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Malt é o novo bar do Cais do Sodré

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A cerveja, especialmente a artesanal, é a bebida da casa no novo bar do Cais do Sodré, em Lisboa. Chama-se Malt e, quando o frio se for embora, terá uma esplanada

“Em Portugal, a produção de cerveja artesanal tem vindo a crescer e a ser melhorada. Hoje em dia já existem muito boas cervejas”, diz Mário Balsinha, o cervejeiro do Malt

“Em Portugal, a produção de cerveja artesanal tem vindo a crescer e a ser melhorada. Hoje em dia já existem muito boas cervejas”, diz Mário Balsinha, o cervejeiro do Malt

Jose Fura Fotografia Digital

Foi preciso fazer muitas obras para conseguir transformar esta antiga casa noturna do Cais do Sodré no Malt, o novo bar de cerveja de ar minimalista e industrial. Desde dezembro que aqui se conversa, se dá um pezinho de dança (quarta e quinta é rock vadio, sexta há afro house e, ao sábado, música comercial) e, claro, bebe-se cerveja. Do lado de fora, pela montra de vidro, espreitam as cubas de 500 litros que alimentam as imperiais. Para criar a ideia de que se está a entrar num copo de cerveja, os responsáveis pelo bar mandaram pintar de branco as vigas de madeira do teto e ao chão de cimento deram-lhe um tom amarelado.

A carta tem cerca de 50 referências, a maioria artesanal de produção nacional, escolhidas por Mário Balsinha, o consultor cervejeiro. Há Toira, Musa, Rapada, Lx Beer Ray ou Bauer Lopes, o que quer dizer que se pode beber cerveja ao estilo weiss, IPA, pilsener, bock, ale ou lager, consoante o gosto. “Em Portugal, a produção de cerveja artesanal tem vindo a crescer e a ser melhorada. Hoje em dia já existem muito boas cervejas”, nota Mário Balsinha. Na seleção de estrangeiras, estão representadas, entre outras, a americana Brewdog ou a polaca Kozlak. Para completar a oferta, há cervejas especiais portuguesas, como a Super Bock 1927 (quatro versões), e cervejas do mundo, como a italiana Peroni Doppio Malto, a alemã Paulaner Münchner Dunkel ou a Pilsner Urquell da República Checa.
Não sendo um bar purista, no Malt também se servem cocktails clássicos e outros preparados com cerveja, como o Apple Basil Battle (gin sour, maçã verde, manjericão, ginger beer e espuma de IPA), vinho a copo, gin, whisky e rum. Por agora, para comer só têm tostas mistas ou pão com chouriço, mas a ideia é chegarem também croquetes, empadas e outro tipo de comida para acompanhar a cerveja. “O consumo de cerveja não é gourmet, é uma coisa simples e suja, no sentido em que normalmente é acompanhada com coisas que se comem à mão”, justifica Mário Balsinha.

Quando o frio se for embora, surgirá a esplanada. Até lá, aproveite-se o piso de baixo, onde há espaço para conviver e dançar, acolher grupos maiores ou fazer festas privadas.

Malt > R. Nova do Carvalho, 9, Lisboa > qua-qui 20h-2h, sex-sáb até 3h