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O Museu de Lamego faz 100 anos e celebra a data com jantar de gala

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O Museu de Lamego, situado no centro histórico, no antigo Paço Episcopal, chega aos 100 anos esta quarta-feira, 5, e a programação para os próximos meses veste-se a rigor. Em sete factos, contamos-lhe o que não pode perder

1. Um museu eclético
A 5 de abril de 1917 nascia o Museu de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática, com património eclético, construído através de doações. Uma coleção primitiva de mobiliário (200 peças do antigo Paço Episcopal e da Mitra de Lamego), cerâmica (400 peças entre azulejaria, faiança e porcelana oriental), ourivesaria (209 peças, a maioria religiosas), tapeçarias, gravura e desenho (200 retratos e caricaturas de João Amaral). No núcleo de pintura (238 obras, entre portuguesa e europeia dos séculos XVI aos finais de XVIII) encontram-se os cinco painéis de Vasco Fernandes.

2. Um jantar, uma obra
O jantar de aniversário, este quarta-feira, 5, pretende angariar fundos para o restauro de obras de arte em risco. A primeira, restaurada a partir de donativos anónimos, foi a pintura portuguesa Quo Vadis, do século XVI, cuja autoria se desconhece e que se encontrava em mau estado nas reservas do museu. Nesse mesmo dia será lançado um postal comemorativo pelos CTT.

3. Os tesouros nacionais
À guarda do museu estão 18 peças classificadas como Tesouro Nacional, entre as quais o antigo retábulo da Sé de Lamego, da autoria de Vasco Fernandes (Grão Vasco), seis tapeçarias flamengas (Série de Édipo, O Julgamento do Paraíso e Templo de Latona), painéis de azulejos do século XVII, a arca tumular do século XIV feita em granito (onde terão sido depositados os restos mortais de D. Teresa Anes de Toledo).

4. As grandes tapeçarias
As tapeçarias flamengas com a história do rei Édipo, encomendadas por um bispo português, no século XVI, e feitas em lã, fio de ouro e seda, são uma das atrações do museu. Não se conhecem outras tapeçarias com esta temática, provenientes do antigo Paço Episcopal de Lamego. Acredita-se terem sido feitas na oficina de Pieter van Aelst, uma das mais importantes de Bruxelas.

5. Exposições temporárias
Desde 2015 que as exposições temporárias têm incidido sobre o centenário do museu. A primeira foi dedicada ao artista lamecense João Amaral, primeiro diretor do museu, e a segunda, em 2016, aos doadores que têm contribuído para esta instituição desde o início. A terceira, e última, a inaugurar a 20 de maio, por ocasião da Noite dos Museus, apresentará um filme com a duração de 10 minutos, dedicado à história do museu.

6. Dias abertos
Do programa anual do museu fazem parte ciclos de fotografia (em julho) e de cinema (em agosto), além de um Jantar Monástico (17 de junho), no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, em Vale do Varosa, que, este ano, será inspirado no milho, um dos cereais mais importantes desta região.

7. Rede de Museus Vale de Varosa
O museu é visitado anualmente por cerca de 30 mil pessoas (70% das quais são estrangeiros). Aberto diariamente, está incluído na Rede de Museus Vale de Varosa, integrada nos concelhos de Tarouca e Lamego, e da qual fazem parte, além deste museu, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, a Capela de São Pedro de Balsemão, a Ponte Fortificada de Ucanha, o Centro Interpretativo do Convento de Santo António de Ferreirim e o Mosteiro de São João de Tarouca.