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Vida de marinheiro: o dia a dia no Creoula

Sair

André Moreira

O Creoula continua o seu caminho em direção a Lisboa, com a primeira paragem marcada para a ilha Berlenga onde, entretanto, já fundeou. Mas a viagem até aqui não foi um “mar de rosas”. Para o bem e para o mal, é a vida de marinheiro. Veja o vídeo

O dia no Creoula começa bem cedo, precisamente às sete horas da manhã. Nas cobertas ouve-se o toque de alvorada e depressa os instruendos se levantam para o pequeno almoço. Hora e meia depois, os altifalantes do grande veleiro difundem o aviso para a formatura a meio navio. É hora de começar as limpezas. Divididos por quatro quartos (grupos), correspondentes a cada quatro horas de turno, com rotatividade, a nova tripulação multiplica-se em tarefas: é preciso limpar os amarelos (partes douradas do navio); baldear o convés; limpar casas de banho e alojamentos; e ainda ajudar no refeitório e na cozinha.

Ao mesmo tempo, há que manter o Creoula na sua rota e estar em constante alerta para os obstáculos que se podem encontrar em alto mar, como outras embarcações ou boias de pescadores. Os instruendos que estão de quarto (turno) ajudam a guarnição – na vigia, ao leme, a cartear ou a preparar as refeições. É a verdadeira vida no mar. Os restantes grupos descansam até que chegue o seu turno. Pode parecer difícil de entender, mas aprende-se rápido.

Nesta segunda-feira, 10, segundo dia a navegar depois da largada, começou também a sentir-se o vento forte, o balanceamento do navio e a má disposição que vem com eles. Perto das 22 horas ouviu-se a chamada para formar a meio navio: era necessário carregar as velas içadas no dia anterior e seguir caminho para a Berlenga. E assim foi. Velas carregadas, cabos colhidos em pandeiro e os corpos a resguardarem-se de algumas ondas ansiosas por subir a bordo. É a hora de descansar.

Veja o vídeo