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O projeto AsSALTO convida-nos a entrar, esta quarta, 11, numa antiga casa burguesa do Porto, desabitada, desenhando-a e escrevendo sobre ela. O resultado final será transformado em livro, para que todos possam conhecer o património da cidade

Um dos desenhos feito no primeiro AsSALTO que abriu as portas, em novembro, de um prédio na rua Sá da Bandeira, no Porto
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Um dos desenhos feito no primeiro AsSALTO que abriu as portas, em novembro, de um prédio na rua Sá da Bandeira, no Porto

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Desenhos feitos no antigo consultório de oftalmologia da rua de Miguel Bombarda
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Desenhos feitos no antigo consultório de oftalmologia da rua de Miguel Bombarda

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O público é convidado a escrever sobre os espaços abertos - casas, escritórios ou consultórios
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O público é convidado a escrever sobre os espaços abertos - casas, escritórios ou consultórios

Primeiro, abriram as portas de um prédio de habitação e escritórios da rua Sá da Bandeira, no Porto. No mês passado, foi a vez de um antigo consultório de oftalmologia, de 1927, ainda com a antiga maquinaria, na rua Miguel Bombarda. Esta quarta, 11, é a vez do projeto AsSALTO fazer-nos entrar uma casa burguesa da rua de Cedofeita e convidar-nos a desenhá-la e escrever sobre ela.

A ideia, para todos os públicos, faz parte do projeto de investigação A Coleção de Desenhos, Escola de Arquitetura do Porto, levado a cabo pelo Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto que, por um lado, pretende “promover a escrita e o desenho como forma de observar e contemplar” e, por outro, “levar o público a compreender aquilo que o Porto tem e está em vias de transformação”, salienta Carlos Machado e Moura, responsável pelo projeto em conjunto com o arquiteto Rui Neto e a pintora e professora Noémia Herdade Gomes.

Haverá, com certeza, muito para desenhar e escrever sobre esta casa de cinco pisos, reconstruída em 1910 e que agora se prepara para ser transformada em turismo. Outrora, foi moradia de família do conselheiro Eduardo Honório de Lima, bisavô de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto. Desde os tetos decorados à caixa de escadas, ao quarto da empregada situado no último piso, ou às caixilharias, tudo parece pedir para ser registado em desenho ou texto. “É um pedaço do Porto sintetizado nesta casa e que nos interessava por corresponder ao lote típico do Porto burguês”, resume o arquiteto Carlos Machado e Moura.

O projeto será materializado em livro numa espécie “de nova cartografia de um Porto anónimo”. “Vemos muita discussão acerca da transformação de edifícios que todos conhecemos e se encontram a ser transformados. Mas interessam-nos as casas anónimas. O património menos evidente”, reforça o arquiteto.

Ao longo deste ano, o projeto pretende abrir as portas a mais de uma dezena de edifícios, sem periodicidade específica. Para já, sabe-se que o prédio dos antigos Armazéns Cunhas, obra do arquiteto e professor Manuel Marques, situado na Praça dos Leões, será lugar para o próximo AsSALTO, em fevereiro. O melhor mesmo é ir espreitando o site do projeto, para ficar a conhecer outras casas que podem ser desenhadas ou descritas por qualquer um de nós.

Projeto AsSALTO > R. de Cedofeita, 492/498, Porto > 11 jan, qua 9h30-16h > grátis