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The Mill, um café onde também se come e se bebe vinho

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Há quatro meses, o The Mill abria na Rua do Poço dos Negros, em Lisboa. Hoje já é um daqueles poisos que não dispensamos, numa zona da cidade cada vez mais revitalizada. E é também um dos sete novos cafés, em Lisboa e no Porto, que fazem o tema de capa da VISÃO Se7e desta semanas: lugares que sabem criar o ambiente certo para ali ficarmos à conversa, a trabalhar ou em leituras demoradas

É de um dos seis lugares da montra que se tem vista para uma zona emergente da cidade: a Rua do Poço dos Negros
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É de um dos seis lugares da montra que se tem vista para uma zona emergente da cidade: a Rua do Poço dos Negros

Mário João

As tomadas de eletricidade na mesa comprida e para partilhar não podiam faltar, assim como o wi-fi
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As tomadas de eletricidade na mesa comprida e para partilhar não podiam faltar, assim como o wi-fi

Mário João

No The Mill serve-se Arábica puro, com o lote “special house blend” proveniente das Honduras em grão, com a torrefação feita na fábrica da Madragoa Flor da Selva, também vendido avulso (€10/250g)
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No The Mill serve-se Arábica puro, com o lote “special house blend” proveniente das Honduras em grão, com a torrefação feita na fábrica da Madragoa Flor da Selva, também vendido avulso (€10/250g)

Mário João

A louça encomendada à fábrica de cerâmica Estrela de Conimbriga é um dos pormenores “made in Portugal”, como o mármore do balcão e das tábuas de charcutaria
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A louça encomendada à fábrica de cerâmica Estrela de Conimbriga é um dos pormenores “made in Portugal”, como o mármore do balcão e das tábuas de charcutaria

Mário João

O que faz uma portuguesa nascida na Namíbia e um australiano na revitalizada Rua do Poço dos Negros, em Lisboa? Madeline de Oliveira e Paul Miller conheceram-se em Londres, quando trabalharam em telecomunicações e elegeram Lisboa para abrir o seu café, o The Mill, que ao entardecer se transforma em wine bar. “Quisemos trazer para Lisboa a cultura da coffee shop, que na Austrália é muito forte, mas mantendo a essência do que é português”, conta Madeline, antes de ir para a cozinha pôr a mão na massa.

A quem ali entrar depois das oito da noite, é provável que lhe cheire a bolo acabadinho de sair do forno. À fatia (€2,80), pode escolher-se de maçã, de cenoura (obrigatório e um dos primeiros a acabar), de amêndoa e laranja sem glúten, brownie, de mousse de chocolate ou pão de banana.

A nossa visita aconteceu no Dia da Austrália e para o comemorar ofereciam anzacs a todos os clientes, bolachas de aveia e coco, servidas às tropas australianas no tempo da II Guerra Mundial. Há quatro meses, quando os dois amigos abriram o The Mill, na entrada de um prédio de habitação, o senhor da mercearia ao lado vaticinou-lhes o pior, agora quando entrega as compras ao fim de semana já não se admira com as filas de espera para o brunch (sáb-dom 9h-17h).

Tal como os pequenos-almoços, durante a semana, o brunch já agarrou a clientela. Há ovos de todas as maneiras e feitios (mexidos, estrelados, escalfados, cozidos), salada de frutas com iogurte, papas de aveia, banana e mel, granola caseira, sanduíches e tostas (com a de abacate, piri-piri, lima, coentros e requeijão a destacar-se), croissants, bagels e saladas. Para beber: cappuccino, flat white (versão cremosa da meia de leite), chocolate quente, smoothies, vinho, cocktails como o Bloody Mary (vodca, sumo de tomate e temperos) ou o Buck’s Fizz (champanhe e sumo de laranja) e café, claro. No The Mill serve-se Arábica puro, com o lote special house blend proveniente das Honduras em grão, com a torrefação feita na fábrica da Madragoa Flor da Selva, também vendido avulso (€10/250g).

As pranchas de cortiça em bruto na parede e no balcão dão uma sensação de conforto num ambiente à média luz. Os pormenores portugueses, como o mármore no balcão e nas tábuas de charcutaria e a louça encomendada à fábrica de cerâmica Estrela de Conimbriga, marcam a diferença.

As tomadas de eletricidade na mesa comprida e para partilhar não podiam faltar, assim como o wi-fi, seja durante o dia, seja à tarde, já com tábuas de enchidos, pica-pau, mini pregos, sanduíches e mais de 80 vinhos portugueses. Quem ficar num dos seis lugares ao balcão na montra tem vista privilegiada para uma cidade em movimento.

The Mill > R. do Poço dos Negros, 1, Lisboa > T. 21 157 5220 > seg-ter 8h-17h, qua-sex 8h-23h, sáb 9h-23h, dom 9h-17h