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O elogio da parra

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Crónica por Lisboa

Rosa Ruela

Rosa Ruela

Jornalista

Há as normais, as mini e as gigantes (estas por encomenda), e só o ato de elencar o tamanho das parras da Chikapa me deixa a salivar mais do que o cãozinho de Pavlov.

Então se acrescentar que as melhores são as mini porque se comem em duas ou três dentadas e não nos sentimos envergonhados ao pedir logo mais uma, fico capaz de me pôr já a caminho do número 2E da Tomás da Anunciação, uma rua em Campo de Ourique onde as minhas memórias oscilam entre o balcão desta pastelaria que diz ter “as melhores parras de Lisboa” (e tem) e as estantes da muito-mais-do-que-uma-papelaria que é o Eduardo dos Livros.

Quando alguém pergunta o que é uma parra-bolo da Chikapa, respondo: massa folhada diligentemente polvilhada de açúcar antes de ir ao forno, ovos moles verdadeiros e é o céu. Por vezes, conto que tentei replicar a receita em casa e até correu q.b. bem, mas nada que se comparasse com as originais; e que lá em casa já nos oferecemos várias vezes pilhas de mini-parras a fazer as vezes de bolo de anos.

Falta escrever que há quase dois anos abriu uma segunda Chikapa, na Av. Luís Bívar, 40A, nas Avenidas Novas. Cheira-me que ouviram dizer que moro a dois passos e que as minhas filhas estão há muito iniciadas na nobre arte de lamber os dedos.