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Le Consulat, um bar, galeria de arte e hotel com muita diplomacia

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No Chiado, onde outrora funcionou o Consulado do Brasil em Lisboa, existe agora um bar que é também galeria de arte e hotel

Num salão amplo, com grandes janelões, funciona o Aperitivo Bar à Vins

Num salão amplo, com grandes janelões, funciona o Aperitivo Bar à Vins

Stefan von Laue

Foi aqui, na Praça Luís de Camões, que funcionou durante 104 anos o Consulado do Brasil em Lisboa. Agora, sobem-se as escadas até ao primeiro piso deste prédio pombalino e descobre-se um salão amplo, com grandes janelões e um balcão com bebidas. 
À primeira vista, podia pensar-se que o Chiado ganhou um novo sítio para se ir beber um copo, mas o Le Consulat é muito mais do que um bar. Este projeto, aberto no início de junho e pensado pelos sócios franceses François Blot e Valerie Guérend, inclui também um hotel, dois restaurantes e sete galerias de arte. “A ideia é ser um lugar de encontro entre a cultura e gastronomia portuguesa, francesa, espanhola e italiana”, descreve François Blot.

Antes de nos sentarmos numa das mesas e de pedir um cocktail ou vinho, acompanhado de um petisco no Aperitivo Bar à Vins, gerido por André Ribeirinho, vale a pena visitar a área dedicada à arte, ali mesmo ao lado. A programação artística do Le Consulat é da responsabilidade de Adelaide Ginga, curadora de arte contemporânea e historiadora. Estas sete assoalhadas, transformadas em galerias, estão ocupadas, até 25 de agosto, com a mostra coletiva Panorama, que reúne 
trabalhos de artistas portugueses emergentes. 
“A ideia é trazer para o piso social deste hotel a arte contemporânea”, diz Adelaide Ginga.

O percurso tem início na sala onde está a escultura cinética de Nuno Godinho, que criou uma cabeça com a ajuda de frames e de lâminas de alumínio, que, ao contornar, parece abrir e fechar a boca. Do mesmo artista, há um quadro com uma vela virtual que, ao nosso sopro, treme e se apaga. Mas há mais artistas para conhecer ao longo das restantes salas: Ana Caetano, Andreia Pinelas, Beatriz Albuquerque, Diogo Costa, Eduarda Rosa, Fernão Cruz, Henrique Frazão, Henrique Vieira Ribeiro, Inês Norton, João Gabriel, Marta Ramos, Natália de Mello e Nuno Lacerda.

Subam-se, depois, mais dois pisos para se conhecerem as 16 suítes (para duas a seis pessoas), decoradas em colaboração com as galerias de arte Cristina Guerra, Filomena Soares, Graça Brandão, Carlos Carvalho, 3+1, Belo-Galsterer, Caroline Pagès e Pedro Cera (as pinturas, esculturas e instalações espalhadas pelos quartos podem ser compradas pelos hóspedes). “Queremos que tanto a decoração como as obras de arte façam os visitantes sentirem-se especiais”, resume a curadora do Le Consulat. Sempre com toda a diplomacia, claro.

“A ideia é trazer para o piso social deste hotel a arte contemporânea”, diz Adelaide Gingam curadora e historiadora

“A ideia é trazer para o piso social deste hotel a arte contemporânea”, diz Adelaide Gingam curadora e historiadora

Stefan von Laue

Em contagem decrescente para a abertura está a nova Taberna Fina, no primeiro piso, com assinatura de André Magalhães, responsável pel' A Taberna da Rua das Flores, em Lisboa. A ementa será inspirada neste seu restaurante, mas mais requintada e com apontamentos da cozinha portuguesa, espanhola, francesa e italiana.

Le Consulat > Pç. Luís de Camões, 22, Lisboa > T. 93 668 7451 > galeria dom-qui 11h-19h, sex- sáb 15h-23h > bar restaurante dom-qua 11h-24h, qui-sáb 11h-2h > hotel de €180 a €480

As 16 suítes foram decoradas em colaboração com galerias de arte

As 16 suítes foram decoradas em colaboração com galerias de arte

Stefan von Laue