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Recordar Herberto Helder, em Guimarães

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Na sua quinta edição, os Encontros Para Além da História, em Guimarães, promovem uma curadoria-coreografia em torno da figura de Herberto Helder e do modo como a obra do poeta atravessou o universo das artes contemporâneas

A quinta edição de Encontros Para Além da História decorre em torno da obra de Herberto Helder

A quinta edição de Encontros Para Além da História decorre em torno da obra de Herberto Helder

Será com Magia, uma performance única em torno da obra poética de Herberto Helder, estendida ao longo desta sexta e sábado, dias 13 e 14, que decorrerá a quinta edição dos Encontros Para Além da História, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). A singular influência exercida pelo poeta sobre outros modos de conceber, pensar e fazer arte será explorada por um conjunto significativo de autores – António Poppe e Joana Fervença, Eglantina Monteiro, Rosa Maria Martelo, Susana Chiocca, Vera Mantero, Pedro A.H. Paixão, Tomás Cunha Ferreira e Mike Cooter, Francisco Janes e Carlos Pereira, Rui Moreira – entre coreógrafos, performers, músicos, poetas, artistas, cineastas, antropólogos e atores.

Estes encontros anuais mantiveram o nome e o mote conceptual que deram origem ao Centro. “Para Além da História”, assim se chamava a exposição inaugural do CIAJG, uma das grandes obras da Guimarães 2012, que colocou as três coleções do artista vimaranense (tribal africana, pré-colombiana e arqueológica chinesa) em diálogo direto com peças da sua autoria e de outros artistas contemporâneos, além de objetos do património popular, religioso e arqueológico da região. Hoje, os encontros procuram ser “um espaço de retorno crítico sobre a nossa própria atividade, sobretudo porque baseamos a nossa programação em áreas de fronteira e em temas sensíveis, potencialmente fraturantes”, considera o curador Nuno Faria.

Além da “curadoria-coreografia” Magia, haverá no sábado, às 16h, uma breve performance do Teatro Oficina (estrutura sediada em Guimarães), inspirada na obra Húmus, do autor madeirense. Segundo Nuno Faria, “a forma como soube articular e indistinguir várias dimensões temporais, como soube criar uma língua própria, sem tempo e sem lugar, a performatividade da sua escrita, veiculada a partir de uma identidade quase secreta e sem exposição mediática, mas de forte ressonância, fazem de Herberto Helder uma figura tutelar, irradiadora, poeticamente potente”. Deixemos ecoar esta língua.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães > Plataforma das Artes, Av. Conde Margaride, 175, Guimarães > T. 253 424 715 > 13-14 jan, sex 15h-19h, sáb 16h > grátis até ao limite de lotação da sala > Inscrições no CIAJG ou através do site