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À prova de água nas termas de Caldas da Felgueira – benditas águas!

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Demos o corpo ao manifesto e deleitámo-nos com duches vichy e outras propostas relaxantes. Os tratamentos das Caldas da Felgueira podem não ter a envolvência de um spa, mas os clientes são recompensados com mãos sábias e águas terapêuticas. Esta é uma das estâncias termais da região Centro incluídas no tema principal da VISÃO Se7e, esta quarta-feira, 4, nas bancas

O duche vichy é um dos tratamentos de balneoterapia preferidos das Caldas de Felgueira

O duche vichy é um dos tratamentos de balneoterapia preferidos das Caldas de Felgueira

A correria da reportagem levou a um inevitável saltar de etapas. Não houve a consulta médica obrigatória, nem foram respeitados os minutos fixados para cada um dos tratamentos termais. Muito menos experimentámos as espreguiçadeiras das salas de repouso, recomendadas para restabelecer a temperatura corporal, antes de enfrentar o clima exterior. Fomos contra o tempo, algo impróprio numa estância, mas ainda assim, parámos (uns segundos, vá) no tempo.

Para que uma estada nas termas tenha alguma eficácia, saliente-se, deve ser cumprido um mínimo de sete dias de tratamento. Idealmente, aconselham-se 14 ou 21 dias (depende da avaliação individual). No centro termal de Caldas da Felgueira, uma pequena localidade de Canas de Senhorim cuja vida roda à volta dos benefícios das suas águas sulfurosas, também se respeita o modelo francês de múltiplos de sete. A única exceção são os tratamentos de bem-estar que, como acontece na generalidade nas estâncias, foram introduzidos nos últimos anos, a pensar nos clientes de fim de semana. “Feitos com água mineral natural, porque afinal é isso que nos diferencia”, afirma Sara Santos, responsável pela gestão do centro termal, com 135 anos de história. “Temos duches, massagens, vapores, ou seja, utilizamos as águas de todas as formas possíveis e imaginárias”, acrescenta.

A piscina terapêutica também aproveita os benefícios da água termal

A piscina terapêutica também aproveita os benefícios da água termal

Um pequeno problema na lombar torna irresistível a sugestão de um trio terapêutico, indicado para o combate às doenças músculoesqueléticas. Vestido fato de banho, roupão e chinelos no balneário, começo pela cabine dos duches, de jato ou de cachão. O último, mais leve, é o ideal. Sentada de costas para a técnica de balneoterapia, sinto a agradável força das águas a percorrer a zona lombar. Após cerca de dez minutos de duche, os músculos estão nitidamente mais descontraídos.

Segue-se o duche vichy, que já tinha experimentado em spas, mas com umas ténues gotinhas que não surtiam o mesmo efeito. Deitada de barriga para baixo, sinto o fluxo de água generoso ao longo do corpo, acompanhado por uma massagem q.b. relaxante, q.b. vigorosa, ideal para soltar o stress acumulado. As contraturas mais profundas, que resistem teimosamente às mãos experientes da terapeuta, recebem o golpe final no bertholaix. Uma cadeira semelhante a uma carapaça, de fisionomia não muito convidativa, mas com efeitos maravilhosos. Sentada, as aplicações de vapor húmido quente ao longo da região cervical, lombar, dorsal e glúteos provocam um relaxamento muscular profundo. Mais uns minutos (aqueles que me faltavam) e caía num sono profundo. Benditas águas!

Caldas da Felgueira > Canas de Senhorim > T. 232 941 060/232 945 000 > mar-nov, seg-dom, 8h-13h (termas), 9h-18h (spa)