Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

Stupido: Longas podem ser as noites em Lisboa

Sair

A arte de Felipe Pantone, a curadoria de Vhils e a programação de Fred Ferreira. Eis a receita para o novo lugar de diversão do Cais do Sodré, em Lisboa

PM Garcia

“Isto é uma instalação com um bar. Não é treta, queremos que as pessoas sintam que estão a entrar numa instalação, numa obra de arte”, esclarece logo de início Pedro Garcia, mentor do projeto Stupido, em conjunto com os sócios Domingos Guimarães e Sérgio Gonçalves, da Live Content. No balcão, há seis bocas de cerveja Super Bock (inclui Summer Ale, Bavária Weiss, Bengal Amber), mas a carta de bar tem mais do que isso: seis tipos de smoothies (um detox e um veggie), sangrias, cocktails clássicos e alguns de autor, como por exemplo, o Desassossego (licor Beirão, manjericão, sumo de laranja, clara de ovo, €7) e o Stupido, ainda em testes mas prestes a chegar. Para matar a fome ou picar entre amigos, é pedir uma das pizzas feitas na casa.

Com esta descrição, o Stupido até poderia parecer um bar aparentemente normal, mas a verdade é que não o é, e por boas razões. Pedro Garcia quis fazer um projeto original, onde se combinam os sons do hip-hop com o mundo da arte urbana. Convidou para curador artístico Alexandre Farto aka Vhils, a quem coube a responsabilidade de selecionar o primeiro artista a intervir nos 300 metros quadrados que dão vida ao Stupido. A escolha para 2017/2018 recaiu em Felipe Pantone. A sua intervenção, colorida, abstrata e pixelizada inaugura este 1/1, designação utilizada no Stupido, numa clara referência às obras de arte únicas, sem cópias. “A ideia é que anualmente haja um refresh, uma mudança, com o objetivo de surpreender as pessoas”, diz o responsável.

Quem também está no projeto é Fred Ferreira, o músico e produtor (Orelha Negra, Buraka Som Sistema, 5-30, Banda do Mar) que Pedro Garcia convidou para fazer a curadoria musical e sonoplastia da instalação – uma set list que acompanha as horas mais paradas. O resto da banda sonora varia consoante os dias. Às sextas e sábados toma conta da sala o hip-hop mais comercial e dançável, com Kendrick Lamar ou Jay-z, por exemplo. “Durante a semana é um hip-hop old school, mais lounge, mas também jazz, soul e funk”, explica Pedro Garcia. Showcases, lançamentos e outras iniciativas 
hão de ocupar também a agenda deste bar-não-bar, que, pelo menos, de Stupido não 
tem rigorosamente nada.

No Stupido comem-se pizzas de seis variedades: marguerita, primavera, 4 formaggi, diavola, prosciutto e funghi, vegan (com preços de €8 e €9). “São servidas sobre uma tábua e comidas à mão, de forma descontraída e bastante familiar”, diz Pedro Garcia.

Stupido > R. de São Paulo, 130, Lisboa > T. 21 347 1744 > ter-qui 18h-2h, sex-sáb até 3h, dom 18h-24h