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Tudo o que há para ver e fazer de Marvila ao Beato

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Os grandes armazéns são a mais-valia de Marvila e do Beato, que continuam em transformação – novos restaurantes, bares, lojas de decoração e galerias de arte continuam a aparecer

No Refeitório do senhor Abel comem-se pizzas e carpaccios e bebem-se coktails
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No Refeitório do senhor Abel comem-se pizzas e carpaccios e bebem-se coktails

José Carlos Carvalho

O Cantinho do Vintage prepara-se para inaugurar uma esplanada
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O Cantinho do Vintage prepara-se para inaugurar uma esplanada

O Tap Room onde se provam as cervejas da Musa
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O Tap Room onde se provam as cervejas da Musa

Valter Vinagre

A Fábrica Braço de Prata está a funcionar em Marvila desde junho de 2007
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A Fábrica Braço de Prata está a funcionar em Marvila desde junho de 2007

José Carlos Carvalho

A Galeria Francisco Fino
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A Galeria Francisco Fino

José Carlos Carvalho

Um dos edifícios do Hub Criativo do Beato
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Um dos edifícios do Hub Criativo do Beato

José Carlos Carvalho

No restaurante O Jardim do Poço do Bispo há cozido à portuguesa aos domingos
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No restaurante O Jardim do Poço do Bispo há cozido à portuguesa aos domingos

José Carlos Carvalho

A Collectors Marvila by Vintage Department
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A Collectors Marvila by Vintage Department

José Carlos Carvalho

Entre a imponência histórica do Convento do Beato, construído no século XV, e a modernidade dos criativos de várias áreas que continuam a chegar a Marvila, há uma aldeia de 12 mil metros quadrados que poucos conhecem. Na Rua do Açúcar, que se estende entre as duas freguesias, a antiga Companhia Portuguesa de Fósforos transformou-se na Phosphoreira, onde se concentram ideias e negócios tão diferentes quanto a Ginginha Sem Rival, a oficina de mobiliário do designer francês Romain Jeantet, os autocarros anfíbios da Hippo Trip ou a Peris Costumes, a empresa de origem espanhola que é uma viagem no tempo e no espaço. Depois de, em 2016, comprar o Atelier Maria Gonzaga, da conhecida figurinista portuguesa, tornou-se especialista no aluguer e confeção de vestuário de várias épocas, e guarda – em 4 500 metros quadrados – cerca de um milhão de peças, incluindo todo o tipo de acessórios. “Estamos no melhor sítio de Lisboa. Os nossos clientes chegam do aeroporto em cinco minutos, 
e estamos a outros tantos do centro”, explica Alejandro Toledo, responsável pela Peris.

Há duas décadas, quando Dick Bachu, 
61 anos, chegou a Marvila, encontrou um bairro completamente diferente. O empresário tinha 
o objetivo claro de procurar um armazém 
com dimensão suficiente para o seu negócio 
de importação de brinquedos que continuava 
a crescer, e soube como antecipar-se. 
“A empresa precisava de um sítio para carregar e descarregar camiões, tinha de ser uma coisa com alguma dimensão”, diz Dick. Foi na zona oriental de Lisboa, à época ao abandono, e onde em finais do século XIX havia vida e movimento – circulavam pelas ruas do bairro milhares de pessoas, essencialmente trabalhadores das fábricas de sabão, tabaco, fósforos e armamento –, que acabou por se fixar. Chamou-lhe à atenção a imponência do espaço que, embora muito degradado, Dick achou ter as condições ideais para armazenar e distribuir a sua mercadoria, e acabou por fazer negócio. “Na altura, em 1997, a zona não tinha grande reputação, estava abandonada, e ainda havia ruas de terra batida, como a Acácio Barreiro, mesmo aqui em frente”, explica.
A Phosphoreira, assim foi batizado o complexo, é hoje um dos maiores polos empresariais da zona, com cerca de 20 negócios lá instalados. “Quem aqui trabalha compara-a 
a uma aldeia. Na verdade, o que nós fizemos 
foi dar-lhe vida e contribuir para a melhoria das condições deste quarteirão”, afirma Dick Bachu.

A artista plástica e arquiteta Joana Astolfi no seu novo estúdio em Marvila. Trabalha com uma equipa de cerca de dez pessoas num armazém com 600 metros quadrados

A artista plástica e arquiteta Joana Astolfi no seu novo estúdio em Marvila. Trabalha com uma equipa de cerca de dez pessoas num armazém com 600 metros quadrados

José Carlos Carvalho

Novidades todos os dias

Lojas, ateliers, galerias, estúdios de artistas, restaurantes, bares, coworks... Quem percorre a Rua do Açúcar, cruza-se com uma grande variedade de negócios e, se os dias de uma Marvila com muitos armazéns para alugar ainda a preços razoáveis já vai longe, a verdade é que se caminharmos pelas ruas perpendiculares e paralelas, mais escondidas, há sempre alguma coisa a acontecer ou alguém a instalar-se. É o caso da artista plástica e arquiteta Joana Astolfi, que está a mudar o seu estúdio para a Rua Pereira Henriques, deixando uma antiga padaria na Rua das Necessidades. A equipa com que trabalha (cerca de dez pessoas) já está a ocupar uma área com 600 metros quadrados, paredes-meias com o armazém onde abriu a loja Collectors Marvila. Ali, há de funcionar a estufa de pintura, a serralharia e a carpintaria que precisa para produzir os cenários em grande escala, os quais já faz para marcas como a francesa Hermès ou a portuguesa Claus Porto. O departamento de design de interiores e de arquitetura mudou-se para um espaço duas portas acima da oficina, partilhado com a Fábrica Moderna. “É um open space, com 200 metros quadrados, muito bonito, com um pé-direito alto, cheio de luz, que eu remodelei”, conta Joana Astolfi. “Precisamos cada vez mais de grandes áreas e armazéns desta escala, como os que encontramos em Marvila, não há muitos em Lisboa”, justifica. “Para mim, Marvila é o East End ou o Shoreditch de Lisboa, aquelas zonas de Londres onde começou todo aquele creative hub nos anos 90. Ainda está muito no princípio, mas eu sinto que é nisto que se vai transformar. Marvila é o futuro”, afirma a artista.

Foi em Marvila que o chefe Henrique Sá Pessoa abriu o seu atelier

Foi em Marvila que o chefe Henrique Sá Pessoa abriu o seu atelier

Silvia Martinez

Quem também se instalou por aqui no início do ano foi o chefe de cozinha Henrique Sá Pessoa – mas não com um restaurante. Mais uma vez, foram as áreas generosas que justificaram a escolha. “Queria um sítio fora do centro da cidade, onde de certa forma tudo está concentrado, até os meus restaurantes”, explica, 
a sorrir. No Atelier, na Rua Fernando Palha, 
49, o chefe faz todo o trabalho de bastidores 
– elaboração de pratos, fichas técnicas, formação de equipas, alterações nas ementas, investigação e desenvolvimento – que é depois apresentado no Alma, o restaurante com uma Estrela Michelin, no Chiado, e desvendado aos poucos nas redes sociais. Em paralelo, haverá jantares pontuais no Atelier. É ficar atento, porque 
os lugares serão muito limitados.

Abertos a todos são os restaurantes 
do chefe Chakall. O El Bulo Social Club, 
com 700 metros quadrados, onde serve especialidades da América do Sul, como ceviches e pisco sours, foi o primeiro a abrir 
na Praça David Leandro da Silva. No início deste ano, na porta ao lado, inaugurou o Refeitório do Senhor Abel, com pizzas e carpaccios, e o Heterónimo BAAR (as iniciais dos quatro alter--egos de Fernando Pessoa), com uma carta de cocktails de autor. O enquadramento poético deste dois-em-um do chefe Chakall faz todo o sentido, quando se sabe que o escritor era frequentador assíduo do antigo refeitório e da taberna da Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca. Para o chefe, que este ano será o padrinho da marcha de Marvila, este é o melhor lugar de Lisboa, e não só porque mora perto. “Sempre tive Marvila debaixo de olho, tem condições ótimas – estar perto do rio, ser um bairro arejado e ter muitos armazéns. O meu primeiro restaurante em nome próprio tinha de ser aqui”, afirma Chakall que, em breve, vai abrir uma padaria biológica. Este mês é tempo de arraial, o Marvila aos Molhos, na Rua Amorim, tem ecrãs gigantes a passar os jogos do Mundial de Futebol. “É uma festa 
para todos”, diz em jeito de convite. Antes de Marvila fervilhar com tanta novidade, já a Fábrica Braço de Prata fazia o seu caminho. Lugar de portas abertas para a criação, acolhe artistas de todas as áreas. Nas suas salas há uma livraria, um café, exposições e concertos. Salvador Sobral tocou aqui muitas noites antes de toda a gente cantar com ele Amar pelos Dois, a canção vencedora do Festival da Eurovisão.

Para beber e ver fazer

É também na Phosphoreira que a Lince tem 
a sua fábrica. A marca de cerveja artesanal que António Carriço e Pedro Vieira criaram em 2015 abrirá ainda este ano uma Tap Room em Marvila, seguindo as pisadas da Dois Corvos e da Musa. “Estamos a apostar na dinamização desta zona, por isso organizamos em conjunto várias iniciativas que promovem a cerveja artesanal, mas que também envolvem a comunidade local, da mercearia ao restaurante”, diz António Carriço. Já Susana Cascais, da Dois Corvos, 
a primeira marca a chegar ao bairro, está fora da “aldeia Phosphoreira” mas no coração de Marvila, na Rua Capitão Leitão. “Foi um tiro no escuro. Quando aqui chegámos, não imaginávamos esta evolução. A dinâmica agora é fantástica, feita de uma mistura de indústrias criativas 
e de transformadoras, como nós. No entanto, tudo à custa do investimento privado”, conta Susana.
Lince, Dois Corvos e Musa, cuja Tap Room, 
na Rua do Açúcar, se enche quase sempre ao fim do dia, transformaram Marvila no bairro 
da indústria cervejeira, um verdadeiro chamariz nesta zona oriental da cidade, mas que não está só. No vizinho Hub Criativo do Beato têm-se multiplicado as iniciativas – dos encontros paralelos da Web Summit ao Lisbon Dance Festival. A antiga zona fabril da Manutenção Militar, com cerca de 32 mil metros quadrados – uma área muito maior do que a Phosphoreira –, está a ser transformada num polo de inovação 
e empreendedorismo, um oásis para as indústrias criativas.

Uma das salas onde se realizam concertos na Fábrica do Braço de Prata

Uma das salas onde se realizam concertos na Fábrica do Braço de Prata

José Carlos Carvalho

Entre o passado e o futuro

A funcionar sob a gestão de Nuno Nabais desde junho de 2007 – que sem qualquer subsídio ou apoio transformou o edifício classificado Imóvel de Interesse Municipal num dos polos culturais mais ativos de Lisboa –, a Fábrica Braço de Prata tem uma história cheia de peripécias que se espera ter um final feliz: a legalização da instituição e a permanência num lugar que está em transformação. Mesmo ao lado, já se veem os primeiros edifícios para habitação, desenhados pelo arquiteto Renzo Piano, que levam o nome de Prata Living Concept. Toda esta zona será transformada no Parque Ribeirinho Oriente, um projeto das arquitetas paisagistas Filipa Cardoso de Menezes e Catarina Assis Pacheco. “Será um espaço muito versátil e livre, com referências 
ao carácter industrial e aos materiais desta zona”, descreve Catarina. Com a intervenção quase 
a começar, num futuro próximo, quem por aqui passar poderá descobrir os jardins, pontuados por contentores marítimos transformados em cafetarias, uma biblioteca, um recreio infantil 
e bicicletas para alugar. O Tejo, esse, continuará a correr em direção ao mar, tal como este pedaço da cidade que não para de se transformar.

A Asian Home Concept é uma loja especializada em peças vindas da Ásia, desde a Mongólia ao Tibete

A Asian Home Concept é uma loja especializada em peças vindas da Ásia, desde a Mongólia ao Tibete

José Carlos Carvalho

Siga o roteiro:

Comprar

Asian Home Concept
É daqueles antiquários onde, a cada visita, se encontra sempre uma história. Especializada em peças vindas da Ásia, desde a Mongólia ao Tibete, a loja tanto vende móveis como pequenos objetos decorativos, entre propostas cheias de cor e personalidade. R. do Açúcar, 43 > T. 96 892 9232 > seg-sáb 10h-19h

Cantinho do Vintage
É um dos primeiros inquilinos do bairro e acaba de crescer para algumas portas ao lado. “O primeiro espaço tornou-se pequeno, por isso vai continuar a ter funções logísticas”, explica Carlos Silva que mora em Marvila há vários anos. “Não foi uma estratégia pensada; estamos a falar de uma zona fantástica, com uma ligação ao rio e que ainda é tranquila.” O novo armazém vai ter horário alargado a partir de maio e uma esplanada com copos e petiscos, a abrir nas próximas semanas. R. do Açúcar, 
19, Lisboa 
> seg 21h-23h, 
sáb 10h-18h > 
T. 92 916 4323

Collectors 
Marvila by Vintage Department
O holandês Alma Mollemans sempre teve olho de colecionador. Começou por reunir as suas descobertas no Príncipe Real, depois na Comporta, e há um par de meses num armazém em Marvila. Aqui, cabem os prints fotográficos da Yellow Korner, os vidros da Babbled Design e os estúdios de vários artistas e designers. Como explicou Alma à VISÃO Se7e, o objetivo foi dinamizar uma zona da cidade em crescimento, “cruzar referências e testar novos públicos”. R. Pereira Henriques, 6, Lisboa > seg-dom 11h-20h

Officina Moto


É uma loja para quem gosta de andar de moto, mas também para quem aprecia o design de marcas, como a Aprilia, a Vespa ou a Piaggio, aqui representadas com alguns dos seus modelos e acessórios. Além da venda ao público, funciona como oficina, bar e ainda como sede do Riders Social Clube, que organiza iniciativas ligadas à cultura das motos. R. Fernando Palha, 
29 > T. 21 137 0209 
> seg-sex 9h-19h, 
sáb 9h-13h

Beber

Capitão Leitão
O microclube do casal Viviana Baptista e William Durnford, ela portuguesa e ele inglês, junta boas bebidas e boa música. A funcionar desde março do ano passado, é uma boa opção para um copo ao fim do dia (há cerveja artesanal fabricada no bairro e cocktails) e “alimenta” as noites de sexta e sábado ao som de DJ. R. Capitão Leitão, 5B, Lisboa > T. 21 580 9594 > qua-qui 20h-24h, sex-sáb 22h-2h, dom 18h-22h

Heterónimo Baar
“É um tributo a Fernando Pessoa”, diz Chakall sobre o seu mais recente projeto em Marvila, um bar onde os cocktails de autor 
e os clássicos, como a margarita, são os pontos fortes da casa. O balcão original da antiga taberna é outro dos destaques, bem acompanhado por um enorme livro aberto no teto com as palavras de Pessoa. Pç. David Leandro 
da Silva, 4, Lisboa > 
T. 21 868 8023 
> ter-sáb 18h-2h

Musa
R. do Açúcar, 
83, Lisboa > 
T. 21 387 7777 
> dom-qui 16h-
23h, sex-sáb 16h-24h

Dois Corvos
R. Capitão Leitão, 
94, Lisboa > 
T. 91 444 0326 
> dom-qui 14h-23h, sex-sáb 14h-1h

O chefe Miguel Brandão do restaurante Entra

O chefe Miguel Brandão do restaurante Entra

José Carlos Carvalho

Comer

Café com Calma
Há várias razões que justificam a paragem neste Café, sempre com Calma. O brunch ao sábado; os bolos caseiros, a granola, as barritas de cereais para levar e um menu de almoço (€8,50) com pratos tão diferentes como o soufflé de legumes ou as beringelas recheadas. R. do Açúcar, 10, Lisboa > T. 21 868 0398 > seg-ter 8h-19h, qua-qui 8h-20h, sex 8h-23h, sáb 12h-23h

Entra
Todas as terças ao jantar, o chefe Miguel Brandão lança um novo menu Mesa Posta (€19,50, sem bebidas). Quem aqui chega não sabe o que vai comer, mas é certo que será algo confecionado de forma simples, com produtos nacionais e frescos. Ao almoço, funciona sem carta e com sugestões do dia de base tradicional, como o risotto de tomate com pastéis de bacalhau. 
“É como se tivesse dois restaurantes a funcionar dentro de um”, diz o chefe. R. do Açúcar, 80, Lisboa 
> T. 21 241 7014 > seg-sáb 12h-16h, ter-qui 19h30-24h, sex-sáb 19h30-1h

Aquele lugar 
que não existe
As fotografias estão proibidas, mas nem essas seriam fiéis. A decoração da sala – muito original – muda três vezes por
mês e o menu de almoço faz-se com buffet de comida indiana e pizzas 
– os kebabs feitos na hora são uma novidade. O jantar é servido à carta, com os mesmos sabores e pizzas exóticas. R. do Açúcar, 89, Lisboa > T. 96 001 6208 > seg-sex 11h30-15h, 19h30-23h30, sáb até 24h

O Jardim do Poço 
do Bispo
Abílio Azevedo e Agostinho Amorim, de raízes nortenhas, transformaram esta antiga tasca num restaurante de comida tradicional, onde ao domingo se come cozido à portuguesa, mas também arroz de marisco e várias carnes. É um clássico de Marvila. Pç. Dr. Leandro da Silva, 18-19, Lisboa > T. 21 607 8946 > ter-
dom 11h-23h

Dinastia Tang
O frango à Sichuan é uma das razões que levam muitos clientes ao Dinastia Tang. “Fomos o primeiro negócio a abrir nesta correnteza de armazéns na Rua do Açúcar”, diz Marisa Cerqueira, uma das responsáveis por este restaurante onde tudo é verdadeiramente chinês, com destaque para a decoração e a ementa, que conjuga as especialidades cantonesas de Sichuan e com as de Jiangsu. R. do Açúcar, 107, Lisboa > T. 21 868 0467 > seg-dom 12h-
15, 19h-23h

El Bulo
Pç. Dr. Leandro da Silva, 9, Lisboa > T. 21 861 9027 > ter-sáb 12h-16h, 19h30-2h

Refeitório 
do Senhor Abel
Pç. Dr. Leandro da Silva, 6, Lisboa > 
T. 21 868 8023 
> ter-sáb 12h-15h, 19h-24h, dom 12h-15h

A academia de parkour Spot Real

A academia de parkour Spot Real

José Carlos Carvalho

Desporto

Spot Real
Até o campeão mundial da modalidade já se treinou nesta academia de parkour. O negócio, com perto de dois anos e meio, 
recebe crianças 
a adultos, porque 
a modalidade 
pode ser praticada 
por todos, 
“o importante 
é aprender a aterrar em segurança”, 
diz Hilário Freire, um dos quatro sócios. Pç. David Leandro 
da Silva, 13, Lisboa 
> T. 21 861 9025 > seg-sex 15h-22h, sáb 10h-20h, dom 10h-13h

Crossfit Alvalade Oriente
É uma referência neste tipo de treino e, depois da box de Alvalade, Jorge Ortiz e Bruno Militão, os dois responsáveis, abriram uma segunda casa em Marvila, atraindo até à conhecida praça do bairro praticantes de vários pontos 
da cidade. Pç. David Leandro 
da Silva, 15, Lisboa 
> T. 93 854 7492 
> seg-sex 7h-20h, 
sáb 10h-12h

Vertigo 
Climbing Center
Durante a semana, este rocódromo enche-se de entusiastas 
da escalada. 
Sejam profissionais ou iniciados, sobem as paredes desafiantes do Vertigo, o único espaço do género em Lisboa. Há ainda uma zona de café com esplanada e vista para o Tejo e em breve nascerá ali ao lado o Airbnb Ulisseia, pensado para grupos 
e festas. Av. Infante D. Henrique, Ed. Beira-Rio, Armz. S, Lisboa > T. 96 789 0179 > seg-sex 16h-23h, sáb 11h-20h, dom 11h-18h

Ver

Teatro Meridional
São mais de 
25 anos de uma companhia que sempre teve vontade de fazer diferente, com produções que desafiam a linguagem e caminham entre o teatro e os diferentes géneros literários. R. do Açúcar, 64, Lisboa > T. 91 999 1213

Fábrica 
Braço de Prata
R. da Fábrica de Material de Guerra, 1, Lisboa > T. 96 859 9969 > qua-qui 18h-2h, sex-sáb 18h-4h

Galeria 
Francisco Fino
Francisco Fino percebeu logo que este bairro combinava o melhor de dois mundos 
– uma ligação natural à arte e os metros quadrados onde cabem todas as ideias de maior escala. Em 2017, quando aqui chegou,“Marvila estava crescimento e já existiam aqui várias galerias, ou seja, já havia uma base de mercado”, nota. Depois das exposições de Vasco Araújo ou José Pedro Cortes, em maio a galeria recebe trabalhos 
de Tris Vonna-
-Michell. R. Capitão Leitão, 76, Lisboa > T. 21 584 2211 > ter-sex 12h-19h, sáb 15h-20h

Galeria Filomena Soares
Quem passa pela enorme galeria 
de Xabregas, 
e se lembra de olhar para o terraço, ainda consegue ver um trabalho de Dan Graham, e é a irreverência do artista norte--americano a espelhar a forma de pensar a arte contemporânea que também encontramos 
na Filomena Soares. Com 1 000 metros quadrados e uma estratégia de trabalho contínuo com os artistas, a galeria fundada em 1999 organiza mostras e ainda iniciativas ligadas à área. R. da Manutenção, 80, Lisboa > T. 21 862 4122 > ter-sáb 10h-19h

Baginski
Andréa Baginski Champalimaud começou pela fotografia, mas desde 2006 que optou por seguir 
um caminho artístico mais abrangente dentro da arte contemporânea. Da instalação à pintura, representa artistas emergentes e talentos confirmados, 
ao mesmo tempo que se vira para 
o que acontece 
no mundo. 
A partir de 9 maio, recebe Fernanda Fragateiro e a sua visão das formas 
e do espaço. R. Capitão Leitão, 
51-53, Lisboa 
> T. 21 397 0719 
> ter-sex 14h-19h, 
sáb 14h-20h

Underdogs
Mais do que uma galeria de arte, 
é uma plataforma com vistas largas, criada por Vhils, com enfoque na arte urbana e em novas linguagens visuais, e que se divide entre a galeria, um programa artístico e a produção de edições de artista mais acessíveis. 
Por estes dias, 
pode ver-se Versus, uma explosão de cores que brinca com a história dos graffiti e que aproxima o museu das ruas. R. Fernando Palha, Armazém 56, Lisboa 
> T. 21 868 0462 
> ter-sáb 14h-20h

Hub 
Criativo do Beato
Tv. do Grilo, Lisboa

Phosphoreira
R. do Açucar, 76, Lisboa > T. 21 887 25772

Uma das salas do novo The Sweet Art Museum

Uma das salas do novo The Sweet Art Museum

The Sweet Art Museum

Este museu temporário abriu portas em Marvila no final do mês de maio. Em oito salas os visitantes são surpreendidos com cenários coloridos e decorados a guloseimas, de gelados a gomas. A Splash Mallow Pool, uma piscina com seis metros de comprimento recheada de marshmallows de espuma, é uma das principais atrações do museu. R. José Domingos Barreiros, 2 F, Armz. 5, Lisboa > seg-sex 11h-21h, sáb-dom 10h-20h > €20