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O nosso Se7e – os sete novos locais do Porto que mais gostámos de conhecer em 2017

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Em jeito de balanço, aqui fica uma seleção do que mais gostámos de conhecer e experimentar durante o ano que agora chega ao fim. São restaurantes, lojas, bares e galerias, sobretudo novos lugares que vão permanecer no Porto e arredores. Para deleite de todos

Florbela Alves, Joana Loureiro e Susana Silva Oliveira

 O quarteirão da Real Vinícola foi reabilitado e uma das áreas maiores é ocupada pelo Centro Português de Arquitetura

O quarteirão da Real Vinícola foi reabilitado e uma das áreas maiores é ocupada pelo Centro Português de Arquitetura

Rui Duarte Silva

1. Casa da Arquitetura

Mais de 16 mil pessoas já visitaram a Casa da Arquitetura desde que abriu a 17 de novembro, no quarteirão da Real Vinícola, em Matosinhos. Mas os números deverão continuar a crescer, pois são muitos os motivos para a visita ao edifício, da autoria do arquiteto Guilherme Machado Vaz. E, desde o último sábado, 16, que há mais uma razão: as seis esculturas de José Pedro Croft, que compõem Medida Incerta e representaram Portugal na última Bienal de Veneza. As seis peças gigantes de aço e vidro, adquiridas pela autarquia de Matosinhos para ali ficarem em permanência, espalham-se, agora, pelo átrio exterior do antigo quarteirão industrial em diálogo com a arquitetura. Lá dentro, e além de se poderem espreitar algumas das maquetas de Eduardo Souto de Moura guardadas no Arquivo, há duas exposições a não perder: Poder Arquitetura, a grande mostra que inaugurou a nave expositiva e questiona a relação da arquitetura com oito poderes nos dias de hoje, e X BIAU – 10ª Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo, que premiou Souto de Moura. Av. Menéres, 456, Matosinhos > T. 22 240 4663/4 > ter-sex 10h-18h, sáb-dom 10h-19h > até 30 dez: grátis > a partir 3 jan: €5 (visita completa), €3 (apenas Galeria da Casa)

Com a reabertura do Cinema Trindade a Baixa do Porto, voltou a contar com uma programação diária de cinema

Com a reabertura do Cinema Trindade a Baixa do Porto, voltou a contar com uma programação diária de cinema

Lucilia Monteiro

2. Cinema Trindade

Era dos regressos mais aguardados pelos cinéfilos do Porto: um cinema de rua na Baixa, sem pipocas à mistura e com uma programação de cunho autoral. O Trindade manteve o visual dos anos 80, mas foi equipado ao melhor nível. “O balanço é altamente positivo, até surpreendente”, confessa Américo Santos, da Nitrato Filmes, responsável pela reabertura desta casa histórica, em fevereiro. Apesar de só existirem duas salas, por semana exibem à volta de quatro filmes, fazendo entre oito a dez sessões diárias. Regularmente, há ciclos, debates e conversas a enriquecer a exibição convencional. R. do Almada, 412, Porto > T. 22 316 2425 > €6 bilhete, €4,50 com cartão tripass

Uma galeria no novo “bairro das artes”

Uma galeria no novo “bairro das artes”

3. Bonfim e Galeria Lehmann + Silva

A dinâmica do Bonfim não é de hoje, mas acentuou-se no último ano. Depois de concluída a reabilitação urbana, os novos habitantes foram-se instalando de mansinho. Aos cafés e às lojas alternativas, juntou-se há dias a sala de espetáculos Casa d'Artes do Bonfim, envolvendo quem sempre cá viveu. Sem deixar de ser a zona onde todos se conhecem, o Bonfim está, realmente, mais cosmopolita que nunca. Daí que tenha sido neste lugar, que dizem ser “o verdadeiro bairro das artes”, que Frederik Lehmann e Mário Ferreira da Silva encontraram as condições certas para, em novembro, terem aberto a galeria Lehmann+Silva. Mantendo um certo ar industrial, possui uma sala de exposições e um projet room, que será uma espécie de extensão do ateliê dos artistas. R. Duque de Terceira, 179, Porto > T. 22 016 7341 >
qua-sáb 10h30-13h, 15h-19h

O Euskalduna é um restaurante onde as escolhas ficam a cargo do chefe Vasco Coelho Santos

O Euskalduna é um restaurante onde as escolhas ficam a cargo do chefe Vasco Coelho Santos

Rui Duarte Silva

4. Euskalduna Studio

Este laboratório de sabores chegou a ser uma das “apostas” para receber uma Estrela Michelin. “Não fazia sentido ganhar o prémio tão cedo, embora esses boatos nos tenham colocado uma pressão diferente”, confessa-nos o chefe de cozinha Vasco Coelho Santos. Certo é que, se quiser reservar um dos 16 lugares disponíveis, terá de esperar, pelo menos, três semanas. “O Porto mostrou estar preparado para ideias diferentes”, sublinha. No Euskalduna Studio, o menu de degustação de dez pratos (mais uns mimos) é sempre uma surpresa. Ao balcão (os lugares mais procurados), assiste-se de perto às explorações gastronómicas da equipa, fazendo brilhar com criatividade as matérias-primas, sem hesitar em recorrer a produtos e a técnicas pouco convencionais. R. Santo Ildefonso, 404, Porto > T. 93 533 5301 > qua-sáb 19h-23h > menu €70

Um bar onde os clientes bebem cocktails e jogam ao Monopólio

Um bar onde os clientes bebem cocktails e jogam ao Monopólio

Rui Duarte Silva

5. The Royal Cocktail Club

A tendência dos cocktails chegou com o novo sítio das noites na Baixa do Porto: o The Royal Cocktail Club. “Muitos restaurantes e bares da cidade passaram a incluir o cocktail na carta”, nota Miguel Camões, o proprietário. Moderno e sofisticado, inspirado nos antigos speakeasy dos anos 20, o Royal terá, no próximo ano, agenda cheia de worshops e masterclasses, abrindo-se assim à experiência de aromas e sabores para lá do balcão. Informal no piso de entrada, mais reservado no andar inferior, onde o cliente joga a sua sorte num tabuleiro original de Monopólio focado em ... cocktails. Além disto tudo, os bartenders Carlos Santiago, Daniel Carvalho, José Mendes e Tatiana Cardoso ainda garantem uma experiência cénica com as bebidas. R. da Fábrica, 105, Porto > T. 96 244 8739 > seg-dom 19h-2h

Um centro empresarial, lojas e restaurantes nasceram no District

Um centro empresarial, lojas e restaurantes nasceram no District

Lucília Monteiro

6. District – Offices & Lifestyle

A zona da Batalha tem perdido o lado sombrio e de abandono de outros tempos. Para esta mudança, terá contribuído o District – Offices & Lifestyle que, desde fevereiro, reabriu o antigo Governo Civil do Porto à cidade. Mais do que um centro empresarial, com escritórios e salas de cowork, o edifício abriu requalificado, juntando lojas de moda, calçado, acessórios e design a projetos de restauração que vieram ocupar as antigas garagens da PSP. Ali, tanto é possível provar os ramens e chirashi de Ruy Leão como se bebem os cocktails do Pinguim ou vinho português a copo do Wine@District. Vida nova, portanto. R. Augusto Rosa, 39, Porto > T. 22 017 5180 > District: seg-dom 11h-19h > Tasty: seg-qui 12h-24h, sex-sáb 12h-2h

Foi o ano do “slow coffee”, como o Combi, que serve café feito lentamente, libertando os aromas

Foi o ano do “slow coffee”, como o Combi, que serve café feito lentamente, libertando os aromas

Lucilia Monteiro

7. Café de especialidade

Depois das cervejas artesanais, foram os cafés de especialidade que se instalaram na cidade. O Combi Coffee foi o último a inaugurar, numa antiga garagem no Bonfim, embora a marca de café artesanal já andasse pelas ruas e mercados do Porto, numa carrinha pão de forma. É uma espécie de movimento slow coffee, este, que não serve um café qualquer e nos pede calma para o saborear. “Só usamos arábicas de especialidade”, afirma Gonçalo Cardoso, um dos sócios do Combi, que prepara a bebida com medidas certas de água e grãos vindos do Brasil, Colômbia, Guatemala e Etiópia. Também o histórico Café Progresso reabriu renovado, aliando o café de especialidade ao tradicional café de saco. Assim como o Chá das Cinco, no Porto, ou o 7g Roaster, em Vila Nova de Gaia, onde há sempre um cheirinho a café, acabado de torrar. Combi > R. Morgado Mateus, 29, Porto > T. 92 944 4939 > seg-dom 9h-19h > Café Progresso > R. Ator João Guedes, 5, Porto > T. 22 332 2647 > ter-qui 8h-24h, sex-sáb 8h-01h, dom 9h-23h > 7g Roaster > R. de França, 26, Vila Nova de Gaia > T. 91 416 3442 > seg-dom 10h-19h