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Olá, “Raíz”, “Bisnau” e “Estrela”: A ver os golfinhos no Sado

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A bordo do catamarã Esperança, partimos da Doca dos Pescadores, em Setúbal, à descoberta da colónia de golfinhos-roazes que vivem no Sado e das bonitas praias da península de Troia. Organizado pela empresa Vertigem Azul, este é um dos 20 passeios de barco nos rios Minho, Douro, Tejo, Sado e Guadiana que fazem o tema de capa desta semana da VISÃO Se7e, esta quinta, 5, nas bancas

O passeio de duas horas e meia organizado pela empresa Vertigem Azul inclui a observação dos golfinhos-roazes e a passagem ao largo pelas praias da Arrábida e da península de Troia
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O passeio de duas horas e meia organizado pela empresa Vertigem Azul inclui a observação dos golfinhos-roazes e a passagem ao largo pelas praias da Arrábida e da península de Troia

José Carlos Carvalho

A primeira lição aprende-se na sede da Vertigem Azul. Numa das paredes está a árvore genealógica dos golfinhos-roazes do Sado
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A primeira lição aprende-se na sede da Vertigem Azul. Numa das paredes está a árvore genealógica dos golfinhos-roazes do Sado

José Carlos Carvalho

A colónia de 29 golfinhos-roazes do estuário do Sado é um caso único em Portugal e raro de se ver no mundo
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A colónia de 29 golfinhos-roazes do estuário do Sado é um caso único em Portugal e raro de se ver no mundo

É pela barbatana dorsal que se identificam os golfinhos
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É pela barbatana dorsal que se identificam os golfinhos

José Carlos Carvalho

Durante os passeios, fazem-se paragens para mergulhos ou para comer as bolas de Berlim do Olhá Bola
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Durante os passeios, fazem-se paragens para mergulhos ou para comer as bolas de Berlim do Olhá Bola

José Carlos Carvalho

Já passava das 9h30 da manhã quando O Esperança, o veleiro catamarã de 22,80 metros, da Vertigem Azul, soltou amarras da Doca dos Pescadores, em Setúbal. O objetivo dos passageiros a bordo – adultos e crianças, na sua maioria estrangeiros –, era apenas um: observar a colónia de 29 golfinhos-roazes do estuário do Sado, um caso único em Portugal e raro de se ver no mundo. Será que tivemos sorte?

A resposta é sim, apareceram logo ali na foz do rio, mas como deram o ar da sua graça na parte de trás da embarcação, logo começou o vaivém de passageiros, de máquina fotográfica e telemóvel na mão. O entusiasmo foi ainda maior porque um dos roazes era uma das três crias nascidas no ano passado. “Vão entrar no estuário para se alimentarem”, diz Pedro Narra que, em sociedade com Maria João Fonseca, criou a Vertigem Azul, em 1998, com o objetivo de dar a conhecer e proteger estes mamíferos através de passeios no Sado. Neste dia, o grupo estava disperso, com os roazes a aparecerem de todos os lados, e até deram saltos. Avistou-se, entre outros, o Raiz, o mais velho da comunidade, a Bisnau e a Estrela. Mas como se sabe qual é qual? “Através da barbatana dorsal, que difere de golfinho para golfinho”, explica Maria João. O passeio, com a duração de duas horas e meia a três, há de continuar já sem golfinhos e no mar, até à última praia da Arrábida, a de Alpertuche. Quando está bom tempo, faz-se uma paragem para um mergulho, mas se neste dia não houve banhos, em compensação subiu a bordo o Olhá Bola e foi difícil resistir a uma bola de Berlim.

Vertigem Azul > Ed. Marina Deck, R. Praia da Saúde, 11D, lj. 10, Setúbal > T. 265 238 000 > mai-out: seg-dom 9h30, 14h30 (partidas de Setúbal), 10h, 15h (partidas de Troia); nov-abr: seg-dom 10h, 14h30 (partidas de Setúbal), 10h15, 15h (partidas de Troia) > €35, €20 (3-12 anos)