra a maré, eu sou assim mesmo, gosto de criar e de melhorar”, afirma o moçambicano, que esteve à frente do Clube Ferroviário (em Santa Apolónia), da Tas'Ka (em Santa Catarina) e da Velha Senhora (no Cais do Sodré). No Social B, o melhor é sentar-se e deixar-se surpreender com o que lhe chega às mãos, tanto para comer como para beber. “Agora estou aqui, mas tenho 300 mil ideias a fervilhar na cabeça. Sou superinquieto.” E aonde Mikas for e estiver, já se sabe, estão também os seus clientes habituais. Estes são 
os seus verdadeiros seguidores.

No Social B não há uma carta de bebidas definida, Mikas cria os cocktails à medida e gosto de cada cliente

No Social B não há uma carta de bebidas definida, Mikas cria os cocktails à medida e gosto de cada cliente

Diana Tinoco

Social B > R. da Boavista, 116, Lisboa > ter-sáb 18h-2h